Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2024
Medicina›Endocrinologia
Código
vu088746
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Endocrinologista
Assinale a alternativa correta com relação ao feocromocitoma em pacientes adultos.
APode cursar com hipertensão arterial intermitente.
BÉ maligno em 20% dos casos.
CÉ bilateral em 30% dos casos.
DMede menos do que 2cm em 70% dos casos.
EÉ maligno em 30% dos casos.
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GabaritoA — Pode cursar com hipertensão arterial intermitente.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Feocromocitoma em adultos: apresentação clínica e epidemiologia
Gabarito: letra A. O feocromocitoma é um tumor produtor de catecolaminas que classicamente cursa com hipertensão arterial paroxística ou intermitente, com picos hipertensivos alternados com períodos de pressão arterial normal — exatamente o que afirma a alternativa A. As demais alternativas trazem percentuais incorretos sobre malignidade, bilateralidade e tamanho tumoral, conforme a literatura médica (Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial).
O feocromocitoma é um tumor neuroendócrino das células cromafins da medula adrenal, secretor de catecolaminas (epinefrina e norepinefrina). Sua importância clínica reside no fato de ser uma causa potencialmente curável de hipertensão arterial secundária, mas também uma condição potencialmente fatal se não diagnosticada — o derramamento de catecolaminas pode provocar crise hipertensiva grave durante procedimentos, com mortalidade perioperatória que pode exceder 80% em casos não suspeitados.
A apresentação clássica é a tríade de cefaleia, palpitações e sudorese, acompanhada de hipertensão arterial. A hipertensão pode ser sustentada ou, mais caracteristicamente, paroxística — com picos hipertensivos abruptos que se alternam com períodos de pressão arterial normal. Essa é a marca registrada do feocromocitoma e o que a alternativa A corretamente descreve. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020 menciona que a hipertensão paroxística ocorre em cerca de 50% dos casos, com picos hipertensivos alternados com momentos de PA normal.
É importante distinguir o feocromocitoma de outras causas de hipertensão secundária, como o hiperaldosteronismo primário (que cursa com hipertensão sustentada e hipocalemia) e as causas renovasculares. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de metanefrinas plasmáticas livres ou urinárias, que apresentam alta sensibilidade e especificidade. O tratamento é cirúrgico, precedido de bloqueio alfa-adrenérgico (fenoxibenzamina ou doxazosina) e, posteriormente, beta-bloqueio, para evitar oscilações hemodinâmicas durante a manipulação do tumor.
A pegadinha desta questão está nos percentuais: a banca apresenta números incorretos sobre malignidade (20% e 30%), bilateralidade (30%) e tamanho tumoral (70% menor que 2 cm). Os valores corretos, segundo a literatura, são: malignidade em 15-20% dos casos (podendo variar de 2 a 50% conforme o defeito genético), bilateralidade em cerca de 10% (ou 5%, conforme outras fontes), e os feocromocitomas são geralmente tumores grandes, não menores que 2 cm na maioria dos casos. Guarde esses números — é exatamente neles que as alternativas se dividem.
Feocromocitoma: Apresentação clássica (Tríade: cefaleia, palpitações, sudorese, Hipertensão paroxística (≈50%), Picos alternados com PA normal); Epidemiologia (Malignidade: 15-20%, Bilateralidade: ≈10%, Tumores geralmente grandes); Diagnóstico (Metanefrinas plasmáticas/urinárias); Tratamento (Cirurgia precedida de bloqueio alfa, Depois beta-bloqueio)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A hipertensão arterial intermitente (paroxística) é uma característica clássica do feocromocitoma. A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020 descreve que a hipertensão pode ser paroxística em cerca de 50% dos casos, com picos hipertensivos alternados com momentos de pressão arterial normal. Essa apresentação se deve à liberação intermitente de catecolaminas pelo tumor, que provoca crises adrenérgicas agudas. A alternativa está correta ao afirmar que o feocromocitoma "pode cursar" com hipertensão arterial intermitente — o verbo "pode" é preciso, pois nem todos os pacientes apresentam esse padrão, mas é uma apresentação reconhecida e característica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o feocromocitoma é maligno em 20% dos casos. O percentual correto de malignidade é de 15-20%, conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020. A alternativa erra ao fixar exatamente 20%, quando o correto é uma faixa de 15-20%. Além disso, a malignidade varia conforme o defeito genético subjacente, podendo variar de 2% a 50%. O erro aqui é a precisão numérica inadequada — o valor correto é uma faixa, não um número exato.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o feocromocitoma é bilateral em 30% dos casos. O percentual correto de bilateralidade é de aproximadamente 10% (ou 5%, conforme outras fontes). A bilateralidade é mais comum em síndromes familiares, como neoplasia endócrina múltipla tipo IIA e IIB, doença de von Hippel-Lindau e neurofibromatose. O valor de 30% é significativamente maior que o real, configurando um distrator numérico. A banca troca o percentual correto por um valor inflado para confundir o candidato.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o feocromocitoma mede menos de 2 cm em 70% dos casos. Na realidade, os feocromocitomas são geralmente tumores grandes, frequentemente maiores que 3 cm, e a maioria é prontamente visível na tomografia computadorizada. A literatura descreve que são "geralmente grandes tumores adrenais". O valor de 70% para tumores menores que 2 cm é incorreto — a maioria dos feocromocitomas é maior que isso. O erro está na inversão: a maioria é de tumores grandes, não pequenos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o feocromocitoma é maligno em 30% dos casos. O percentual correto de malignidade é de 15-20%, conforme a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2020. O valor de 30% é superior ao real, configurando um distrator numérico. A banca apresenta dois valores incorretos para malignidade (20% na alternativa B e 30% na alternativa E), ambos fora da faixa correta de 15-20%. O candidato deve memorizar a faixa correta para não cair nesses distratores.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a decoreba de percentuais epidemiológicos. Os números corretos são: malignidade em 15-20% (variando de 2 a 50% conforme o defeito genético), bilateralidade em cerca de 10%, e tumores geralmente grandes (não menores que 2 cm). Memorize a faixa de malignidade e a bilateralidade — são os mais cobrados. Com treino, você identifica esses distratores numéricos de longe 💪