O câncer de colo uterino é a doença mais frequentemente relacionada ao papilomavírus humano (HPV), vírus este que é muito comum no mundo.Com relação a este vírus, é correto afirmar que
Ao HPV é sexualmente transmissível, e o contato genital, pele a pele, é um modo de transmissão reconhecido, não sendo necessário sexo com penetração para sua transmissão.
Ba infecção pelo HPV geralmente desaparece sem qualquer intervenção em alguns meses após sua aquisição, sendo que, em 70% das vezes, isso ocorre dentro de dois anos.
Ca vacina nonavalente contra o HPV é atualmente recomendada pela OMS e deve ser adotada pelos países em até três anos.
Dos tipos de HPV 12 e 14 podem causar verrugas genitais e papilomatose, que podem acometer diversos órgãos, inclusive a orofaringe.
Eo tempo mais provável para homens e mulheres adquirirem infecção pelo HPV é entre dois a quatro anos após o início da vida sexual ativa.
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GabaritoA — o HPV é sexualmente transmissível, e o contato genital, pele a pele, é um modo de transmissão reconhecido, não sendo necessário sexo com penetração para sua transmissão.
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Infecção pelo HPV: transmissão, história natural e prevenção
Gabarito: letra A. O HPV é uma infecção sexualmente transmissível cuja transmissão ocorre por contato direto pele a pele com área infectada, não sendo necessária a penetração — exatamente o que afirma a alternativa correta. As demais alternativas contêm erros conceituais ou dados incorretos sobre a história natural, a vacinação e os tipos virais.
O papilomavírus humano (HPV) é o agente etiológico mais comum das infecções sexualmente transmissíveis em todo o mundo, e sua relação com o câncer de colo uterino é tão estreita que a infecção é considerada causa necessária para o desenvolvimento da doença. A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, sendo a via sexual a mais frequente. O contato genital pele a pele, mesmo sem penetração, é suficiente para a transmissão, pois o vírus infecta células epiteliais basais que ficam expostas nesse contato. Essa característica explica por que a infecção pode ocorrer em pessoas que nunca tiveram relação sexual com penetração, e por que o uso de preservativo, embora reduza o risco, não elimina completamente a transmissão, já que áreas não cobertas pelo preservativo podem estar infectadas.
A história natural da infecção é marcada pela alta taxa de regressão espontânea. A maioria das infecções, especialmente em mulheres jovens, é eliminada pelo sistema imunológico em um período de até 24 meses. No entanto, quando a infecção persiste, especialmente com tipos de alto risco oncogênico, há risco de progressão para lesões precursoras e, eventualmente, câncer. O tempo médio entre a infecção por HPV de alto risco e o desenvolvimento de câncer cervical é de aproximadamente 20 anos, o que permite o rastreamento e a prevenção por meio do exame citopatológico (Papanicolaou).
Os tipos de HPV são classificados conforme seu potencial oncogênico. Os tipos de baixo risco (como 6 e 11) estão associados a verrugas genitais (condilomas), enquanto os de alto risco (como 16 e 18) estão associados ao câncer de colo uterino e a outros tumores anogenitais e orofaríngeos. A vacinação é a principal medida preventiva, e a vacina nonavalente (Gardasil 9) protege contra os tipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, sendo recomendada pela OMS para meninas e meninos a partir dos 9 anos de idade.
A banca explora, nesta questão, o conhecimento sobre a transmissão do HPV, a história natural da infecção, a vacinação e a classificação dos tipos virais. O candidato precisa distinguir com precisão os conceitos de transmissão, regressão espontânea, tipos de baixo e alto risco, e as recomendações de vacinação. A alternativa correta é a única que descreve corretamente o modo de transmissão, enquanto as demais contêm erros que serão detalhados a seguir.
A alternativa afirma que o HPV é sexualmente transmissível e que o contato genital pele a pele é um modo de transmissão reconhecido, não sendo necessário sexo com penetração. Isso está correto. A transmissão do HPV ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, e o contato genital sem penetração é suficiente para a transmissão. Essa é uma característica fundamental do vírus, que explica sua alta prevalência e a importância da vacinação antes do início da vida sexual.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a infecção pelo HPV desaparece em 70% das vezes dentro de dois anos. Embora a regressão espontânea seja comum, o percentual citado não é o correto. A literatura indica que a maioria das infecções, especialmente em mulheres jovens, regride espontaneamente em até 24 meses, mas o percentual de 70% não é o valor estabelecido. O erro está no dado numérico, que não corresponde à taxa de regressão descrita na literatura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a vacina nonavalente contra o HPV é recomendada pela OMS e deve ser adotada pelos países em até três anos. Embora a vacina nonavalente seja recomendada pela OMS, não há um prazo obrigatório de três anos para sua adoção pelos países. A recomendação da OMS é que os países incluam a vacina contra o HPV em seus programas de imunização, mas não estabelece um prazo específico para essa adoção. O erro está na imposição de um prazo que não existe na recomendação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que os tipos de HPV 12 e 14 podem causar verrugas genitais e papilomatose. Isso está incorreto. Os tipos de HPV associados a verrugas genitais são principalmente os tipos 6 e 11, que são de baixo risco oncogênico. Os tipos 12 e 14 não são os principais responsáveis por verrugas genitais. O erro está na identificação dos tipos virais, que não correspondem aos tipos classicamente associados a verrugas genitais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o tempo mais provável para homens e mulheres adquirirem infecção pelo HPV é entre dois a quatro anos após o início da vida sexual ativa. Isso está incorreto. A infecção pelo HPV é adquirida logo após o início da vida sexual, geralmente nos primeiros meses ou anos, e não há um período específico de dois a quatro anos como o mais provável. O erro está na definição de um período de tempo que não corresponde à realidade da aquisição da infecção.