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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2024

MedicinaOncologia
Código
vu088868
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Oncologista
Paciente do sexo feminino de 64 anos de idade, em menopausa desde os 48 anos, realiza quadrantectomia de mama esquerda, com pesquisa de linfonodo sentinela, por carcinoma ductal in situ. Estádio pTis pN0. A paciente tem antecedentes de trombose venosa profunda em membros inferiores e abortamentos espontâneos prévios. Refere ter uma mutação no Fator V de Leiden. Nega terapia de reposição hormonal. Neste caso,
  1. Aestá indicada mastectomia redutora de risco bilateral.
  2. Bo tratamento adjuvante indicado é radioterapia e hormonioterapia com inibidor de aromatase por 5 anos.
  3. Co tratamento adjuvante indicado é radioterapia, seguida de hormonioterapia com tamoxifeno por 5 anos.
  4. Dnão está indicado tratamento adjuvante com radioterapia ou com hormonioterapia.
  5. Eestá indicada mastectomia bilateral, seguida de anastrozol por 5 anos.
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GabaritoB — o tratamento adjuvante indicado é radioterapia e hormonioterapia com inibidor de aromatase por 5 anos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Câncer de mama: carcinoma ductal in situ (CDIS) e tratamento adjuvante

Gabarito: letra B. Para carcinoma ductal in situ (pTis pN0), o tratamento adjuvante padrão após cirurgia conservadora (quadrantectomia) é radioterapia seguida de hormonioterapia com tamoxifeno por 5 anos, quando o tumor expressa receptores hormonais. A paciente é pós-menopausa, mas a presença de mutação do Fator V de Leiden contraindica o uso de tamoxifeno, que aumenta o risco de eventos tromboembólicos; nesse cenário, a alternativa B é a que melhor se alinha ao tratamento adjuvante indicado, considerando que a hormonioterapia com inibidor de aromatase (IA) é a opção preferencial em pós-menopausa, mas a questão explora a contraindicação do tamoxifeno.

O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma neoplasia não invasiva da mama, confinada aos ductos, sem invasão do estroma. Por definição, não tem potencial metastático, mas confere risco aumentado de desenvolvimento de carcinoma invasivo na mesma mama. O tratamento padrão é a cirurgia conservadora (quadrantectomia) com margens livres, seguida de radioterapia adjuvante, que reduz a recorrência local. A hormonioterapia adjuvante é indicada quando o CDIS expressa receptores de estrogênio (RE) e/ou progesterona (RP), o que ocorre na maioria dos casos. O tamoxifeno é o fármaco de escolha para mulheres pré-menopausa e também é opção para pós-menopausa, mas os inibidores de aromatase (IA) são preferidos na pós-menopausa por maior eficácia e perfil de segurança.

A paciente em questão tem 64 anos, está em menopausa desde os 48 anos, e apresenta antecedentes de trombose venosa profunda (TVP) e abortamentos espontâneos, além de mutação no Fator V de Leiden. A mutação do Fator V de Leiden é a trombofilia hereditária mais comum e confere risco aumentado de eventos tromboembólicos venosos. O tamoxifeno, por seu efeito agonista parcial sobre o receptor de estrogênio, aumenta o risco de TVP e embolia pulmonar. Portanto, em pacientes com trombofilia ou história de TVP, o tamoxifeno é contraindicado, e a hormonioterapia adjuvante deve ser feita com inibidor de aromatase (IA), como anastrozol, letrozol ou exemestano, que não apresentam esse risco.

A alternativa B afirma que o tratamento adjuvante indicado é radioterapia e hormonioterapia com inibidor de aromatase por 5 anos. Isso está correto, pois a paciente é pós-menopausa e tem contraindicação ao tamoxifeno. A alternativa C propõe tamoxifeno, que é contraindicado. A alternativa D nega a necessidade de tratamento adjuvante, o que é incorreto, pois a radioterapia é padrão após quadrantectomia para CDIS, e a hormonioterapia é indicada se RE positivo. As alternativas A e E propõem mastectomia, que não é necessária para CDIS, pois a cirurgia conservadora é o padrão.

A pegadinha da questão está na contraindicação do tamoxifeno pela trombofilia. O candidato pode ser levado a escolher a alternativa C, que é o esquema clássico para CDIS, mas a presença de Fator V de Leiden e TVP prévia torna o tamoxifeno inadequado. A banca testa o conhecimento das contraindicações da hormonioterapia e a individualização do tratamento.

CDIS (pTis pN0)
  • 1Tratamento local
    • Cirurgia conservadora (quadrantectomia)
    • Radioterapia adjuvante
  • 2Hormonioterapia (RE+)
    • Pré-menopausa: tamoxifeno
    • Pós-menopausa: inibidor de aromatase
      • Tamoxifeno contraindicado (trombofilia/TVP)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A mastectomia redutora de risco bilateral é indicada para pacientes com alto risco de câncer de mama, como portadoras de mutação BRCA1/2, não para CDIS unilateral. O CDIS é tratado com cirurgia conservadora, e a mastectomia contralateral profilática não é rotina. A paciente não tem indicação de mastectomia redutora de risco, pois não há menção de mutação BRCA ou alto risco genético.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B está correta porque, para CDIS pTis pN0, o tratamento adjuvante após quadrantectomia inclui radioterapia (para reduzir recorrência local) e hormonioterapia com inibidor de aromatase por 5 anos, já que a paciente é pós-menopausa e tem contraindicação ao tamoxifeno (Fator V de Leiden e TVP prévia). O IA é a escolha preferencial na pós-menopausa, e a duração mínima da hormonioterapia adjuvante é de 5 anos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C propõe tamoxifeno, que é contraindicado nesta paciente devido à mutação do Fator V de Leiden e história de TVP, pois o tamoxifeno aumenta o risco de eventos tromboembólicos. O tamoxifeno seria uma opção para CDIS em pacientes sem contraindicação, mas aqui o IA é o correto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que não está indicado tratamento adjuvante com radioterapia ou hormonioterapia. Isso é incorreto, pois a radioterapia é padrão após cirurgia conservadora para CDIS, e a hormonioterapia é indicada se o tumor for RE positivo, o que é comum. A ausência de tratamento adjuvante aumentaria o risco de recorrência local.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E propõe mastectomia bilateral seguida de anastrozol. A mastectomia não é indicada para CDIS, pois a cirurgia conservadora é o padrão. Além disso, a mastectomia contralateral profilática não é rotina. O anastrozol (IA) seria uma opção de hormonioterapia, mas a mastectomia é desnecessária.

Gabarito: letra B

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