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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2024

MedicinaOncologia
Código
vu088870
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Oncologista
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, a mamografia é o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade pelo câncer de mama. É recomendada sua realização
  1. Aexclusivamente em mulheres de 50 a 59 anos, a cada dois anos.
  2. Bem mulheres, homens trans e pessoas não binárias que mantenham suas mamas de 50 a 69 anos, anualmente.
  3. Cem homens e mulheres de 50 a 59 anos, anualmente.
  4. Dem mulheres, homens trans e pessoas não binárias que mantenham suas mamas de 40 a 69 anos, a cada dois anos.
  5. Eem mulheres, homens trans e pessoas não binárias que mantenham suas mamas de 50 a 69 anos, a cada dois anos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — em mulheres, homens trans e pessoas não binárias que mantenham suas mamas de 50 a 69 anos, a cada dois anos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do câncer de mama: mamografia

Gabarito: letra E. O Ministério da Saúde e o INCA recomendam a mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos, incluindo homens trans e pessoas não binárias que mantêm mamas, conforme a Diretriz de Detecção Precoce do Câncer de Mama (2015). A alternativa E é a única que combina corretamente a faixa etária (50 a 69 anos) com a periodicidade (bienal) e a população-alvo ampliada.

O rastreamento do câncer de mama é uma estratégia de saúde pública que visa detectar a doença em fase pré-clínica, quando o tratamento é mais eficaz e menos mutilador. A mamografia é o único exame com eficácia comprovada para reduzir a mortalidade por câncer de mama em programas de rastreamento populacional. A recomendação brasileira, baseada em evidências científicas revisadas em 2015, estabelece um equilíbrio entre os benefícios (redução de mortalidade) e os danos (sobrediagnóstico, resultados falso-positivos, biópsias desnecessárias e exposição à radiação).

A faixa etária de 50 a 69 anos foi escolhida porque é nela que a relação benefício-dano é mais favorável. Entre 50 e 59 anos, o equilíbrio é tênue; entre 60 e 69 anos, os benefícios superam claramente os danos. Fora dessa faixa, o rastreamento não é recomendado para mulheres de risco habitual: abaixo de 50 anos, a maior densidade mamária dificulta a interpretação e aumenta os falso-negativos; acima de 69 anos, o ganho em mortalidade é pequeno frente aos riscos de sobrediagnóstico e tratamento de lesões que não ameaçariam a vida.

A periodicidade bienal (a cada dois anos) é preferível à anual porque mantém a redução de mortalidade com menor número de exames, menos exposição à radiação e menor custo. Estudos mostram que o rastreamento anual não oferece benefício adicional significativo em relação ao bienal, mas aumenta os danos.

A população-alvo foi ampliada para incluir homens trans e pessoas não binárias que mantêm mamas, pois esses indivíduos têm tecido mamário e risco de câncer de mama semelhante ao das mulheres cisgênero. Essa inclusão reflete uma abordagem mais equitativa e baseada em evidências, reconhecendo que o risco está ligado à presença do tecido mamário, não à identidade de gênero.

A banca explora a confusão entre a faixa etária correta (50-69) e outras faixas (40-49, 50-59), a periodicidade (bienal vs. anual) e a população-alvo (mulheres vs. população ampliada). A pegadinha central é trocar a faixa etária ou a periodicidade, mantendo os demais elementos corretos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erra ao restringir a faixa etária a 50-59 anos e ao excluir homens trans e pessoas não binárias. A recomendação abrange 50 a 69 anos e inclui a população com mamas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erra na periodicidade: a recomendação é bienal (a cada dois anos), não anual. A faixa etária (50-69) e a população-alvo estão corretas, mas a frequência anual não é a indicada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao incluir homens (cisgênero) na população-alvo e ao restringir a faixa a 50-59 anos. O rastreamento é para quem mantém mamas (incluindo homens trans e pessoas não binárias), não para homens cisgênero, e a faixa é 50-69 anos.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erra na faixa etária: inicia aos 40 anos, o que não é recomendado para risco habitual. A faixa correta é 50-69 anos. A periodicidade bienal e a população-alvo estão corretas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Espelha exatamente a recomendação do INCA/MS: mamografia a cada dois anos para mulheres, homens trans e pessoas não binárias que mantêm mamas, na faixa de 50 a 69 anos. Todos os elementos (população, faixa etária e periodicidade) estão corretos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora trocar a faixa etária (50-69) por 50-59 ou 40-69, e a periodicidade bienal por anual. Decore: 50 a 69 anos, a cada 2 anos, para quem tem mamas. Essa tríade é a chave para acertar qualquer questão sobre rastreamento de mama no Brasil.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, leia a alternativa procurando os três elementos: população-alvo (quem tem mamas), faixa etária (50-69) e periodicidade (2 anos). Se qualquer um estiver diferente, a alternativa está errada. Monte uma tabela mental:

Elemento

Recomendação INCA/MS

População

Mulheres, homens trans e pessoas não binárias com mamas

Faixa etária

50 a 69 anos

Periodicidade

A cada 2 anos

Gabarito: letra E

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