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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — VUNESP 2024

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
vu088954
Banca
VUNESP
Órgão
UNICAMP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Profissional Especializado de Laboratório
No estudo da anatomia humana da cabeça, face e pescoço, destaca-se o canal mandibular que se bifurca, dando origem aos canais:
  1. Amentoniano e alveolar.
  2. Bmentoniano e canino.
  3. Cmentoniano e incisivo.
  4. Dangular e canino.
  5. Eangular e alveolar.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — mentoniano e incisivo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anatomia do canal mandibular: bifurcação e ramos terminais

Gabarito: letra C. O canal mandibular, após percorrer o interior da mandíbula, bifurca-se próximo ao forame mentual, originando o canal mentoniano e o canal incisivo — este último segue anteriormente para suprir os dentes incisivos e canino. As demais alternativas misturam estruturas de outras regiões ou ramos que não correspondem à bifurcação terminal do canal mandibular.

O canal mandibular é um canal ósseo localizado no interior do corpo da mandíbula, que abriga o feixe vásculo-nervoso alveolar inferior (artéria, veia e nervo alveolar inferior). Ele se inicia no forame mandibular, na face medial do ramo da mandíbula, e percorre o osso em direção anterior e inferior, emitindo pequenos ramos para os dentes molares e pré-molares ao longo do seu trajeto. Ao se aproximar da região dos pré-molares, o canal se bifurca em dois ramos terminais: o canal mentoniano, que se dirige para o forame mentual e dá origem ao nervo mentual (responsável pela sensibilidade do lábio inferior e do mento), e o canal incisivo, que continua anteriormente dentro do osso, suprindo os dentes incisivos e o canino.

Essa bifurcação é um ponto anatômico de grande relevância clínica, especialmente em procedimentos odontológicos e cirúrgicos na região anterior da mandíbula, como instalação de implantes, exodontias e cirurgias ortognáticas. A identificação precisa dos canais mentoniano e incisivo por meio de exames de imagem (como a radiografia panorâmica e a tomografia computadorizada) é fundamental para evitar lesões do feixe vásculo-nervoso, que podem resultar em parestesia ou anestesia do lábio inferior e do mento.

A confusão mais comum nesse tema envolve a nomenclatura dos ramos: o canal incisivo é frequentemente esquecido ou confundido com o canal canino, que não existe como estrutura anatômica na mandíbula. O termo "canal canino" é um distrator, pois não há um canal com essa denominação na anatomia mandibular — o dente canino é inervado pelo ramo incisivo do nervo alveolar inferior, que percorre o canal incisivo. Da mesma forma, o canal alveolar não é um ramo terminal do canal mandibular, mas sim o próprio canal mandibular em sua porção inicial, que abriga o nervo alveolar inferior.

Para fixar o conhecimento, é útil visualizar o trajeto do canal mandibular e seus ramos terminais:

A pegadinha da banca está em trocar o canal incisivo pelo canal canino ou pelo canal alveolar, que não são ramos terminais do canal mandibular. O canal incisivo é o ramo que segue anteriormente, e o canal mentoniano é o que emerge no forame mentual. Guarde essa dupla: mentoniano + incisivo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Mentoniano e alveolar. O canal alveolar não é um ramo da bifurcação — ele é o próprio canal mandibular em sua porção inicial, que abriga o nervo alveolar inferior. A bifurcação ocorre apenas em dois ramos: mentoniano e incisivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Mentoniano e canino. O canal canino não existe como estrutura anatômica na mandíbula. O dente canino é inervado pelo ramo incisivo do nervo alveolar inferior, que percorre o canal incisivo — não há um canal específico denominado "canino".

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Mentoniano e incisivo. O canal mandibular bifurca-se na região dos pré-molares, originando o canal mentoniano (que emerge no forame mentual, dando origem ao nervo mentual) e o canal incisivo (que segue anteriormente, suprindo os dentes incisivos e o canino). Essa é a descrição anatômica clássica da bifurcação do canal mandibular.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Angular e canino. O canal angular não é uma estrutura da mandíbula — o termo "angular" refere-se à região do ângulo da mandíbula, mas não há um canal com essa denominação. Além disso, o canal canino também não existe, como já explicado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Angular e alveolar. O canal angular não existe na anatomia mandibular, e o canal alveolar é o próprio canal mandibular, não um ramo terminal. A bifurcação correta é mentoniano + incisivo.

Gabarito: letra C — o canal mandibular bifurca-se em canal mentoniano e canal incisivo.

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