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Questão de Contabilidade Pública — Tratamento Contábil aplicável a Impostos e Contribuições — VUNESP 2024

Contabilidade PúblicaTratamento Contábil aplicável a Impostos e Contribuições
Código
vu090027
Banca
VUNESP
Órgão
UNIFESP
Ano
2024
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Contabilidade
Do ponto de vista orçamentário, os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como
  1. Aaumento de capital social, uma vez que representam a participação social dos contribuintes.
  2. Bdespesas de exercícios anteriores.
  3. Creceita do exercício em que forem arrecadados.
  4. Drestos a pagar processados do exercício em que forem arrecadados.
  5. Evariação patrimonial aumentativa do exercício a que se referem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — receita do exercício em que forem arrecadados.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Créditos da Fazenda Pública: escrituração orçamentária

Gabarito: letra C. Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, são escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias, conforme o art. 39, caput, da Lei nº 4.320/1964. A questão cobra a literalidade do dispositivo, que estabelece o regime orçamentário de caixa para o reconhecimento da receita orçamentária.

O art. 39 da Lei nº 4.320/1964 é a espinha dorsal do tratamento contábil dos créditos da Fazenda Pública. Ele define que, do ponto de vista orçamentário, a receita só é reconhecida quando efetivamente arrecadada — ou seja, quando o dinheiro entra nos cofres públicos. Isso decorre do regime orçamentário de caixa, previsto no art. 35 da mesma lei, que estabelece que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas. É importante não confundir esse regime com o regime contábil patrimonial, que segue a competência: no patrimonial, a variação patrimonial aumentativa (VPA) é reconhecida no momento do fato gerador, independentemente da arrecadação.

Na prática, quando um tributo é lançado, a contabilidade patrimonial registra um direito a receber em contrapartida de uma VPA (pelo fato gerador). Porém, no orçamento, essa receita só será considerada realizada quando houver a arrecadação. Por exemplo, o IPTU tem fato gerador em 1º de janeiro; o lançamento ocorre ao longo do ano; mas a receita orçamentária só entra no exercício em que o contribuinte paga. Se o contribuinte não paga no prazo, o crédito é inscrito em dívida ativa (art. 39, § 1º), e a receita será escriturada quando essa dívida for efetivamente recebida.

A distinção crucial que a banca explora é entre o momento do fato gerador (competência patrimonial) e o momento da arrecadação (caixa orçamentário). A alternativa E tenta confundir ao falar em "variação patrimonial aumentativa do exercício a que se referem", que é o registro patrimonial por competência, não o orçamentário. Já a alternativa D mistura o conceito de restos a pagar (que é despesa) com receita. As demais alternativas (A e B) são completamente descabidas, pois créditos da Fazenda não têm relação com capital social nem com despesas de exercícios anteriores.

Guarde o critério decisivo: a questão pergunta especificamente do ponto de vista orçamentário, e o art. 39 é explícito ao dizer "receita do exercício em que forem arrecadados". É essa a fronteira que separa a alternativa correta das demais.

Art. 39Lei-4320

Art. 39 — "Os créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, serão escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias."

  1. 1Fato gerador (competência patrimonial)
  2. 2Lançamento do tributo
  3. 3Arrecadação (regime de caixa)
  4. 4Receita orçamentária reconhecida
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Aumento de capital social é um conceito do direito societário (Lei nº 6.404/1976), que não se aplica à Fazenda Pública. Os créditos tributários ou não tributários representam ingressos de recursos para o Estado, não participação social dos contribuintes. Não há qualquer previsão legal nesse sentido na Lei nº 4.320/1964.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Despesas de exercícios anteriores (DEA) são despesas cujo fato gerador ocorreu em exercício anterior àquele em que se efetua o pagamento, conforme art. 37 da Lei nº 4.320/1964. São um conceito de despesa, não de receita. Os créditos da Fazenda Pública são receitas, portanto não podem ser classificados como DEA.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz exatamente o caput do art. 39 da Lei nº 4.320/1964: os créditos da Fazenda Pública, tributários ou não, são escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas orçamentárias. Isso reflete o regime orçamentário de caixa, em que a receita é reconhecida no momento da arrecadação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Restos a pagar são despesas empenhadas e não pagas até o fim do exercício (art. 36 da Lei nº 4.320/1964). São um passivo financeiro, não receita. A alternativa inverte completamente o conceito, tratando créditos da Fazenda (receita) como se fossem restos a pagar (despesa).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A variação patrimonial aumentativa (VPA) do exercício a que se referem os créditos é o registro pelo regime de competência, no momento do fato gerador, conforme o MCASP e a NBC TSP. Mas a questão pergunta do ponto de vista orçamentário, que segue o regime de caixa. A alternativa confunde os dois regimes: o orçamentário reconhece a receita na arrecadação, não no exercício a que se refere o fato gerador.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o regime orçamentário (caixa) e o regime contábil patrimonial (competência). A alternativa E parece correta para quem estudou o reconhecimento da VPA pelo fato gerador, mas a questão pede explicitamente o tratamento orçamentário, que é o da arrecadação. Fique atento ao comando da questão: se pede "do ponto de vista orçamentário", a resposta é sempre o regime de caixa.

Gabarito: letra C.

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