Redes sociais, lucro e proteção: o que o texto realmente afirma
Gabarito: letra B. A única alternativa inteiramente apoiada pelo texto é a B, que afirma que parte das empresas que gerenciam redes sociais visam os ganhos financeiros em detrimento de medidas que salvaguardem os interesses dos clientes, sobretudo dos jovens. Essa ideia está espalhada por vários trechos: a Meta usa dados para treinar IA (nova brecha de privacidade), as ações dispararam 21% com o anúncio, Zuckerberg pondera que a proteção não pode piorar o produto, e o texto conclui que a autorregulação prejudica os usuários.
Análise alternativa por alternativa
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia."
O texto menciona "quinquilharia" (bobagens, artefatos), e não "produtos de primeira necessidade". A alternativa restringe o alcance do texto ao trocar o termo, além de inverter a finalidade (o texto diz que as empresas usam os perfis para vender; a alternativa diz que os perfis são criados para que os internautas tenham acesso a produtos – foco diferente). Erro de generalização indevida (troca de conceito).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade..." "O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%." "Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e 'as boas experiências...' Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios." "A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados."
O texto mostra que a Meta (e outras) priorizam o lucro (ações em alta, proteção subordinada ao produto) e que os jovens são mencionados como foco da audiência no Senado. A alternativa é uma paráfrase fiel: "parte das empresas" (a Meta e similares), "visam ganhos financeiros" (disparada das ações, equilíbrio favorável ao negócio), "em detrimento de medidas que salvaguardem os interesses dos clientes, sobretudo dos jovens" (a proteção não pode piorar o produto; audiência sobre jovens).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens."
O texto não diz que os CEOs asseguraram que reduzirão a parcela de jovens. Apenas foram questionados; Zuckerberg pediu desculpas, mas não prometeu reduzir o número de usuários jovens. A alternativa contradiz o texto (acrescenta informação não sustentada).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram... Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA."
A alternativa afirma que ele foi coerente e que a declaração ocorreu na mesma audiência. O texto mostra exatamente o oposto: houve um hiato de menos de uma semana, e a atitude é contraditória (pedir desculpas e depois anunciar o uso dos dados). Portanto, a alternativa contradiz o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"No Senado americano... os CEOs... foram interpelados..." "Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais."
O texto não menciona votação do Senado, nem que a IA seja responsável por suicídios. Fala em "abusos nas redes sociais", mas a causa não é especificada como IA. A alternativa extrapola e foge ao tema (fora do escopo).
Gabarito: letra B.