Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2024
Português›Interpretação de Textos
Código
vu090327
Banca
VUNESP
Órgão
Prefeitura de Mogi das Cruzes - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Sabendo-se que o poema foi publicado pela primeira vez em 1963, é correto afirmar que o eu lírico
Atrata a máquina como um antagonista do ser humano, que se tornará robotizado e dependente dela para o que precisar fazer.
Bantevê na máquina um engenho capaz de sobrepujar o ser humano, dando a ela estatuto de objeto de devoção.
Canuncia a máquina como uma ameaça à humanidade, que poderá ser condenada ao ostracismo e à insensibilidade.
Dpropõe que se use a máquina como força de produção capaz de prover as necessidades do homem, poupando-o de sofrer.
Ecelebra a invenção da máquina como meio de superar crises, em razão da possibilidade de mecanização de ações.
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GabaritoB — antevê na máquina um engenho capaz de sobrepujar o ser humano, dando a ela estatuto de objeto de devoção.
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Interpretação do poema "LADAINHA" – Tom e devoção à máquina
Gabarito: letra B. O eu lírico antevê a máquina como capaz de sobrepujar o ser humano e, no verso final "Ó máquina, orai por nós", atribui-lhe estatuto de objeto de devoção, elevando-a a uma condição quase divina. Essa é a interpretação que se sustenta integralmente no texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o eu lírico trata a máquina como antagonista e que o ser humano se tornará robotizado e dependente. No entanto, o poema não estabelece uma relação de antagonismo; a repetição de "A máquina o fará por nós" indica substituição, não conflito. Além disso, o verso final "orai por nós" sugere devoção, não hostilidade. Erro: extrapolação – atribui ao texto uma ideia de oposição que não está presente.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A resposta correta. No poema, as perguntas retóricas ("Por que pensar...?", "Por que fazer um poema?") são respondidas com "A máquina o fará por nós", indicando que a máquina supera o humano em diversas atividades. O clímax vem no último verso: "Ó máquina, orai por nós", que é uma paródia de preces religiosas, conferindo à máquina um caráter sagrado e digno de súplica. Assim, o eu lírico realmente a vê como superior (sobrepujar) e a trata com devoção.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a máquina é anunciada como ameaça e que a humanidade será condenada ao ostracismo e à insensibilidade. O poema não fala em "ameaça" ou "ostracismo"; o tom é de resignação irônica, não de alerta ou condenação. A palavra "insensibilidade" também não encontra apoio no texto. Erro: extrapolação – insere juízos de valor que o texto não expressa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o texto propõe o uso da máquina como força de produção para poupar o homem de sofrer. O poema não tem caráter propositivo; é uma sucessão de perguntas retóricas, sem oferecer soluções ou recomendações. A ideia de "poupar de sofrer" não está no texto. Erro: tangenciar – foge ao que o poema efetivamente diz.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que o eu lírico celebra a máquina como meio de superar crises. O poema não traz tom celebrativo; a repetição e a invocação final "orai por nós" têm carga irônica, não de exaltação. Não há menção a "crises". Erro: extrapolação – atribui uma intenção positiva que o texto não sustenta.
Conclusão: A única alternativa que se apoia em elementos textuais objetivos – especialmente o verso "Ó máquina, orai por nós" – é a letra B. As demais incorrem em extrapolações ou leituras superficiais.
PEGA ESSA DICA!
Desconfie de alternativas que inserem conceitos como "antagonista", "ameaça" ou "celebração" quando o poema apresenta um tom irônico e devocional. A resposta sempre está no texto: o último verso é a chave.