Causa do problema de saneamento no Brasil
Gabarito: letra C. O texto é claro ao afirmar que a situação crítica do saneamento básico é fruto exclusivo da inação do poder público. No terceiro parágrafo, lê-se:
"Essa tragédia humanitária não é uma consequência natural da realidade socioeconômica do Brasil – o saneamento básico no País está bem abaixo da média de outros países de renda média-alta e mesmo de renda média. Portanto, é só incúria, pura e simples, do poder público."
A alternativa C parafraseia essa ideia com "falta de ações efetivas do poder público", o que equivale a "incúria". Todas as demais alternativas extrapolam ou tangenciam o que o texto afirma.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"à perda da renda da população" – O texto menciona desigualdade, mas não atribui a causa do saneamento precário à perda de renda. Pelo contrário, afirma que não é consequência da realidade socioeconômica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"à alta do valor dos imóveis" – O texto cita que a falta de saneamento impacta os "valores imobiliários", mas isso é efeito, não causa. A alternativa inverte a relação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"à falta de ações efetivas do poder público" – Como provado pela passagem acima, o autor afirma que a tragédia é devida à incúria do poder público, ou seja, falta de ações efetivas. É a única que se sustenta integralmente no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"ao despreparo dos egressos das escolas" – O texto menciona que a falta de saneamento impacta o aproveitamento escolar, mas em nenhum momento culpa o despreparo dos alunos. É uma extrapolação completa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"à extinção irreversível de rios e lagos" – O texto informa que 4 milhões de pessoas despejam dejetos em rios, lagos ou mar, mas não afirma que rios e lagos estejam extintos nem que isso seja a causa do problema. Novamente, extrapolação.
Conclusão: A banca cobrou a identificação da tese central do texto, que está explícita no 3º parágrafo. A alternativa C é a única que corresponde exatamente à causa apontada pelo autor.