Questão de Português — Interpretação de Textos — VUNESP 2024
Português›Interpretação de Textos
Código
vu090599
Banca
VUNESP
Órgão
SAAE de Aparecida - SP
Ano
2024
Nível
Médio
A partir da leitura do Texto II, pode-se afirmar, corretamente, que a autora demonstra estar
Aaliviada por poder desfrutar de segurança e estabilidade proporcionadas pelo luxo de seu lar.
Besperançosa com a interrupção das chuvas e a possibilidade de o nível do rio Guaíba, finalmente, baixar.
Ccompadecida com a situação daqueles que precisam abandonar suas casas para conseguirem sobreviver.
Dindignada com a gravidade das enchentes que estão causando infestações de ratos e baratas na cidade.
Edescrente sobre a situação calamitosa da cidade e a possibilidade de ser diretamente atingida por ela.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — descrente sobre a situação calamitosa da cidade e a possibilidade de ser diretamente atingida por ela.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Atitude da Autora diante da Enchente
Gabarito: letra E. A autora demonstra descrença tanto em relação à gravidade da situação quanto à possibilidade de ser diretamente atingida. O texto está repleto de passagens que revelam incredulidade e um sentimento de estranhamento, como: “Não pode ser verdade”, “Incrédulos e anestesiados”, “a sensação era a de que não fazíamos parte daquele cenário, estávamos em outro lugar, apartados daquela realidade”. Essa atitude de negação e distanciamento é exatamente o que a alternativa E descreve.
A questão exige inferência sobre o estado psicológico da narradora — não há uma frase explícita “estou descrente”, mas o conjunto de expressões e a postura narrada levam inevitavelmente a essa conclusão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A autora não está aliviada. Embora mencione que o prédio tem gerador e outros recursos (“um luxo…”), a narrativa é marcada por ansiedade e tensão, não por alívio. Ela diz: “Estaria eu culpando a água insalubre pela náusea que a ansiedade instaurara em meu corpo?”. O luxo é mencionado com ironia, não como fonte de conforto.
PEGA ESSA DICA!
Desconfie de palavras como “aliviada” quando o tom geral for de apreensão e incerteza.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A autora não demonstra esperança com a interrupção das chuvas. Pelo contrário, ela constata que a água continua a subir apesar do sol: “a água não cai dos céus, a chuva dera uma trégua, a água surge dos bueiros aos borbotões”. O nível do Guaíba bate novo recorde. Não há qualquer indício de que ela acredite que a situação vai melhorar.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A autora não expressa compaixão pelos outros. Quando menciona um caminhão do Exército oferecendo ajuda, ela diz “Não é conosco”. O foco é seu próprio grupo, sua própria incredulidade. Não há palavras de solidariedade ou comoção explícita com os que abandonaram suas casas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A autora não demonstra indignação com a infestação de ratos e baratas. Ela apenas relata o fato de forma neutra: “a água surge dos bueiros aos borbotões acompanhada de ratos e baratas”. A reação não é de revolta, mas de estranhamento e dúvida (sobre a veracidade do jacaré). Indignação seria uma reação emocional mais forte que o texto não sustenta.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, a autora repete expressões de descrença: “Não pode ser verdade”, “Isso não pode estar acontecendo”, “Incrédulos e anestesiados”. Ela se sente apartada da realidade: “a sensação era a de que não fazíamos parte daquele cenário”. Portanto, está descrente tanto da calamidade (não acredita que seja real) quanto da possibilidade de ser atingida (acha que o prédio é seguro, mas falha).
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir com sentimentos positivos (alívio, esperança) ou com emoções que não aparecem (compaixão, indignação). A chave é identificar o tom geral de incredulidade e distanciamento.