Questão de Administração Pública — Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público — VUNESP 2025
Administração Pública›Eficiência, eficácia e efetividade no serviço público
Código
vu091107
Banca
VUNESP
Órgão
ARSESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialista em Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos - Área de Conhecimento/Ênfases: Parceria
No conjunto de indicadores de desempenho de uma concessão, quanto maior o número de indicadores de desempenho (KPI)
Amaior o controle e a participação social dos usuários.
Bmaior a eficiência técnica do concessionário por ter menos opções de escolha quanto ao seu desempenho.
Cmenor o peso relativo de cada indicador, reduzindo a sua potência efetiva como instrumento de incentivo ao desempenho do concessionário.
Dmais detalhados serão os KPI, permitindo um microgerenciamento da concessão que tende a aumentar o desempenho global do contrato.
Emenor será a tarifa ou a contraprestação a ser paga ao concessionário.
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GabaritoC — menor o peso relativo de cada indicador, reduzindo a sua potência efetiva como instrumento de incentivo ao desempenho do concessionário.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Indicadores de desempenho (KPI) em concessões
Gabarito: letra C. Quanto maior o número de indicadores de desempenho (KPIs) em uma concessão, menor o peso relativo de cada um, o que reduz sua potência como instrumento de incentivo ao desempenho do concessionário. Esse fenômeno é conhecido como diluição de indicadores e é amplamente reconhecido na gestão de contratos e na teoria de medição de desempenho.
A banca testa a compreensão de que a quantidade excessiva de KPIs pode ser contraproducente, pois cada indicador perde a capacidade de direcionar o comportamento do concessionário de forma efetiva.
1Mais indicadores (KPIs)
2Menor peso relativo de cada um
3Reduz potência como incentivo
4Concessionário dispersa esforços
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que mais KPIs aumentam o controle e a participação social. Embora a participação social seja desejável, ela não é consequência direta do número de indicadores. A participação social depende de mecanismos de transparência e engajamento, não da quantidade de KPIs. Erro: a alternativa estabelece uma relação causal inexistente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Alega que mais KPIs aumentam a eficiência técnica do concessionário porque ele teria "menos opções de escolha". Na realidade, mais indicadores ampliam as dimensões monitoradas, aumentando as opções e complexidade, não as reduzindo. Além disso, a eficiência técnica não é automaticamente favorecida por restrição de opções. Erro: confunde o efeito do número de indicadores sobre a liberdade de ação.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme o princípio de diluição de indicadores, quanto mais KPIs, menor o peso de cada um na avaliação global. Isso reduz a capacidade de cada indicador de funcionar como incentivo efetivo, pois o concessionário pode dispersar seus esforços ou priorizar indicadores mais fáceis. A alternativa capta corretamente esse trade-off.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que mais KPIs levam a um microgerenciamento que tende a aumentar o desempenho global. O microgerenciamento excessivo, na verdade, pode gerar rigidez e burocracia, prejudicando o desempenho. A afirmação de que "tende a aumentar" é uma generalização indevida; na prática, o excesso de indicadores pode sobrecarregar o monitoramento e reduzir a eficácia. Erro: generalização otimista sobre os efeitos do microgerenciamento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Relaciona o número de KPIs à redução da tarifa ou contraprestação. Não há vínculo direto entre a quantidade de indicadores e o valor da remuneração do concessionário; a tarifa é definida no contrato com base em estudos econômicos, não na quantidade de métricas de desempenho. Erro: fora do escopo da relação entre KPIs e incentivos.
PEGA ESSA DICA!
Lembre-se de que, em sistemas de medição de desempenho, qualidade é mais importante que quantidade. Poucos indicadores bem escolhidos têm mais poder de alinhar comportamentos do que uma lista extensa que dilui o foco. Em provas, desconfie sempre de alternativas que superestimam os benefícios de muitos KPIs.