Questão de Economia — Economia da Regulação — VUNESP 2025
Economia›Economia da Regulação
Código
vu091207
Banca
VUNESP
Órgão
ARSESP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Especialista em Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos - Área de Conhecimento/Ênfases: Energia Elétrica
Sobre o modelo de estrutura-conduta-desempenho (E-C-D), é correto afirmar que
Aa formulação original do modelo reconhece uma relação bidirecional entre estrutura, conduta e desempenho, ainda que a ênfase inicial recaia sobre a influência da demanda sobre o desempenho.
Bum de seus pressupostos é a causalidade que parte da estrutura de mercado, como o grau de concentração, para influenciar a conduta das empresas e, por consequência, o desempenho econômico.
Ca conduta das firmas é considerada independente da estrutura de mercado, de modo que decisões de preço e investimento são tomadas sem influência do grau de concentração ou barreiras à entrada.
Do modelo foi formulado para descrever mercados competitivos, não sendo aplicável a oligopólios ou monopólios naturais.
Eele parte da premissa de que o desempenho das firmas determina, em última instância, a estrutura de mercado, razão pela qual mercados com lucros elevados atraem novos concorrentes e reduzem a concentração.
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GabaritoB — um de seus pressupostos é a causalidade que parte da estrutura de mercado, como o grau de concentração, para influenciar a conduta das empresas e, por consequência, o desempenho econômico.
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Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho (E-C-D)
Gabarito: letra B. O modelo E-C-D, formulado por Bain e Mason, postula que a estrutura de mercado (grau de concentração, barreiras à entrada) determina a conduta das empresas (preços, investimentos, publicidade) e que esta, por sua vez, determina o desempenho econômico (lucratividade, eficiência). Portanto, a causalidade parte da estrutura, como corretamente descrito na alternativa B.
A banca testa a direção da causalidade no modelo original, frequentemente invertida pelos distratores.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A formulação original do modelo E-C-D reconhece uma relação unidirecional (estrutura → conduta → desempenho), e não bidirecional. A ênfase inicial recai sobre a estrutura de mercado, não sobre a demanda. O reconhecimento de feedbacks (bidirecionalidade) veio com críticas posteriores (Escola de Chicago).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição é precisa: o pressuposto central do modelo é a causalidade linear que parte da estrutura de mercado (ex.: concentração), influencia a conduta (ex.: política de preços) e, em consequência, o desempenho das firmas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma exatamente o oposto do modelo. Para o E-C-D, a conduta das firmas é dependente da estrutura de mercado; decisões de preço e investimento são fortemente influenciadas pelo grau de concentração e pelas barreiras à entrada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O modelo foi desenvolvido justamente para analisar mercados não competitivos, como oligopólios e monopólios naturais. Bain (1956) focou em indústrias com altas barreiras à entrada, típicas de estruturas concentradas. Mercados competitivos são um caso-limite em que a estrutura não exerce influência relevante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Inverte a relação causal do modelo. No E-C-D, é a estrutura que determina o desempenho, e não o contrário. Embora lucros elevados possam atrair novos concorrentes (realimentação), o modelo original enfatiza a causalidade de estrutura para desempenho, e não o inverso.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a direção causal entre estrutura, conduta e desempenho. A alternativa A sugere bidirecionalidade e a alternativa E inverte a ordem (desempenho → estrutura). No modelo original, a seta é única: estrutura → conduta → desempenho. Treine para identificar o sentido correto.