Especialista em Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos - Área de Conhecimento/Ênfases: Gás Canalizado
Sobre o modelo de estrutura-conduta-desempenho (E-C-D), é correto afirmar que
Aele parte da premissa de que o desempenho das firmas determina, em última instância, a estrutura de mercado, razão pela qual mercados com lucros elevados atraem novos concorrentes e reduzem a concentração.
Bo modelo foi formulado para descrever mercados competitivos, não sendo aplicável a oligopólios ou monopólios naturais.
Cum de seus pressupostos é a causalidade que parte da estrutura de mercado, como o grau de concentração, para influenciar a conduta das empresas e, por consequência, o desempenho econômico.
Da conduta das firmas é considerada independente da estrutura de mercado, de modo que decisões de preço e investimento são tomadas sem influência do grau de concentração ou barreiras à entrada.
Ea formulação original do modelo reconhece uma relação bidirecional entre estrutura, conduta e desempenho, ainda que a ênfase inicial recaia sobre a influência da demanda sobre o desempenho.
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GabaritoC — um de seus pressupostos é a causalidade que parte da estrutura de mercado, como o grau de concentração, para influenciar a conduta das empresas e, por consequência, o desempenho econômico.
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Modelo Estrutura-Conduta-Desempenho (E-C-D)
Gabarito: letra C. O modelo E-C-D postula uma relação causal unidirecional: a estrutura de mercado (concentração, barreiras à entrada, diferenciação) determina a conduta das empresas (preços, investimento, publicidade), que por sua vez determina o desempenho (lucratividade, eficiência). A alternativa C reproduz exatamente essa lógica.
A banca testa o conhecimento da direção da causalidade no modelo clássico. O paradigma foi desenvolvido por Mason e Bain na década de 1930-50 e é central na Organização Industrial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão da seta causal. Candidatos desatentos confundem a direção (desempenho → conduta → estrutura) ou sugerem bidirecionalidade. Memorize: Estrutura → Conduta → Desempenho (sentido único no modelo original).
1Estrutura de mercadoConcentração, barreiras, diferenciação
2Conduta das empresasPreços, investimento, publicidade
3Desempenho econômicoLucratividade, eficiência
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que "o desempenho das firmas determina, em última instância, a estrutura de mercado". Isso inverte a causalidade: no modelo E-C-D, a estrutura é a variável exógena que determina conduta e desempenho, e não o contrário. A segunda parte ("lucros elevados atraem novos concorrentes e reduzem a concentração") é verdadeira, mas a premissa principal está errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o modelo "não é aplicável a oligopólios ou monopólios naturais". Na verdade, o modelo E-C-D é especialmente útil para analisar mercados com imperfeições, como oligopólios e monopólios. Foi formulado justamente para estudar estruturas de mercado não competitivas.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente a causalidade: "a estrutura de mercado, como o grau de concentração, influencia a conduta das empresas e, por consequência, o desempenho econômico." É a essência do paradigma.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que "a conduta das firmas é considerada independente da estrutura de mercado". O modelo pressupõe justamente o oposto: a estrutura (concentração, barreiras) condiciona as decisões de preço e investimento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Menciona "relação bidirecional" e "ênfase na demanda". O modelo original é unidirecional (estrutura → conduta → desempenho). A bidirecionalidade é uma crítica posterior; além disso, a ênfase recai sobre a oferta (estrutura), não sobre a demanda.