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Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — VUNESP 2025

BiologiaIdentidade dos seres vivos
Código
vu091541
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Desenvolvimento de Plataformas de Vacina de Nova Geração
Vacinas de nova geração têm explorado o uso de bactérias atenuadas como vetores para entrega de antígenos heterólogos. Sobre essa abordagem, é correto afirmar que
  1. Aas cepas de Salmonella geneticamente modificadas podem atuar como vetores para expressão de antígenos virais ou bacterianos.
  2. Bo BCG recombinante não é capaz de induzir resposta imune celular.
  3. Co Lactobacillus é utilizado apenas como probiótico e nunca como vetor vacinal.
  4. Dvacinas vetorizadas por bactérias exigem obrigatoriamente adição de adjuvantes clássicos.
  5. Eo uso de bactérias como vetores de vacina não permite administração oral.
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GabaritoA — as cepas de Salmonella geneticamente modificadas podem atuar como vetores para expressão de antígenos virais ou bacterianos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinas vetorizadas por bactérias: a nova geração de imunizantes

Gabarito: letra A. Cepas de Salmonella geneticamente modificadas podem, de fato, atuar como vetores para a expressão de antígenos heterólogos — ou seja, antígenos de outros patógenos (virais ou bacterianos) —, induzindo resposta imune contra esses agentes. Essa é a base das chamadas vacinas de nova geração, que exploram bactérias atenuadas como veículos de entrega de antígenos.

A estratégia consiste em usar bactérias vivas atenuadas (como Salmonella, Listeria, Mycobacterium bovis — o BCG — e até Lactobacillus) como vetores vacinais. O gene que codifica o antígeno de interesse é inserido no genoma bacteriano por engenharia genética, e a bactéria, ao ser administrada, expressa esse antígeno e o apresenta ao sistema imunológico do hospedeiro. Isso estimula tanto a resposta imune humoral (produção de anticorpos) quanto a resposta imune celular (ativação de linfócitos T citotóxicos), algo que vacinas convencionais de subunidades muitas vezes não conseguem fazer de forma eficiente.

Uma das grandes vantagens dessa abordagem é a possibilidade de administração oral ou mucosal, já que bactérias como a Salmonella conseguem colonizar o trato gastrointestinal e induzir imunidade nas mucosas — a primeira barreira de defesa do organismo. Além disso, por serem bactérias vivas atenuadas, elas carregam seus próprios adjuvantes naturais (como lipopolissacarídeos e flagelina), que ativam receptores do sistema imune inato, muitas vezes dispensando a adição de adjuvantes clássicos.

A pegadinha da questão está em inverter ou negar características reais dessa tecnologia: dizer que o BCG recombinante não induz resposta celular (errado — ele é um dos melhores indutores de imunidade celular), que Lactobacillus nunca é vetor (errado — há pesquisas com ele como vetor mucosal), que adjuvantes clássicos são obrigatórios (errado — as bactérias atenuadas têm imunogenicidade própria) ou que não há administração oral (errado — é justamente uma das grandes vantagens).

1Vetores usados
Salmonella atenuada
BCG recombinante
Lactobacillus
2Mecanismo
Gene do antígeno inserido na bactéria
Bactéria expressa e apresenta ao sistema imune
3Resposta imune
Humoral (anticorpos)
Celular (linfócitos T citotóxicos)
4Vantagens
Administração oral/mucosal
Adjuvantes naturais (dispensam clássicos)
Vacinas vetorizadas por bactérias
LEVELsoulevel.com.br
Vacinas vetorizadas por bactérias: Vetores usados (Salmonella atenuada, BCG recombinante, Lactobacillus); Mecanismo (Gene do antígeno inserido na bactéria, Bactéria expressa e apresenta ao sistema imune); Resposta imune (Humoral (anticorpos), Celular (linfócitos T citotóxicos)); Vantagens (Administração oral/mucosal, Adjuvantes naturais (dispensam clássicos))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A Salmonella atenuada é um dos vetores bacterianos mais estudados em vacinologia. Por engenharia genética, insere-se no cromossomo ou em plasmídeos da bactéria o gene que codifica um antígeno de outro patógeno (viral, como o da hepatite B ou HIV, ou bacteriano, como toxinas de Clostridium). Ao ser administrada, a bactéria expressa o antígeno heterólogo e o apresenta ao sistema imune, gerando resposta protetora. A alternativa está correta ao afirmar exatamente isso: cepas de Salmonella geneticamente modificadas podem atuar como vetores para expressão de antígenos virais ou bacterianos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O BCG recombinante é capaz de induzir resposta imune celular — na verdade, essa é uma de suas principais características. O BCG (bacilo de Calmette-Guérin), derivado do Mycobacterium bovis atenuado, é um potente indutor de resposta Th1 e de linfócitos T citotóxicos, essenciais para o controle de micobactérias e outros patógenos intracelulares. A alternativa erra ao afirmar o contrário, invertendo uma propriedade central do BCG.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O Lactobacillus não é usado apenas como probiótico. Embora seja amplamente conhecido por seu papel probiótico, ele também é estudado como vetor vacinal, especialmente para administração mucosal (oral, nasal ou vaginal). Cepas geneticamente modificadas de Lactobacillus podem expressar antígenos heterólogos e induzir resposta imune local e sistêmica. A alternativa erra ao usar o termo "nunca", que exclui uma possibilidade real e já explorada pela ciência.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Vacinas vetorizadas por bactérias não exigem obrigatoriamente a adição de adjuvantes clássicos (como sais de alumínio ou óleos). As bactérias atenuadas possuem componentes naturais — como lipopolissacarídeos, flagelina e DNA com motivos CpG — que ativam receptores do sistema imune inato (TLRs, por exemplo), funcionando como adjuvantes intrínsecos. Isso é uma vantagem da abordagem, não uma limitação. A alternativa erra ao impor uma obrigatoriedade que não existe.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O uso de bactérias como vetores de vacina permite administração oral — e essa é uma das grandes vantagens da estratégia. Bactérias como Salmonella e Lactobacillus conseguem sobreviver à passagem pelo trato gastrointestinal e colonizar as mucosas, induzindo imunidade mucosal (produção de IgA secretora) e sistêmica. Isso permite vacinas orais, mais fáceis de administrar, sem agulhas e com melhor adesão. A alternativa erra ao negar essa possibilidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a inversão de características reais da tecnologia. O candidato que conhece apenas o básico sobre vacinas (como a necessidade de adjuvantes ou a via injetável) pode cair nas alternativas D e E. Mas a chave é lembrar que bactérias atenuadas são imunogênicas por natureza (dispensam adjuvantes clássicos) e que a via oral é justamente um dos atrativos dessa abordagem. Fique atento a termos absolutos como "nunca" e "obrigatoriamente" — eles costumam sinalizar o erro.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre vacinas de nova geração, monte um quadro mental comparando as plataformas: vetores virais (adenovírus, como na vacina da COVID-19), vetores bacterianos (Salmonella, BCG, Lactobacillus), vacinas de mRNA e vacinas de subunidades. Para cada uma, pergunte: qual via de administração? Precisa de adjuvante? Induz resposta celular? Essa estrutura resolve a maioria das questões do tema.

Gabarito: letra A

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