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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — VUNESP 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
vu091568
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Desenvolvimento de Plataformas de Vacina de Nova Geração
As vacinas terapêuticas visam estimular o sistema imune a combater doenças já instaladas. Assinale a alternativa correta com relação a essas vacinas.
  1. ATêm como foco principal a prevenção de infecções virais agudas.
  2. BGeram resposta predominantemente humoral.
  3. CInduzem linfócitos T CD4+ sem ativação de citotóxicos.
  4. DSão desenhadas para ativar resposta celular contra antígenos próprios ou persistentes.
  5. EExigem baixa especificidade antigênica para amplo espectro.
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GabaritoD — São desenhadas para ativar resposta celular contra antígenos próprios ou persistentes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinas terapêuticas: imunidade celular contra antígenos persistentes

Gabarito: letra D. As vacinas terapêuticas são desenhadas para ativar a resposta imune celular, especialmente linfócitos T citotóxicos (CD8+), contra antígenos próprios ou persistentes — como células tumorais ou agentes infecciosos crônicos —, diferentemente das vacinas profiláticas, que buscam principalmente gerar anticorpos neutralizantes (imunidade humoral) para prevenir infecções agudas. Essa é a essência do conceito cobrado pela banca.

O que distingue uma vacina terapêutica de uma profilática não é apenas o momento da administração, mas o objetivo imunológico. Enquanto a vacina profilática clássica (como a da febre amarela ou da gripe) é administrada a indivíduos saudáveis para induzir memória imunológica — predominantemente anticorpos neutralizantes — antes do contato com o patógeno, a vacina terapêutica é aplicada em pacientes que já têm a doença instalada. O alvo, portanto, não é prevenir a infecção, mas modular ou potencializar o sistema imune para eliminar células infectadas ou tumorais.

Para isso, a estratégia imunológica precisa ser diferente. Células tumorais e células infectadas por vírus persistentes (como HIV, HBV, HCV) expressam antígenos que precisam ser reconhecidos e destruídos. Esse reconhecimento é feito por linfócitos T CD8+ citotóxicos, que dependem da apresentação de antígenos via MHC classe I. Assim, as vacinas terapêuticas são formuladas para ativar a imunidade celular, frequentemente com adjuvantes ou vetores que favorecem a resposta Th1 e a geração de CTLs — não apenas anticorpos.

Um exemplo concreto: vacinas terapêuticas contra o câncer (como as baseadas em neoantígenos tumorais) buscam expandir clones de linfócitos T CD8+ específicos contra mutações do tumor. Da mesma forma, vacinas terapêuticas para HIV em desenvolvimento visam controlar a replicação viral por meio de resposta citotóxica, não apenas por anticorpos neutralizantes. A distinção crucial é: profilática = prevenir (humoral, anticorpos); terapêutica = tratar (celular, CTLs).

A pegadinha da banca está em inverter essa lógica: oferecer alternativas que descrevem características de vacinas profiláticas (prevenção de infecções agudas, resposta humoral predominante) ou que negam a ativação citotóxica — exatamente o oposto do que define uma vacina terapêutica. Guarde o par objetivo × tipo de resposta: é nele que as alternativas se separam.

1Objetivo
Tratar doença já instalada
Alvo: antígenos próprios ou persistentes
2Resposta imune
Celular (CD8+ citotóxicos)
Cooperação CD4+
3Exemplos
Câncer (neoantígenos tumorais)
HIV, HBV, HCV
4Requisito
Alta especificidade antigênica
Vacinas terapêuticas
LEVELsoulevel.com.br
Vacinas terapêuticas: Objetivo (Tratar doença já instalada, Alvo: antígenos próprios ou persistentes); Resposta imune (Celular (CD8+ citotóxicos), Cooperação CD4+); Exemplos (Câncer (neoantígenos tumorais), HIV, HBV, HCV); Requisito (Alta especificidade antigênica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o foco principal é a prevenção de infecções virais agudas. Isso descreve a vacina profilática, não a terapêutica. A vacina terapêutica atua em doença já instalada, e o alvo não é apenas infecção aguda, mas também doenças crônicas e câncer. A banca troca o momento de ação (prevenir × tratar) e o tipo de doença (aguda × crônica/persistente).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que geram resposta predominantemente humoral. A resposta humoral (anticorpos) é a base das vacinas profiláticas clássicas. As vacinas terapêuticas, ao contrário, priorizam a imunidade celular (linfócitos T CD8+ citotóxicos), essencial para eliminar células infectadas ou tumorais. A alternativa inverte o tipo de resposta imunológica predominante.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que induzem linfócitos T CD4+ sem ativação de citotóxicos. Isso é duplamente errado: primeiro, porque a ativação de linfócitos T CD8+ citotóxicos é justamente o objetivo central das vacinas terapêuticas; segundo, porque a resposta CD4+ (auxiliar) é importante, mas não exclusiva — ela coopera para a ativação dos CD8+, não a substitui. A alternativa nega o principal mecanismo efetor dessas vacinas.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição precisa: vacinas terapêuticas são desenhadas para ativar resposta celular contra antígenos próprios ou persistentes. "Antígenos próprios" refere-se a antígenos tumorais (autoantígenos expressos por células cancerosas); "persistentes" refere-se a antígenos de infecções crônicas (HIV, HBV, HCV, tuberculose latente). A resposta celular (CTLs CD8+) é o mecanismo necessário para eliminar essas células-alvo. A alternativa espelha exatamente o conceito imunológico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que exigem baixa especificidade antigênica para amplo espectro. É o oposto: vacinas terapêuticas exigem alta especificidade antigênica, pois precisam mirar com precisão os antígenos tumorais ou virais específicos para evitar dano a tecidos saudáveis e maximizar a resposta contra o alvo. Baixa especificidade geraria resposta inespecífica e ineficaz, além de risco de autoimunidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre vacina profilática e terapêutica. As alternativas A, B e C descrevem características da vacina profilática clássica (prevenção, resposta humoral, ausência de citotóxicos) — exatamente o oposto do que define a terapêutica. A alternativa E inverte o requisito de especificidade. Ao ver "vacina terapêutica", lembre-se: tratar doença instalada = imunidade celular (CD8+) contra antígenos persistentes/próprios. Com treino, você identifica essa troca de imediato 💪.

Gabarito: letra D

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