Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — VUNESP 2025
Medicina›Alergia e Imunologia
Código
vu091570
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Desenvolvimento de Plataformas de Vacina de Nova Geração
A seleção de antígenos conservados entre cepas é uma estratégia promissora para imunização de amplo espectro, aspecto explorado na abordagem conhecida como vacinologia reversa. Sobre o uso dessa abordagem, assinale a alternativa correta.
ABaseia-se na cultura de patógenos in vitro para obtenção de antígenos.
BApoia-se apenas na análise proteômica dos patógenos.
CÉ limitada a aplicação em vírus de RNA de fita simples.
DPermite a triagem computacional de antígenos com base na genômica de patógenos.
EUtiliza-se apenas em vacinas de subunidades proteicas.
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GabaritoD — Permite a triagem computacional de antígenos com base na genômica de patógenos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra D. A vacinologia reversa é uma abordagem que parte da genômica do patógeno para, por meio de triagem computacional (bioinformática), identificar antígenos potencialmente imunogênicos e conservados entre cepas — exatamente o que afirma a alternativa D. As demais alternativas erram ao restringir a técnica a cultura in vitro, proteômica, vírus de RNA ou vacinas de subunidades.
A vacinologia reversa inverte a lógica clássica do desenvolvimento de vacinas. No método tradicional, cultivava-se o patógeno, atenuava-se ou inativava-se e usava-se o microrganismo inteiro como antígeno. Na abordagem reversa, o ponto de partida é o genoma sequenciado do patógeno: com ferramentas de bioinformática, varre-se o genoma em busca de sequências que codifiquem proteínas de superfície expostas, com potencial de serem reconhecidas pelo sistema imune e conservadas entre diferentes cepas — o que permitiria uma vacina de amplo espectro.
O fluxo típico da vacinologia reversa é:
A técnica não se limita a um tipo de patógeno: aplica-se a bactérias, vírus, fungos e parasitas. Também não se restringe a um tipo de vacina — os antígenos identificados podem ser usados em vacinas de subunidades, mas também em vetores virais, vacinas de DNA/RNA, etc. A análise proteômica pode complementar, mas não é o único pilar; a cultura in vitro é justamente o que a abordagem busca superar.
A pegadinha central da questão é associar a vacinologia reversa a métodos tradicionais (cultura, proteômica isolada) ou a restrições que não existem (vírus de RNA, subunidades). O termo-chave é genômica + triagem computacional.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a abordagem se baseia na cultura de patógenos in vitro. Isso é o oposto da vacinologia reversa: ela parte do genoma sequenciado, não do cultivo. A cultura in vitro é característica da abordagem clássica (patógeno atenuado/inativado).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que se apoia apenas na análise proteômica. A proteômica pode ser uma ferramenta complementar, mas o pilar central é a genômica — a triagem computacional de sequências genéticas. A palavra "apenas" torna a afirmação incorreta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Limita a aplicação a vírus de RNA de fita simples. Não há essa restrição: a vacinologia reversa é aplicável a bactérias, vírus (RNA ou DNA), fungos e parasitas. A técnica é agnóstica quanto ao tipo de genoma.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a vacinologia reversa: triagem computacional de antígenos com base na genômica de patógenos. É exatamente isso — usar o genoma sequenciado e ferramentas de bioinformática para predizer e selecionar antígenos candidatos, priorizando os conservados entre cepas para amplo espectro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Restringe o uso a vacinas de subunidades proteicas. Embora os antígenos identificados possam ser usados em vacinas de subunidades, a abordagem não se limita a elas — pode alimentar vacinas de DNA/RNA, vetores virais, etc. A palavra "apenas" torna a afirmação incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a vacinologia reversa e os métodos clássicos de desenvolvimento de vacinas. O candidato que associa vacina a "cultura do patógeno" (A) ou a "proteínas" (B, E) cai nos distratores. O termo que decide é genômica + computacional — se a alternativa não trouxer esses dois elementos, está errada.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, ao ver "vacinologia reversa", lembre do fluxo: genoma → bioinformática → antígenos candidatos. Elimine alternativas que citem cultura in vitro, proteômica isolada ou restrições de tipo de patógeno/vacina. A técnica é ampla e computacional.