Questão de Estatística — Estatística descritiva (análise exploratória de dados) — VUNESP 2025
Estatística›Estatística descritiva (análise exploratória de dados)
Código
vu091633
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Estudos Não Clínicos
Em um estudo de toxicidade subcrônica, o peso hepático relativo aumentou significativamente nos grupos tratados com doses médias e altas de um composto experimental. A equipe representou esses dados em um gráfico de barras com média e desvio padrão, mas não indicou valores de p ou n.Qual seria a forma mais técnica e estatisticamente adequada de apresentar esses dados em relatório não clínico?
AGráfico de barras com média ± erro padrão e marcação da significância estatística.
BGráfico de pizza com porcentagem do peso hepático sobre o peso total do corpo.
CGráfico de linha com pesos absolutos e sem dispersão para simplificar a visualização.
DGráfico de dispersão sem legenda ou identificação de grupo.
EApenas texto descritivo no relatório, omitindo a representação gráfica.
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GabaritoA — Gráfico de barras com média ± erro padrão e marcação da significância estatística.
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Apresentação de dados em estudos de toxicidade: gráfico de barras com média ± erro padrão
Gabarito: letra A. A forma mais técnica e estatisticamente adequada de apresentar dados de peso hepático relativo em um relatório não clínico é o gráfico de barras com média ± erro padrão e marcação da significância estatística, pois combina a representação visual das médias com a indicação da variabilidade (erro padrão) e a informação sobre a significância (valores de p ou asteriscos), elementos essenciais para a interpretação correta dos resultados em estudos comparativos.
O enunciado descreve um estudo de toxicidade subcrônica em que o peso hepático relativo aumentou significativamente nos grupos tratados com doses médias e altas. A equipe já representou os dados em gráfico de barras com média e desvio padrão, mas não indicou valores de p ou n. A pergunta é: qual seria a forma mais técnica e estatisticamente adequada de apresentar esses dados em relatório não clínico?
A estatística descritiva tem como objetivo descrever e sintetizar as características principais de um conjunto de dados por meio de tabelas, gráficos e medidas-resumo. No contexto de um estudo toxicológico, a apresentação gráfica deve permitir ao leitor visualizar rapidamente as diferenças entre os grupos e avaliar a significância estatística dessas diferenças. O gráfico de barras é adequado para comparar médias de grupos independentes (controle, dose baixa, dose média, dose alta), pois as barras são separadas, indicando categorias independentes. A inclusão de barras de erro (erro padrão ou desvio padrão) mostra a variabilidade dos dados, e a marcação da significância (por exemplo, asteriscos ou letras) informa quais diferenças são estatisticamente significativas.
A alternativa A é a mais completa e tecnicamente adequada, pois combina todos esses elementos. As demais alternativas apresentam problemas: o gráfico de pizza não é adequado para comparar médias entre grupos independentes (é usado para mostrar composição de um todo); o gráfico de linha sem dispersão não mostra a variabilidade e pode sugerir uma relação contínua que não existe; o gráfico de dispersão sem legenda ou identificação de grupo é inútil para a interpretação; e omitir a representação gráfica empobrece o relatório, pois a visualização é fundamental para a compreensão dos resultados.
Apresentação de dados em toxicidade — só Gráfico de barras: média ± erro padrão; só Inclui significância: valores de p ou asteriscos; Gráfico de barras∩Inclui significância: adequado
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa é a mais técnica e estatisticamente adequada. O gráfico de barras com média ± erro padrão é uma prática comum e recomendada em relatórios científicos e não clínicos, pois:
As barras representam as médias de cada grupo (controle, dose baixa, dose média, dose alta), permitindo comparação visual direta.
As barras de erro (erro padrão) indicam a precisão da estimativa da média, sendo mais informativas que o desvio padrão quando se deseja comparar médias entre grupos.
A marcação da significância estatística (por exemplo, asteriscos ou letras) informa quais diferenças são estatisticamente significativas, complementando a análise visual.
Essa abordagem atende aos princípios da estatística descritiva e da comunicação científica, permitindo que o leitor avalie rapidamente os resultados e as conclusões do estudo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O gráfico de pizza é inadequado para este contexto. Ele é utilizado para mostrar a composição de um todo (partes de um total que soma 100%), não para comparar médias de grupos independentes. No estudo, o peso hepático relativo é uma variável contínua medida em diferentes grupos de tratamento; o gráfico de pizza não permite visualizar diferenças entre grupos nem a variabilidade dos dados. Além disso, a porcentagem do peso hepático sobre o peso total do corpo não é o foco da análise, que é a comparação entre grupos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O gráfico de linha é mais adequado para mostrar tendências ao longo de uma variável contínua (como tempo ou dose), mas aqui os grupos são categorias discretas (controle, dose baixa, dose média, dose alta). Além disso, a ausência de dispersão (barras de erro) omite a variabilidade dos dados, o que é essencial para avaliar a significância das diferenças. Sem a indicação da dispersão, o leitor não consegue distinguir se as diferenças entre as médias são estatisticamente significativas ou apenas devido ao acaso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O gráfico de dispersão é utilizado para mostrar a relação entre duas variáveis quantitativas. Neste caso, temos uma variável categórica (grupo de tratamento) e uma variável contínua (peso hepático relativo). Além disso, a ausência de legenda ou identificação de grupo torna o gráfico inútil, pois o leitor não consegue saber a qual grupo cada ponto pertence. Essa alternativa não atende aos requisitos de clareza e informatividade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Omitir a representação gráfica empobrece o relatório. A visualização dos dados é fundamental para a compreensão dos resultados, especialmente em estudos toxicológicos, onde a comparação entre grupos é essencial. Um relatório técnico deve incluir gráficos e tabelas que facilitem a interpretação dos dados, além do texto descritivo. A alternativa E não é tecnicamente adequada, pois não aproveita os recursos visuais para comunicar os resultados de forma eficaz.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre apresentação de dados, lembre-se: para comparar médias de grupos independentes, o gráfico de barras com barras de erro (erro padrão ou desvio padrão) é o mais adequado. O gráfico de pizza é para composição, o de linha para tendências, e o de dispersão para relação entre variáveis quantitativas. Sempre verifique se a alternativa inclui a indicação de variabilidade e significância estatística.