Questão de Medicina — Intoxicações Exógenas — VUNESP 2025
Medicina›Intoxicações Exógenas
Código
vu091771
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Toxinologia
O que significa um animal ser peçonhento?
AAnimal que produz toxinas, mas não as injeta.
BQualquer animal perigoso.
CAnimal cuja toxina só é ativa se ingerida.
DAnimal que injeta ativamente veneno através de estruturas especializadas
EAnimal que secreta toxinas pela pele.
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GabaritoD — Animal que injeta ativamente veneno através de estruturas especializadas
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Animais peçonhentos: definição e distinção de animais venenosos
Gabarito: letra D. Animal peçonhento é aquele que injeta ativamente o veneno por meio de estruturas especializadas (presas, ferrões, aguilhões), enquanto o animal venenoso produz toxinas, mas não possui aparato para inoculá-las — distinção clássica da toxicologia clínica e da medicina de emergência. A alternativa D espelha exatamente essa definição, sendo a única correta.
A distinção entre animal peçonhento e animal venenoso é um dos conceitos mais cobrados em medicina de emergência e toxicologia, e a banca explora justamente a confusão entre esses dois termos. O animal peçonhento possui glândula de veneno + aparato inoculador (presas, ferrão, aguilhão) e injeta ativamente a toxina no momento da agressão. Já o animal venenoso produz toxinas, mas não possui mecanismo de inoculação — o veneno age apenas se houver contato, ingestão ou absorção pela pele. Exemplos clássicos: a jararaca e o escorpião são peçonhentos (inoculam por presas e ferrão); o sapo-cururu e a borboleta-monarca são venenosos (secretam toxinas que agem por contato ou ingestão).
Na prática clínica, essa distinção é fundamental porque orienta a conduta: no acidente com animal peçonhento, há um ponto de inoculação (marca de presa, edema local) e o tratamento pode envolver soro antiveneno específico; no envenenamento passivo, a abordagem é diferente, focada na descontaminação e no suporte. A confusão entre os termos é o erro mais comum — e é exatamente o que as alternativas A, C e E exploram, apresentando características de animais venenosos como se fossem de peçonhentos.
A alternativa B é um distrator genérico: "qualquer animal perigoso" é uma definição ampla demais, que incluiria animais que causam dano por trauma físico (como um touro ou um javali), sem qualquer relação com produção de toxinas. A definição correta exige os dois elementos: produção de toxina + mecanismo de inoculação ativa.
Guarde a fronteira decisiva: peçonhento = injeta ativamente (presas/ferrão) versus venenoso = produz toxina sem inocular. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Animais que produzem toxinas
1Peçonhento
Injeta ativamente (presas, ferrão)
Ex.: jararaca, escorpião
2Venenoso
Não possui aparato inoculador
Age por contato/ingestão
Ex.: sapo-cururu, borboleta-monarca
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Define o animal que produz toxinas, mas não as injeta — essa é a definição de animal venenoso, não de peçonhento. O erro está em trocar o conceito: peçonhento exige o aparato inoculador e a injeção ativa, que esta alternativa nega explicitamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Qualquer animal perigoso" é uma generalização indevida. Perigo pode advir de trauma físico, mordedura mecânica, transmissão de doenças — nada disso caracteriza peçonha. A definição correta é técnica e específica: produção de toxina + inoculação ativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a toxina "só é ativa se ingerida" — isso descreve um mecanismo de envenenamento passivo (por ingestão), típico de animais venenosos, e contradiz a essência do animal peçonhento, que inocula ativamente o veneno. A banca inverte o mecanismo de ação.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reproduz com precisão a definição de animal peçonhento: injeta ativamente veneno através de estruturas especializadas (presas, ferrões, aguilhões). É o único item que reúne os dois elementos essenciais — produção de toxina e mecanismo de inoculação ativa — que separam o peçonhento do venenoso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Secreta toxinas pela pele" descreve o mecanismo de animais venenosos passivos (como sapos e algumas salamandras), cuja toxina age por contato. Não há injeção ativa, logo não é peçonhento. A banca troca o mecanismo de inoculação por secreção passiva.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os conceitos de peçonhento e venenoso — as alternativas A, C e E descrevem corretamente o animal venenoso (produz toxina, mas não injeta; age por ingestão ou contato) e as apresentam como se fossem definições de peçonhento. O candidato que não domina a distinção cai na letra A, que parece plausível. Fique atento: a palavra-chave é "injeta ativamente" — se a alternativa não trouxer esse elemento, está errada. Com treino, você enxerga essa troca de longe 💪