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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — VUNESP 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
vu091811
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Vacinologia
As vacinas de DNA representam uma plataforma promissora no campo da imunização, baseando-se na introdução de plasmídeos contendo genes que codificam antígenos de interesse diretamente nas células hospedeiras, onde são expressos e reconhecidos pelo sistema imunológico. Esse tipo de vacina apresenta diversas características técnicas que a tornam atrativa, especialmente em contextos de pesquisa translacional e produção em larga escala.Com base nesse contexto, assinale a alternativa que representa uma das principais vantagens atribuídas às vacinas de DNA.
  1. ACapacidade de induzir imunidade passiva imediata, por meio da transferência direta de anticorpos neutralizantes.
  2. BProdução simples e de baixo custo, com indução concomitante de respostas imunes humorais e celulares.
  3. CUso exclusivo em crianças, devido à alta reatogenicidade em adultos imunocompetentes.
  4. DDispensa total de avaliação pré-clínica em modelos animais, uma vez que se trata de tecnologia baseada em ácidos nucleicos.
  5. EEstímulo preferencial à tolerância imunológica, impedindo reações adversas graves em populações de risco.
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GabaritoB — Produção simples e de baixo custo, com indução concomitante de respostas imunes humorais e celulares.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinas de DNA: plataforma e vantagens

Gabarito: letra B. As vacinas de DNA são reconhecidas pela produção simples e de baixo custo, além de induzirem respostas imunes humorais e celulares de forma concomitante — exatamente o que a alternativa B afirma. As demais alternativas apresentam erros conceituais graves, como confundir imunidade ativa com passiva, restringir o uso a crianças ou dispensar avaliação pré-clínica.

As vacinas de DNA representam uma plataforma moderna de imunização que consiste na introdução de plasmídeos contendo genes que codificam antígenos de interesse diretamente nas células hospedeiras. Diferentemente das vacinas clássicas (atenuadas, inativadas ou de subunidades), que entregam o antígeno pronto, a vacina de DNA entrega a "instrução genética" para que a própria célula do hospedeiro produza o antígeno. Esse antígeno endógeno é então processado e apresentado ao sistema imunológico, mimetizando uma infecção natural e ativando tanto a resposta humoral (produção de anticorpos) quanto a resposta celular (linfócitos T citotóxicos).

A principal vantagem dessa plataforma é a produção simples e de baixo custo. Os plasmídeos podem ser produzidos em larga escala em bactérias (como E. coli), com processos de purificação relativamente simples e rápidos, sem a necessidade de manipular patógenos vivos ou desenvolver cultivos celulares complexos. Isso facilita a produção em massa, especialmente em contextos de pandemia ou de baixos recursos. Além disso, a estabilidade térmica dos plasmídeos é maior que a de muitas vacinas proteicas, o que simplifica a logística de armazenamento e distribuição.

Outra característica marcante é a indução concomitante de imunidade humoral e celular. Enquanto vacinas de subunidades ou inativadas tendem a gerar predominantemente resposta humoral, as vacinas de DNA, por promoverem a expressão intracelular do antígeno, ativam também a via MHC classe I, essencial para a resposta citotóxica (CD8+). Essa dupla ativação é particularmente valiosa contra patógenos intracelulares e tumores.

É importante distinguir as vacinas de DNA das vacinas de RNA mensageiro (mRNA), que também são plataformas de ácidos nucleicos, mas diferem no mecanismo de entrega e na necessidade de formulações lipídicas. As vacinas de mRNA, como as da COVID-19, exigem nanopartículas lipídicas para estabilidade e entrega, enquanto as de DNA são mais estáveis e podem ser administradas com eletroporação ou outros métodos físicos.

A banca explora a confusão entre imunidade ativa e passiva, além de tentar associar a plataforma a restrições de uso ou à dispensa de estudos pré-clínicos — o que é totalmente incorreto. Guarde o critério: vacinas de DNA = produção simples, baixo custo, imunidade ativa humoral e celular.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as vacinas de DNA induzem imunidade passiva imediata por transferência direta de anticorpos. Isso é um erro conceitual: vacinas de DNA induzem imunidade ativa, ou seja, o próprio organismo produz a resposta imune após a expressão do antígeno. Imunidade passiva é obtida pela transferência de anticorpos prontos (como soros ou imunoglobulinas), não por vacinas. A confusão entre ativa e passiva é clássica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa B descreve com precisão as principais vantagens das vacinas de DNA: produção simples e de baixo custo (devido à facilidade de produção de plasmídeos em bactérias) e indução concomitante de respostas imunes humorais e celulares (ativação de linfócitos B e T, incluindo CD8+). Esses são os pontos mais citados na literatura como vantagens dessa plataforma.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as vacinas de DNA são de uso exclusivo em crianças devido à alta reatogenicidade em adultos. Isso é falso: as vacinas de DNA são estudadas em adultos e crianças, e não há restrição de uso por faixa etária. Além disso, a reatogenicidade das vacinas de DNA é geralmente baixa, não sendo uma característica que justifique tal exclusividade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as vacinas de DNA dispensam avaliação pré-clínica em modelos animais por serem baseadas em ácidos nucleicos. Isso é totalmente incorreto: toda vacina, incluindo as de DNA, passa por rigorosos estudos pré-clínicos em animais antes de ensaios clínicos em humanos. A plataforma de ácidos nucleicos não elimina a necessidade de avaliação de segurança e imunogenicidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que as vacinas de DNA estimulam preferencialmente a tolerância imunológica, impedindo reações adversas. Isso é o oposto do que ocorre: as vacinas de DNA visam estimular a resposta imune, não induzir tolerância. A tolerância imunológica é um mecanismo de supressão da resposta, que não é o objetivo de uma vacina. Além disso, não há evidência de que vacinas de DNA previnam reações adversas por esse mecanismo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao inverter conceitos fundamentais: troca imunidade ativa por passiva (alternativa A), sugere restrição de uso por faixa etária (C), dispensa de estudos pré-clínicos (D) e indução de tolerância (E). A pegadinha central é a confusão entre imunidade ativa e passiva — lembre-se: vacina de DNA gera imunidade ativa, pois o organismo produz a resposta após a expressão do antígeno. Fique atento a esses termos na prova!

Gabarito: letra B

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