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Questão de Medicina — Alergia e Imunologia — VUNESP 2025

MedicinaAlergia e Imunologia
Código
vu091850
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Vacinologia de Sistemas
Uma clínica está avaliando a eficácia da vacina trivalente inativada contra influenza (TIV) em uma população de idosos (> 65 anos) em comparação com adultos jovens. Observa-se que os idosos apresentam menor resposta de anticorpos após a vacinação, o que é atribuído à imunossenescência. O principal mecanismo celular associado à redução da eficácia da TIV em idosos, conforme descrito no contexto da imunossenescência, é:
  1. Aaumento da expressão de citocinas pró-inflamatórias, levando a uma resposta imune exagerada.
  2. Bredução no número de células secretoras de anticorpos e menor frequência de células T CD4+ e CD8+ de memória.
  3. Calteração nos alelos HLA, que impede a ligação de peptídeos vacinais, bloqueando a ativação de linfócitos B.
  4. Daumento da fosforilação de STAT5 induzida por IL-2, resultando em supressão da resposta imune adaptativa.
  5. Eperda de diversidade microbiana intestinal, que inibe a ativação de células apresentadoras de antígenos.
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GabaritoB — redução no número de células secretoras de anticorpos e menor frequência de células T CD4+ e CD8+ de memória.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imunossenescência e resposta vacinal em idosos

Gabarito: letra B. A menor resposta à vacina trivalente inativada contra influenza (TIV) em idosos decorre, principalmente, da redução no número de células secretoras de anticorpos (plasmócitos) e da menor frequência de células T CD4+ e CD8+ de memória, alterações centrais da imunossenescência. As demais alternativas descrevem mecanismos que não correspondem ao principal defeito imunológico associado à menor eficácia vacinal nessa população.

A imunossenescência é o processo de deterioração progressiva do sistema imunológico associado ao envelhecimento, que afeta tanto a imunidade inata quanto a adaptativa. No contexto da vacinação contra influenza, o que se observa é uma resposta humoral quantitativa e qualitativamente inferior: menores títulos de anticorpos, menor soroconversão e menor duração da proteção. O mecanismo celular central é a redução da capacidade de gerar células efetoras e de memória de longa duração.

Para entender por que a alternativa B é a correta, é preciso compreender o que acontece com as populações celulares envolvidas na resposta vacinal. A vacina inativada estimula principalmente a resposta humoral dependente de células T CD4+ (linfócitos T auxiliares), que por sua vez ativam linfócitos B a se diferenciarem em plasmócitos (células secretoras de anticorpos) e em células B de memória. Nos idosos, há uma redução na frequência de células T CD4+ e CD8+ de memória, além de uma menor capacidade de diferenciação das células B em plasmócitos. Isso resulta em menor produção de anticorpos específicos e menor proteção clínica.

Um exemplo prático: um idoso de 75 anos vacinado com TIV pode apresentar títulos de anticorpos pós-vacinais abaixo do limiar de soroproteção, mesmo tendo recebido a mesma dose e o mesmo esquema que um adulto jovem. Isso não significa que a vacina seja ineficaz — ela reduz hospitalizações e mortalidade — mas a resposta é atenuada pela imunossenescência.

A distinção importante é entre imunossenescência e outros estados de imunodeficiência. Na imunossenescência, o problema não é a ausência de células, mas a alteração qualitativa e quantitativa das populações de memória e efetoras. Já em imunodeficiências primárias ou secundárias (como HIV), os defeitos podem ser mais profundos e específicos. A banca explora exatamente essa confusão: alternativas que descrevem mecanismos de outras condições (como inflamação crônica, alterações genéticas ou perda de microbiota) são distratores plausíveis, mas não correspondem ao principal mecanismo descrito na literatura para a menor resposta à TIV em idosos.

A pegadinha central desta questão é que a banca apresenta mecanismos biologicamente possíveis, mas que não são o principal mecanismo celular da imunossenescência na resposta à vacina inativada. O candidato que conhece o conceito de imunossenescência de forma superficial pode ser atraído por alternativas que mencionam inflamação (inflammaging) ou alterações genéticas, mas a literatura é clara: a redução de células secretoras de anticorpos e de células T de memória é o achado central.

Guarde este critério: quando a questão perguntar sobre o principal mecanismo da menor resposta vacinal em idosos, procure a alternativa que fale em redução de células de memória e de plasmócitos — é esse o defeito cardinal da imunossenescência na resposta humoral.

Imunossenescência
  • 1Defeito central
    • Redução de plasmócitos
    • Menos células T CD4+/CD8+ de memória
  • 2Consequência
    • Menor produção de anticorpos
    • Menor soroconversão
    • Proteção mais curta
  • 3Distratores
    • Inflammaging (citocinas pró-inflamatórias)
    • Alteração de HLA (genética, não etária)
    • Via IL-2/STAT5 (sinalização deficiente, não aumentada)
    • Disbiose (fator contribuinte, não central)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Aumento da expressão de citocinas pró-inflamatórias (inflammaging) é um fenômeno associado ao envelhecimento, mas não é o principal mecanismo da redução da eficácia da TIV. Na verdade, a inflamação crônica de baixo grau pode até contribuir para a imunossenescência, mas a alternativa erra ao afirmar que isso levaria a uma "resposta imune exagerada" — o que se observa é o oposto: resposta atenuada. O erro está em inverter o efeito: a inflamação crônica não causa resposta exagerada à vacina, mas sim disfunção imunológica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão o principal mecanismo celular da imunossenescência que reduz a eficácia da TIV em idosos: redução no número de células secretoras de anticorpos (plasmócitos) e menor frequência de células T CD4+ e CD8+ de memória. Esses são os achados centrais da literatura sobre imunossenescência e resposta vacinal. A menor capacidade de gerar plasmócitos e células de memória explica diretamente a menor produção de anticorpos e a menor proteção clínica observada nos idosos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alteração nos alelos HLA não é um mecanismo da imunossenescência. Os alelos HLA são geneticamente determinados e não se alteram com o envelhecimento. A alternativa confunde variação genética individual (que pode influenciar a resposta vacinal) com o processo de envelhecimento imunológico. Além disso, a afirmação de que isso "bloquearia a ativação de linfócitos B" é biologicamente imprecisa — o HLA apresenta peptídeos para linfócitos T, não diretamente para linfócitos B.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Aumento da fosforilação de STAT5 induzida por IL-2 não é um mecanismo descrito na imunossenescência. A via IL-2/STAT5 é importante para a expansão clonal de linfócitos T, mas a imunossenescência está associada a defeitos nessa via, não a um aumento que causaria supressão. A alternativa inverte o sentido: o que se observa é uma sinalização deficiente, não aumentada. Além disso, a IL-2 é uma citocina que promove proliferação e sobrevivência de linfócitos T, não supressão da resposta adaptativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Perda de diversidade microbiana intestinal (disbiose) é um fenômeno associado ao envelhecimento e pode influenciar a imunidade, mas não é o principal mecanismo celular da menor resposta à TIV em idosos. A alternativa confunde um fator contribuinte (microbiota) com o mecanismo central (defeitos intrínsecos das células imunológicas). Além disso, a afirmação de que a disbiose "inibiria a ativação de células apresentadoras de antígenos" é uma simplificação excessiva e não corresponde ao principal mecanismo descrito na literatura.

Gabarito: letra B — a redução de células secretoras de anticorpos e de células T de memória é o principal mecanismo celular da imunossenescência que compromete a resposta à vacina trivalente inativada contra influenza em idosos.

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