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Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — VUNESP 2025

BiologiaIdentidade dos seres vivos
Código
vu091860
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Virologia
Com base nos conhecimentos atuais sobre os vírus gigantes, é correto afirmar que
  1. Ao termo “vírus gigante” é reservado exclusivamente para bacteriófagos com partículas virais maiores que 500 nm.
  2. Ba descoberta do Acanthamoeba polyphaga mimivirus (APMV) foi inicialmente interpretada como uma nova bactéria devido à sua coloração de Gram.
  3. Ctodos os vírus gigantes apresentam capsídeos esféricos e simetria icosaédrica típica.
  4. Dos vírus gigantes não compartilham nenhuma característica estrutural ou genética com outras famílias de vírus de DNA de fita dupla (dsDNA).
  5. Eos vírus do filo Nucleocytoviricota não possuem genes relacionados a processos celulares complexos, como transcrição ou replicação.
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GabaritoB — a descoberta do Acanthamoeba polyphaga mimivirus (APMV) foi inicialmente interpretada como uma nova bactéria devido à sua coloração de Gram.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vírus gigantes: o que a ciência descobriu sobre eles

Gabarito: letra B. A descoberta do Acanthamoeba polyphaga mimivirus (APMV) foi, de fato, inicialmente interpretada como uma nova bactéria, pois, ao ser corado pela técnica de Gram, apresentou coloração positiva — característica que, na época, era associada a bactérias. Essa confusão histórica é o ponto central da questão, que exige conhecimento sobre a história da descoberta dos vírus gigantes e suas características.

Os vírus gigantes são um grupo de vírus de DNA de fita dupla (dsDNA) que se destacam por seu tamanho excepcionalmente grande, tanto em relação às partículas virais quanto ao seu genoma. Eles pertencem ao filo Nucleocytoviricota e infectam principalmente amebas e outros protistas. A descoberta do APMV, em 2003, revolucionou a virologia, pois quebrou o paradigma de que os vírus eram necessariamente pequenos e simples. A confusão inicial com bactérias ocorreu porque o APMV é grande o suficiente para ser visto ao microscópio óptico e, quando corado pelo método de Gram, apresentou coloração positiva, o que levou os pesquisadores a acreditarem que se tratava de uma bactéria parasita da ameba. Essa interpretação foi posteriormente corrigida quando análises genéticas revelaram que o organismo era, na verdade, um vírus.

A importância dos vírus gigantes vai além do tamanho. Eles possuem genomas enormes, com centenas de genes, incluindo alguns que codificam proteínas envolvidas em processos celulares complexos, como transcrição e replicação do DNA. Essa característica os torna um elo de ligação entre os vírus e os organismos celulares, levantando questões sobre a origem e a evolução dos vírus. A banca explora justamente esse conhecimento para diferenciar os vírus gigantes dos vírus "comuns" e das bactérias.

1Descoberta (APMV, 2003)
Confundido com bactéria
Coloração de Gram positiva
2Características
dsDNA
Genoma enorme
Genes de transcrição/replicação
Infectam amebas
3Morfologia
Capsídeo icosaédrico (APMV)
Formato de ânfora (Pandoravirus)
Vírus gigantes (filo Nucleocytoviricota)
LEVELsoulevel.com.br
Vírus gigantes (filo Nucleocytoviricota): Descoberta (APMV, 2003) (Confundido com bactéria, Coloração de Gram positiva); Características (dsDNA, Genoma enorme, Genes de transcrição/replicação, Infectam amebas); Morfologia (Capsídeo icosaédrico (APMV), Formato de ânfora (Pandoravirus))

Alternativa A — ❌ Incorreta

O termo "vírus gigante" não é reservado exclusivamente para bacteriófagos. Na verdade, os vírus gigantes mais conhecidos, como o APMV e o Pandoravirus, infectam amebas, não bactérias. Além disso, não há um limite rígido de 500 nm para a classificação; o termo se refere a vírus com partículas e genomas excepcionalmente grandes, muito maiores que os vírus típicos. A alternativa erra ao restringir o conceito a um grupo específico e a um tamanho arbitrário.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A descoberta do APMV foi inicialmente interpretada como uma nova bactéria devido à sua coloração de Gram positiva. O APMV é grande o suficiente para ser visualizado ao microscópio óptico e, quando submetido à coloração de Gram, apresentou a cor característica de bactérias Gram-positivas. Essa confusão histórica é um marco na virologia, pois levou os cientistas a repensarem os limites entre vírus e bactérias. A alternativa está correta ao descrever esse episódio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Nem todos os vírus gigantes apresentam capsídeos esféricos e simetria icosaédrica. Embora muitos vírus gigantes, como o APMV, tenham capsídeos icosaédricos, outros, como os do gênero Pandoravirus, possuem formatos diferentes, como o de uma ânfora ou de um ovo. A diversidade morfológica é uma das características que tornam os vírus gigantes tão fascinantes. A alternativa erra ao generalizar uma característica que não é universal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os vírus gigantes compartilham várias características estruturais e genéticas com outras famílias de vírus de DNA de fita dupla (dsDNA). Por exemplo, muitos possuem capsídeos icosaédricos e genomas de dsDNA, características comuns a outros vírus dessa categoria. Além disso, análises filogenéticas mostram que os vírus gigantes evoluíram a partir de ancestrais comuns com outros vírus de dsDNA. A alternativa erra ao afirmar que não há compartilhamento de características.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os vírus do filo Nucleocytoviricota possuem, sim, genes relacionados a processos celulares complexos, como transcrição e replicação. Essa é uma das características mais marcantes dos vírus gigantes: eles carregam em seus genomas genes que codificam proteínas envolvidas na transcrição (como RNA polimerases) e na replicação do DNA, processos que normalmente são exclusivos das células. Essa capacidade de codificar parte da maquinaria de replicação é uma das razões pelas quais os vírus gigantes são considerados um elo entre vírus e organismos celulares. A alternativa erra ao afirmar o contrário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre vírus gigantes e bactérias, especialmente no que diz respeito à coloração de Gram. O candidato pode achar que a alternativa B está errada por associar um vírus a uma técnica bacteriológica, mas é exatamente essa a pegadinha: a descoberta do APMV foi marcada por essa interpretação equivocada. Lembre-se de que os vírus gigantes são grandes o suficiente para serem vistos ao microscópio óptico e podem ser corados, o que levou à confusão inicial. Fique atento a essa característica histórica e à diversidade morfológica dos vírus gigantes, que não se limita a capsídeos icosaédricos.

Gabarito: letra B

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