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Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — VUNESP 2025

BiologiaMoléculas, células e tecidos
Código
vu091866
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Virologia
Assinale a alternativa que indica, corretamente, uma função adicional dos receptores ou correceptores virais, além da simples ligação inicial à superfície celular.
  1. ACorreceptores como NPC1 promovem a clivagem proteolítica do capsídeo viral, essencial para a replicação genômica.
  2. BAlguns receptores funcionam como chaperonas moleculares, preservando a conformação do envelope viral até a entrada no núcleo.
  3. CA presença de correceptores é dispensável em vírus envelopados, que dependem apenas de receptores glicídicos para internalização.
  4. DEm geral, vírus com alta afinidade por seus receptores apresentam maior patogenicidade, devido à maior eficiência no processo de entrada na célula hospedeira.
  5. ECorreceptores como CXCR4 ou NPC1 podem atuar como elementos indutores de reorganizações conformacionais que viabilizam a fusão ou penetração viral.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Correceptores como CXCR4 ou NPC1 podem atuar como elementos indutores de reorganizações conformacionais que viabilizam a fusão ou penetração viral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Receptores e correceptores virais: além da ligação inicial

Gabarito: letra E. Os correceptores virais, como CXCR4 (usado pelo HIV) e NPC1 (usado por ebolavírus), não se limitam a ancorar a partícula viral na superfície celular — eles podem induzir reorganizações conformacionais nas glicoproteínas do envelope viral que viabilizam a fusão da membrana viral com a membrana celular ou a penetração do vírus. Essa é a função adicional corretamente descrita na alternativa E.

A entrada de um vírus na célula hospedeira é um processo em múltiplas etapas, e a banca explora justamente o desconhecimento das funções que vão além da simples ligação. O receptor primário (como CD4 no HIV) faz a ligação inicial; os correceptores (CXCR4, CCR5, NPC1) atuam em etapas posteriores, frequentemente desencadeando mudanças conformacionais que expõem o peptídeo de fusão ou permitem a internalização. Essa distinção é central: ligar ≠ entrar. A ligação é necessária, mas não suficiente — é o correceptor que, em muitos casos, "destrava" o processo de fusão/penetração.

A pegadinha da questão está em atribuir aos correceptores funções que pertencem a outras moléculas (clivagem proteolítica, chaperonas) ou em negar sua importância em vírus envelopados. Vamos analisar cada alternativa.

  1. 1Ligação (receptor)
  2. 2Mudança conformacional (correceptor)
  3. 3Fusão/penetração
  4. 4Liberação do genoma
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A clivagem proteolítica do capsídeo viral não é função de correceptores como NPC1. A clivagem de proteínas virais é realizada por proteases — enzimas que podem ser virais (como a protease do HIV) ou celulares (como furinas). NPC1 é uma proteína de membrana endossomal que atua como correceptor para ebolavírus, facilitando a entrada, mas não possui atividade proteolítica. A alternativa confunde o papel de correceptores com o de enzimas proteolíticas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Chaperonas moleculares são proteínas que auxiliam no enovelamento correto de outras proteínas, preservando sua conformação tridimensional. Não há evidência de que receptores ou correceptores virais atuem como chaperonas para o envelope viral. Além disso, a entrada no núcleo é um processo que envolve o transporte através dos poros nucleares, mediado por importinas, e não por chaperonas associadas ao envelope. A alternativa mistura conceitos de biologia molecular sem correspondência com a função real dos correceptores.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação é duplamente errada. Primeiro, correceptores não são dispensáveis em vírus envelopados — pelo contrário, muitos vírus envelopados (como HIV, ebolavírus) dependem criticamente de correceptores para a fusão e entrada. Segundo, a internalização não depende apenas de "receptores glicídicos"; envolve interações proteína-proteína altamente específicas entre as glicoproteínas virais e os receptores/correceptores celulares. A alternativa tenta generalizar de forma incorreta o mecanismo de entrada viral.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A relação entre afinidade do receptor e patogenicidade não é direta nem universal. Embora uma alta afinidade possa facilitar a entrada, a patogenicidade é multifatorial — depende da capacidade de replicação, evasão imunológica, tropismo tecidual, entre outros. A alternativa apresenta uma generalização indevida: não é correto afirmar que "em geral" maior afinidade implica maior patogenicidade, pois há exceções e outros fatores determinantes.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente uma função adicional dos correceptores. CXCR4 e CCR5, por exemplo, ao interagirem com a glicoproteína gp120 do HIV, induzem mudanças conformacionais que expõem a gp41, permitindo a fusão do envelope viral com a membrana celular. NPC1, no caso do ebolavírus, atua no endossomo, facilitando a liberação do nucleocapsídeo no citoplasma. Esses exemplos ilustram como correceptores podem atuar como indutores de reorganizações conformacionais que viabilizam a fusão ou penetração viral — exatamente o que a alternativa afirma.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato atribuindo aos correceptores funções de outras moléculas (proteases na A, chaperonas na B) ou negando sua importância (C). A chave é lembrar que correceptores são facilitadores da entrada, não enzimas nem meros pontos de ancoragem. Fique atento: a função de "induzir mudanças conformacionais" é uma das mais cobradas quando o assunto é entrada viral.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre entrada viral, monte um fluxo mental: ligação (receptor) → mudança conformacional (correceptor) → fusão/penetração → liberação do genoma. Se a alternativa mencionar clivagem, chaperona ou dispensabilidade, desconfie — são distratores clássicos. Reforce o estudo dos exemplos HIV (CD4/CXCR4/CCR5) e ebolavírus (NPC1), pois são os mais citados em provas.

Gabarito: letra E

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