Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — VUNESP 2025
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
vu091876
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Virologia
Nas últimas décadas, o vírus Oropouche (OROV) tem emergido como uma importante arbovirose na América Latina, com um aumento expressivo de casos relatados principalmente nos últimos dois anos. Considerando as características desse vírus e os fatores associados à sua emergência, assinale a alternativa correta.
AO vírus Oropouche é um arbovírus transmitido exclusivamente por mosquitos do gênero Aedes e circula apenas em áreas urbanas.
BA emergência recente do OROV está relacionada principalmente à introdução de uma nova linhagem do vírus com maior letalidade.
CA circulação do OROV está restrita à região amazônica, sendo considerada rara fora desse ecossistema.
DO OROV pode circular de forma contínua em regiões endêmicas, com intensidade variável, sendo influenciado por fatores climáticos e ecológicos.
EComo se trata de um vírus novo, não há evidências de que já tenha causado surtos em humanos anteriormente.
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GabaritoD — O OROV pode circular de forma contínua em regiões endêmicas, com intensidade variável, sendo influenciado por fatores climáticos e ecológicos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Vírus Oropouche (OROV): emergência e características
Gabarito: letra D. O OROV é um arbovírus que pode circular de forma contínua em regiões endêmicas, com intensidade variável, influenciado por fatores climáticos e ecológicos — exatamente o que afirma a alternativa D. As demais alternativas contêm erros factuais sobre transmissão, distribuição geográfica, letalidade e histórico de surtos.
O vírus Oropouche é um arbovírus (arthropod-borne virus), ou seja, é transmitido por artrópodes, principalmente insetos hematófagos. No caso do OROV, o vetor principal é o mosquito Culicoides paraensis (maruim), e não mosquitos do gênero Aedes. A transmissão ocorre pela picada do vetor infectado, que adquire o vírus ao se alimentar de sangue de um hospedeiro contaminado. O vírus se replica no corpo do inseto e é transmitido a novos hospedeiros pela picada.
A emergência recente do OROV na América Latina, com aumento expressivo de casos, está associada a fatores como mudanças climáticas, desmatamento, expansão urbana e aumento da circulação de vetores. Não há evidência de que uma nova linhagem com maior letalidade seja a causa principal; o OROV é conhecido desde a década de 1960, quando foi isolado pela primeira vez em Trinidad e Tobago, e já causou diversos surtos na região amazônica e em outras áreas da América do Sul e Central.
A distribuição do OROV não está restrita à Amazônia: embora a região amazônica seja um importante foco, o vírus já foi detectado em outros estados brasileiros e em países como Panamá, Peru e Colômbia. A circulação pode ocorrer em áreas urbanas e rurais, dependendo da presença do vetor e das condições ambientais.
A letalidade do OROV é baixa, e a maioria dos casos é autolimitada, com sintomas semelhantes aos da dengue (febre, dor de cabeça, mialgia, artralgia). Não há registro de que uma nova linhagem tenha aumentado a letalidade de forma significativa.
Vírus Oropouche (OROV): Transmissão (Vetor: Culicoides paraensis (maruim), Picada do vetor infectado); Distribuição (Não restrita à Amazônia, Brasil e América Latina, Áreas urbanas e rurais); Emergência (Fatores climáticos e ecológicos, Desmatamento e expansão urbana, Nova linhagem mais letal (sem evidência)); Características (Conhecido desde 1955, Baixa letalidade, Sintomas semelhantes à dengue)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o OROV é transmitido exclusivamente por mosquitos do gênero Aedes e circula apenas em áreas urbanas. Erro duplo: o vetor principal é o Culicoides paraensis (maruim), e a circulação ocorre tanto em áreas urbanas quanto rurais, especialmente em regiões de floresta e áreas de transição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Atribui a emergência recente à introdução de uma nova linhagem com maior letalidade. Não há evidência científica que sustente essa afirmação. A emergência está mais relacionada a fatores ecológicos e climáticos que favorecem a proliferação do vetor e a expansão da transmissão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a circulação do OROV está restrita à região amazônica. Falso: o vírus já foi identificado em outras regiões do Brasil e em diversos países da América Latina, com surtos documentados fora da Amazônia.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta ao afirmar que o OROV pode circular de forma contínua em regiões endêmicas, com intensidade variável, influenciado por fatores climáticos e ecológicos. Essa é a característica típica de arboviroses: a transmissão depende da presença do vetor, que é sensível a variações de temperatura, umidade e pluviosidade, além de fatores como desmatamento e ocupação do solo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o OROV é um vírus novo, sem evidências de surtos anteriores. Falso: o vírus foi isolado em 1955 e já causou diversos surtos na América Latina, especialmente na região amazônica, desde a década de 1960.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que o OROV é um vírus novo e restrito à Amazônia, quando na verdade ele é conhecido há décadas e tem circulação mais ampla. Fique atento a termos como "exclusivamente", "apenas" e "restrita" — eles costumam sinalizar afirmações absolutas que raramente são verdadeiras em biologia.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre arboviroses, lembre-se do tripé: vetor (qual artrópode transmite), ciclo (urbano ou silvestre) e fatores de emergência (clima, desmatamento, urbanização). Se a alternativa trouxer um vetor errado (como Aedes para OROV) ou uma distribuição restrita demais, elimine-a.