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Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — VUNESP 2025

BiologiaIdentidade dos seres vivos
Código
vu091883
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Virologia
Sistemas pseudotipados são amplamente utilizados para estudar a entrada de vírus altamente patogênicos em ambientes NB-2, sem a necessidade de contenção de alto nível. Um dos modelos mais utilizados é o sistema com base em vírus da estomatite vesicular (VSV), no qual a glicoproteína G do VSV é substituída por glicoproteínas de outros vírus.Assinale a alternativa correta com relação a esse modelo específico.
  1. AA composição do envelope viral é determinada exclusivamente pela sequência genética das glicoproteínas virais.
  2. BA substituição da glicoproteína G do VSV por glicoproteínas de outros vírus, como Ebola ou HIV, pode gerar partículas infecciosas, demonstrando a flexibilidade do sistema pseudotipado com base em VSV.
  3. CO HIV-1 apresenta alta especificidade na incorporação de componentes da membrana do hospedeiro, limitando o uso de sistemas pseudotipados.
  4. DA composição lipídica do envelope viral é altamente conservada entre diferentes famílias virais.
  5. EVírus envelopados não incorporam proteínas do hospedeiro, pois isso comprometeria a montagem viral.
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GabaritoB — A substituição da glicoproteína G do VSV por glicoproteínas de outros vírus, como Ebola ou HIV, pode gerar partículas infecciosas, demonstrando a flexibilidade do sistema pseudotipado com base em VSV.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sistemas pseudotipados baseados em VSV

Gabarito: letra B. A substituição da glicoproteína G do VSV por glicoproteínas de outros vírus, como Ebola ou HIV, pode gerar partículas infecciosas, demonstrando a flexibilidade do sistema pseudotipado com base em VSV. Esse é o princípio central dos pseudotipos: o envelope viral é "emprestado" de outro vírus, permitindo estudar a entrada de vírus altamente patogênicos em condições de biossegurança reduzida (NB-2).

Os sistemas pseudotipados são ferramentas essenciais em virologia. Eles consistem em partículas virais quiméricas, nas quais o genoma de um vírus (geralmente atenuado ou não patogênico) é envelopado por glicoproteínas de outro vírus de interesse. No caso do VSV, a glicoproteína G nativa é removida e substituída por glicoproteínas de vírus como Ebola, HIV, SARS-CoV-2, entre outros. Isso permite que a partícula resultante entre nas células-alvo usando o mesmo receptor que o vírus original, mas sem carregar o genoma patogênico completo — tornando o estudo seguro em laboratórios de nível de biossegurança 2 (NB-2).

A flexibilidade do sistema reside na capacidade do VSV de incorporar glicoproteínas heterólogas em seu envelope, mantendo a infectividade. Essa propriedade é explorada em pesquisas de entrada viral, neutralização por anticorpos, e desenvolvimento de vacinas e terapias. A alternativa B captura exatamente essa essência: a substituição gera partículas infecciosas, demonstrando a versatilidade do sistema.

As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a composição do envelope viral, a especificidade do HIV-1 e a conservação lipídica entre famílias virais.

Sistema pseudotipado (VSV)
  • 1Princípio
    • Genoma de um vírus (atenuado)
    • Envelope "emprestado" de outro
  • 2Mecanismo
    • Remove glicoproteína G nativa
    • Insere glicoproteína heteróloga (Ebola, HIV)
    • Partícula infecciosa resultante
  • 3Aplicações
    • Estudo de entrada viral
    • Neutralização por anticorpos
    • Vacinas e terapias
  • 4Vantagem
    • Seguro em NB-2
    • Sem genoma patogênico completo
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A composição do envelope viral não é determinada exclusivamente pela sequência genética das glicoproteínas virais. O envelope é uma bicamada lipídica derivada da membrana da célula hospedeira, na qual as glicoproteínas virais são inseridas. Portanto, a composição lipídica reflete a célula onde o vírus foi montado, não apenas a sequência das glicoproteínas. A alternativa erra ao ignorar a origem celular dos lipídios do envelope.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A substituição da glicoproteína G do VSV por glicoproteínas de outros vírus, como Ebola ou HIV, pode gerar partículas infecciosas, demonstrando a flexibilidade do sistema pseudotipado com base em VSV. Isso ocorre porque o VSV aceita glicoproteínas heterólogas em seu envelope, mantendo a capacidade de infectar células. Essa é a base do sistema pseudotipado: o envelope é funcionalmente compatível com diferentes glicoproteínas, permitindo estudar a entrada de vírus patogênicos em condições de biossegurança reduzida.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O HIV-1 não apresenta alta especificidade na incorporação de componentes da membrana do hospedeiro que limite o uso de sistemas pseudotipados. Na verdade, o HIV-1 é frequentemente usado em sistemas pseudotipados, e sua glicoproteína Env pode ser incorporada em partículas de VSV. A alternativa inverte a realidade: o HIV-1 é um dos vírus mais estudados com essa técnica, justamente por sua capacidade de incorporar glicoproteínas heterólogas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A composição lipídica do envelope viral não é altamente conservada entre diferentes famílias virais. Pelo contrário, ela varia conforme a célula hospedeira e o local de brotamento do vírus. Vírus envelopados adquirem sua bicamada lipídica da membrana celular do hospedeiro, e essa composição pode diferir significativamente entre vírus que infectam células diferentes. A alternativa erra ao afirmar conservação, quando na verdade há diversidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Vírus envelopados incorporam proteínas do hospedeiro em seu envelope. Isso é um fato bem documentado: durante a montagem, o vírus brota da membrana celular e leva consigo proteínas da célula hospedeira, além das glicoproteínas virais. Essas proteínas do hospedeiro podem até influenciar a infectividade e o tropismo do vírus. A alternativa está errada ao afirmar que isso comprometeria a montagem viral — na verdade, é parte do processo natural.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o que é determinado pelo vírus e o que é herdado da célula hospedeira. Muitos candidatos assumem que o envelope é "todo viral", mas a bicamada lipídica e algumas proteínas vêm do hospedeiro. Lembre-se: o envelope é um mosaico — lipídios e proteínas do hospedeiro + glicoproteínas virais. Essa distinção é o coração da questão.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre pseudotipos, foque no conceito de "envelope emprestado": o genoma é de um vírus, mas o envelope (e suas glicoproteínas) pode ser de outro. Isso permite estudar a entrada de vírus perigosos sem manipular o vírus inteiro. Nas provas, a banca costuma testar se você entende que a flexibilidade do sistema é justamente a capacidade de trocar as glicoproteínas.

Gabarito: letra B

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