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Questão de Biologia — Moléculas, células e tecidos — VUNESP 2025

BiologiaMoléculas, células e tecidos
Código
vu091889
Banca
VUNESP
Órgão
Butantan - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pesquisador Científico I - Área de Especialização: Virologia
A pandemia de COVID-19 trouxe à tona novas plataformas tecnológicas aplicadas ao desenvolvimento de antivirais e vacinas, como o uso de RNA mensageiro (mRNA) sintético encapsulado em nanopartículas lipídicas. Essa tecnologia tem sido explorada também para a produção de antivirais com base em mRNA.Qual característica torna os antivirais com base em RNA mensageiro uma estratégia promissora em relação às abordagens antivirais tradicionais?
  1. AAlta estabilidade do mRNA em temperatura ambiente, permitindo uma fácil distribuição.
  2. BCapacidade de atuar como adjuvante imunológico universal.
  3. CInibição direta de proteínas virais por ligação covalente irreversível.
  4. DPossibilidade de induzir a produção transitória e específica de proteínas antivirais diretamente nas células do hospedeiro.
  5. ECapacidade de substituir anticorpos monoclonais na neutralização viral com maior afinidade.
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GabaritoD — Possibilidade de induzir a produção transitória e específica de proteínas antivirais diretamente nas células do hospedeiro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Antivirais baseados em mRNA: produção de proteínas terapêuticas nas células do hospedeiro

Gabarito: letra D. A estratégia promissora dos antivirais baseados em mRNA reside na capacidade de induzir a produção transitória e específica de proteínas antivirais diretamente nas células do hospedeiro, explorando a maquinaria celular de síntese proteica (tradução) para gerar a proteína desejada in situ, conforme o dogma central da biologia molecular (DNA → RNA → proteína).

A tecnologia de mRNA sintético encapsulado em nanopartículas lipídicas, amplamente difundida pelas vacinas de COVID-19, baseia-se no princípio de que o RNA mensageiro carrega a informação genética necessária para a síntese de uma proteína específica. No contexto de antivirais, essa plataforma permite que as próprias células do paciente produzam proteínas com atividade antiviral, como anticorpos ou inibidores de proteases virais, de forma controlada e temporária. Essa abordagem contrasta com as terapias tradicionais, que geralmente administram moléculas prontas (como proteínas recombinantes ou pequenas moléculas) que precisam ser distribuídas pelo organismo e podem ter meia-vida curta ou efeitos colaterais sistêmicos.

A principal vantagem é a especificidade e a transitoriedade: o mRNA é degradado naturalmente após a tradução, limitando a duração da produção da proteína e reduzindo o risco de efeitos prolongados. Além disso, a produção intracelular pode alcançar compartimentos celulares que são alvos de vírus, como o citoplasma, onde ocorre a replicação viral, aumentando a eficácia. Essa plataforma também permite rápida adaptação a novas variantes virais, pois basta alterar a sequência do mRNA para codificar uma nova proteína alvo.

A banca explora a confusão entre as funções do mRNA (carreador de informação para síntese proteica) e outras moléculas ou mecanismos, como a estabilidade do mRNA, a ação adjuvante ou a inibição direta de proteínas virais. É essencial compreender que o mRNA não é uma molécula estável em temperatura ambiente, não atua como adjuvante universal, não inibe diretamente proteínas virais e não substitui anticorpos monoclonais — sua função é codificar uma proteína que terá efeito antiviral.

Antiviral baseado em mRNA
  • 1Mecanismo (dogma central)
    • mRNA carrega informação
    • Traduzido em proteína antiviral
    • Produção in situ nas células
  • 2Vantagens
    • Transitório (degradação natural)
    • Específico (sequência codificadora)
    • Adaptável a novas variantes
  • 3O que NÃO é
    • Estável em temperatura ambiente
    • Adjuvante imunológico universal
    • Inibe diretamente proteínas virais
    • Substitui anticorpos monoclonais
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o mRNA tem alta estabilidade em temperatura ambiente, facilitando a distribuição. Na realidade, o mRNA é uma molécula instável e requer condições especiais de armazenamento (como ultracongelamento) para evitar degradação. As nanopartículas lipídicas protegem o mRNA, mas não o tornam estável em temperatura ambiente. Essa alternativa inverte a realidade: a estabilidade é um desafio, não uma vantagem.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o mRNA atua como adjuvante imunológico universal. Embora o mRNA possa estimular o sistema imunológico (por exemplo, via receptores de reconhecimento de padrões), essa não é a característica central que o torna promissor como antiviral. A função principal do mRNA é codificar uma proteína, não atuar como adjuvante. Além disso, a ideia de "universal" é incorreta, pois a resposta imune varia conforme a sequência e a formulação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o mRNA inibe diretamente proteínas virais por ligação covalente irreversível. O mRNA não interage diretamente com proteínas virais; ele é traduzido em uma proteína que pode ter atividade antiviral. A inibição direta por ligação covalente é característica de certos fármacos de pequenas moléculas (como inibidores de protease), não de mRNA. Essa alternativa confunde o mecanismo de ação do mRNA com o de fármacos convencionais.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve com precisão o mecanismo dos antivirais baseados em mRNA: a capacidade de induzir a produção transitória e específica de proteínas antivirais diretamente nas células do hospedeiro. O mRNA sintético é entregue às células, onde é traduzido em proteínas que combatem o vírus. A transitoriedade decorre da degradação natural do mRNA, e a especificidade é dada pela sequência codificadora. Essa abordagem permite uma resposta terapêutica personalizada e adaptável.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o mRNA pode substituir anticorpos monoclonais na neutralização viral com maior afinidade. Embora o mRNA possa codificar anticorpos (como em terapias experimentais), a afirmação é exagerada e incorreta: a afinidade de um anticorpo produzido por mRNA depende da sequência codificada e não é inerentemente maior que a de anticorpos monoclonais produzidos em laboratório. Além disso, a substituição de anticorpos monoclonais não é a característica central que torna o mRNA promissor como antiviral.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre mRNA, lembre-se do dogma central: DNA → RNA → proteína. O mRNA é um mensageiro que carrega a informação para a síntese de proteínas. Quando a alternativa falar em "produção de proteínas", "tradução", "transitória" e "específica", ela está alinhada com a função do mRNA. Desconfie de alternativas que atribuam ao mRNA funções como estabilidade, adjuvante ou inibição direta — essas são características de outras moléculas ou mecanismos.

Gabarito: letra D

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