Questão de Administração Pública — Histórico, Reformas e Evolução da Administração Pública no Brasil — VUNESP 2025
Administração Pública›Histórico, Reformas e Evolução da Administração Pública no Brasil
Código
vu092055
Banca
VUNESP
Órgão
Câmara da Estância Balneária de Praia Grande - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Recursos Humanos
É correto afirmar que uma das premissas da administração de pessoal na área pública brasileira, transitando de um modelo com perfil mais burocrático, pouco flexível, para um estratégico, foi a
Asubstituição de funcionários, quando de sua aposentadoria, por pessoal mais capacitado.
Bmudança de critérios de recrutamento de pessoal, transitando de um sistema público para uma seleção baseada em competências pessoais.
Cdefinição de estratégias de realocação funcional e de redistribuição de funcionários, investindo fortemente na terceirização.
Ddefinição de critérios para criação de carreiras que estimulem o desenvolvimento profissional e o desempenho.
Eestruturação da avaliação de desempenho que permita, além da vinculação à progressão do funcionário, o desligamento de funcionários para redução de custeio.
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GabaritoD — definição de critérios para criação de carreiras que estimulem o desenvolvimento profissional e o desempenho.
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Transição do modelo burocrático para o gerencial na administração de pessoal
Gabarito: letra D. A premissa central da transição de um modelo burocrático (rígido, controlador) para um modelo estratégico/gerencial na gestão de pessoas é a definição de carreiras que estimulem o desenvolvimento profissional e o desempenho, rompendo com a rigidez do regime burocrático que desestimulava a motivação e a eficiência. Essa orientação está expressa no diagnóstico e nas diretrizes da reforma gerencial brasileira, conforme o conteúdo de apoio.
A banca testa a compreensão das mudanças propostas pela reforma gerencial (Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado – PDRAE) em relação à administração de pessoal. O foco é contrastar a rigidez burocrática com a flexibilidade e orientação a resultados do modelo gerencial.
Transição: Burocrático → Gerencial: Modelo burocrático (Rígido, Controlador, Desestimula eficiência); Modelo gerencial (Flexível, Orientado a resultados, Estimula desempenho); Premissa central (gabarito) (Carreiras que estimulem desenvolvimento, Carreiras que estimulem desempenho); O que NÃO mudou (Concurso público (mérito))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A substituição de funcionários aposentados por pessoal mais capacitado não é uma premissa da transição. No período de crise fiscal, houve, ao contrário, a suspensão de concursos e a não reposição de servidores, conforme aponta o texto: "levou à suspensão de quase todos os concursos públicos, com diminuição do número de servidores ativos, visto que os funcionários que se aposentavam não eram substituídos." Além disso, a mera substituição não representa uma mudança de modelo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmação troca o sentido da evolução. No modelo burocrático, o recrutamento já era baseado em concurso público (princípio do mérito). A transição gerencial não propõe "seleção baseada em competências pessoais" como critério exclusivo, pois isso abriria espaço para subjetividade e patrimonialismo. O modelo gerencial mantém o concurso público como regra, mas busca flexibilizar outros aspectos (gratificações por desempenho, carreiras). O erro está em sugerir um "sistema público" (que equivale ao concurso) substituído por competências pessoais, quando na verdade o concurso permanece.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A realocação funcional e a redistribuição de funcionários não são premissas centrais. A terceirização é um dos instrumentos da desestatização prevista no PDRAE, mas o foco da questão é a administração de pessoal, onde a terceirização não é a premissa principal. Além disso, o texto destaca a necessidade de "um sistema de incentivos para o profissional" e a criação de carreiras, não a simples redistribuição.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A definição de critérios para criação de carreiras que estimulem o desenvolvimento profissional e o desempenho é uma premissa fundamental da transição para o modelo gerencial. O texto afirma que a administração de recursos humanos carecia de "um sistema de incentivos para o profissional", com "ausência de uma política orgânica de formação, capacitação permanente e de remuneração condizente". A reforma gerencial propõe exatamente a estruturação de carreiras que vinculem progressão ao desempenho, rompendo com a rigidez burocrática que "violentamente reduziu a amplitude das carreiras".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora a avaliação de desempenho seja um instrumento gerencial, o desligamento de funcionários para redução de custeio não é uma premissa da transição. O modelo gerencial busca eficiência e motivação, não a demissão em massa como estratégia. O texto critica a ausência de "incentivos positivos" e a dificuldade de estabelecer gratificações por desempenho, mas não menciona o desligamento como objetivo da reforma. Além disso, a estabilidade do servidor é uma garantia constitucional (CF, art. 41) que não foi abolida pela reforma.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com alternativas que mencionam mudanças periféricas ou distorcidas. A alternativa B, por exemplo, parece moderna, mas inverte a lógica: o concurso público (sistema de mérito) não foi substituído, e sim mantido como regra. Já a alternativa E insere o "desligamento" como objetivo, o que não condiz com a reforma gerencial, que focou em incentivos e não em punições. O candidato deve associar a transição à valorização do servidor por meio de carreiras estruturadas e desempenho.