Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — VUNESP 2025
- Código
- vu092663
- Banca
- VUNESP
- Órgão
- FAMEMA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico I - Especialidade: Anestesiologia
- Aalvéolo.
- Bencéfalo.
- Cvaporizador.
- Dtubo traqueal.
- Esangue arterial.
GabaritoA — alvéolo.
Gabarito: letra A. A fração expirada de um agente inalatório reflete a pressão parcial do anestésico no alvéolo, pois o gás expirado, após equilíbrio com o sangue capilar pulmonar, representa a concentração alveolar do agente — é essa a medida que se correlaciona com a pressão parcial no local de ação (encéfalo). A alternativa correta é a letra A, pois a fração expirada (FA ou FE) é um índice da pressão parcial alveolar (PA) do anestésico.
Para entender por que a resposta é o alvéolo, é preciso revisar como os gases anestésicos se comportam no organismo. Quando um anestésico inalatório é administrado, ele percorre um caminho: do vaporizador → tubo traqueal → alvéolos → sangue arterial → encéfalo. Em cada etapa, a pressão parcial do gás tende a se equilibrar. O conceito-chave é o de gradiente de pressão parcial: o gás se move de onde a pressão parcial é maior para onde é menor, até que haja equilíbrio.
No alvéolo, o gás anestésico se difunde para o sangue capilar pulmonar e, rapidamente, a pressão parcial no alvéolo (PA) se iguala à pressão parcial no sangue arterial (Pa). Quando o paciente expira, o gás que sai dos pulmões é uma amostra do gás alveolar — por isso, a fração expirada (FE) do anestésico é um reflexo direto da pressão parcial alveolar (PA). Essa é a base da monitorização: medir a concentração do gás no ar expirado para estimar a pressão parcial no cérebro, que é o local de ação do anestésico.
A relação entre a fração inspirada (FI), a fração alveolar (FA) e a fração expirada (FE) é fundamental na anestesiologia. A FA é a fração do gás nos alvéolos, e a FE, na prática, aproxima-se da FA, pois o último volume de gás expirado (gás alveolar) é o que é amostrado pelos analisadores. A pressão parcial alveolar (PA) é o que determina a pressão parcial no sangue arterial (Pa) e, consequentemente, no encéfalo (PE). Portanto, a fração expirada é um marcador da pressão parcial alveolar, que é o compartimento que se correlaciona com o efeito clínico.
A pegadinha da questão está em confundir os compartimentos. O vaporizador é a fonte do anestésico, mas a fração expirada não mede a pressão no vaporizador. O tubo traqueal é apenas uma via de condução. O sangue arterial (Pa) é o que transporta o gás, mas a fração expirada mede o gás que está no alvéolo, não no sangue. O encéfalo é o local de ação, mas a fração expirada não mede diretamente a pressão no cérebro — ela mede a pressão alveolar, que é o que se correlaciona com o efeito. O alvéolo é o compartimento onde ocorre a troca gasosa e onde a pressão parcial do anestésico se equilibra com o sangue, sendo a medida mais direta e prática.
A fração expirada de um agente inalatório se refere à pressão parcial desse anestésico no alvéolo. O gás expirado, especialmente o último volume (gás alveolar), reflete a pressão parcial alveolar (PA) do anestésico. Essa é a medida que os analisadores de gases utilizam para monitorar a concentração do agente no local de troca gasosa, que se correlaciona com a pressão parcial no sangue arterial e, consequentemente, no encéfalo.
A fração expirada não se refere à pressão parcial no encéfalo. O encéfalo é o local de ação do anestésico, mas a pressão parcial cerebral (PE) não é medida diretamente pela fração expirada. A fração expirada reflete a pressão parcial alveolar (PA), que é um bom índice da pressão parcial cerebral, mas não é a medida no encéfalo em si. A banca tenta confundir o local de ação com o local de medida.
A fração expirada não se refere à pressão parcial no vaporizador. O vaporizador é o dispositivo que libera o anestésico na forma de vapor, mas a fração expirada é medida no gás que sai dos pulmões do paciente, não no vaporizador. A pressão no vaporizador é a pressão de vapor do anestésico, que é diferente da pressão parcial alveolar.
A fração expirada não se refere à pressão parcial no tubo traqueal. O tubo traqueal é apenas uma via de condução do gás, e a pressão parcial do anestésico no tubo traqueal é a pressão inspirada (FI), não a expirada. A fração expirada é medida após o gás passar pelos alvéolos e refletir a pressão alveolar.
A fração expirada não se refere à pressão parcial no sangue arterial. O sangue arterial (Pa) é o compartimento que transporta o anestésico, mas a fração expirada mede o gás no alvéolo, não no sangue. A pressão parcial arterial (Pa) é um reflexo da pressão alveolar (PA), mas a medida da fração expirada é feita no gás, não no sangue. A banca tenta confundir o compartimento gasoso com o compartimento sanguíneo.
A banca explora a confusão entre os compartimentos onde o anestésico está presente. O candidato pode pensar no encéfalo (local de ação) ou no sangue arterial (transporte), mas a fração expirada é uma medida do gás alveolar. Lembre-se: a fração expirada (FE) ≈ fração alveolar (FA) ≈ pressão parcial alveolar (PA), que é o que se correlaciona com o efeito clínico. Com treino, você identifica essa pegadinha de longe 💪
Gabarito: letra A
Link permanente: /questoes/vu092663