Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — VUNESP 2025
Medicina›Farmacologia e Anestesiologia
Código
vu092671
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Anestesiologia
Classicamente, no bloqueio do plano transverso da parede abdominal com o paciente em posição supina, a agulha deve avançar através de diversas estruturas, de modo que o anestésico seja depositado logo acima do músculo
Apiramidal.
Boblíquo interno.
Creto abdominal.
Doblíquo externo.
Etransverso abdominal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — transverso abdominal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Bloqueio do Plano Transverso Abdominal (TAP Block)
Gabarito: letra E. No bloqueio do plano transverso abdominal (TAP block) com o paciente em posição supina, a agulha avança através da pele, tecido subcutâneo, músculo oblíquo externo, oblíquo interno e, finalmente, o anestésico é depositado no plano fascial logo acima do músculo transverso abdominal — a camada muscular mais profunda da parede abdominal. A alternativa correta é a letra E.
O TAP block é uma técnica de anestesia regional que visa bloquear os nervos que suprem a parede abdominal anterior e lateral (ramos cutâneos dos nervos toracoabdominais T6-T12 e primeiros nervos lombares). O objetivo é depositar o anestésico local no plano fascial entre o músculo oblíquo interno e o transverso abdominal, onde se localiza o plexo nervoso. A parede abdominal é composta por três camadas musculares laterais (oblíquo externo, oblíquo interno e transverso abdominal) e um músculo anterior (reto abdominal). A agulha, ao avançar da pele em direção profunda, atravessa sequencialmente: pele, tecido subcutâneo, aponeurose do oblíquo externo, músculo oblíquo interno e, então, atinge o plano entre o oblíquo interno e o transverso abdominal. É nesse espaço que o anestésico deve ser injetado, ou seja, logo acima (superficial) ao músculo transverso abdominal. A compreensão da anatomia em camadas é essencial para a realização correta da técnica e para evitar complicações como punção peritoneal ou lesão de vísceras.
A banca explora a confusão entre as camadas musculares da parede abdominal. O candidato pode confundir a ordem de avanço da agulha ou o local exato de deposição do anestésico. É fundamental memorizar a sequência: pele → subcutâneo → oblíquo externo → oblíquo interno → plano fascial (acima do transverso) → transverso abdominal → fáscia transversalis → peritônio. O anestésico deve ser depositado no plano fascial, que é um espaço virtual entre o oblíquo interno e o transverso abdominal, e não dentro do músculo. Essa técnica pode ser guiada por ultrassom, o que permite visualizar as camadas e o correto depósito do anestésico.
Na prática, o TAP block é utilizado para analgesia pós-operatória em cirurgias abdominais (como apendicectomia, cesariana, herniorrafia), proporcionando alívio da dor na parede abdominal. A posição supina é a mais comum, mas a técnica também pode ser realizada em decúbito lateral. A agulha é inserida na linha axilar média, entre a crista ilíaca e o rebordo costal, e avança perpendicularmente à pele. Com o auxílio do ultrassom, identifica-se as camadas e a agulha é direcionada até o plano entre o oblíquo interno e o transverso abdominal, onde se injeta o anestésico. A sensação de "pop" ou a visualização da difusão do anestésico no plano fascial confirma a correta posição.
A pegadinha desta questão está em identificar qual músculo é o mais profundo entre as opções. O transverso abdominal é o mais interno das três camadas musculares laterais. O oblíquo interno é intermediário, o oblíquo externo é o mais superficial, e o reto abdominal é anterior (não lateral). O piramidal é um pequeno músculo anterior, abaixo do umbigo, que não faz parte da parede lateral. Portanto, o anestésico é depositado logo acima do transverso abdominal, que é a camada muscular mais profunda.
Guarde a sequência das camadas da parede abdominal e o local exato de deposição do anestésico no TAP block: é exatamente nessa anatomia que as alternativas se dividem.
1Pele
2Subcutâneo
3Oblíquo externo
4Oblíquo interno
5Plano fascial (depósito)
6Transverso abdominal
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
O músculo piramidal é um pequeno músculo triangular localizado na região anterior inferior do abdome, abaixo do umbigo, sobre o músculo reto abdominal. Ele não faz parte das camadas musculares laterais da parede abdominal e não é um ponto de referência para o TAP block. O anestésico não é depositado acima dele.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O músculo oblíquo interno é uma das camadas musculares laterais, localizado entre o oblíquo externo e o transverso abdominal. No TAP block, a agulha atravessa o oblíquo interno e o anestésico é depositado acima do transverso abdominal, ou seja, entre o oblíquo interno e o transverso. Portanto, o anestésico não é depositado acima do oblíquo interno, mas sim acima do transverso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O músculo reto abdominal é um músculo anterior, localizado na linha média, envolvido pela bainha do reto. O TAP block é realizado na parede lateral do abdome, na linha axilar média, e não envolve diretamente o reto abdominal. O anestésico não é depositado acima do reto abdominal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O músculo oblíquo externo é a camada muscular mais superficial da parede lateral do abdome. A agulha atravessa o oblíquo externo, mas o anestésico é depositado em um plano mais profundo, acima do transverso abdominal. Portanto, não é acima do oblíquo externo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O músculo transverso abdominal é a camada muscular mais profunda da parede lateral do abdome. No TAP block, o anestésico é depositado no plano fascial entre o oblíquo interno e o transverso abdominal, ou seja, logo acima do músculo transverso abdominal. Essa é a descrição clássica da técnica, e a alternativa E está correta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato oferecendo músculos que fazem parte da parede abdominal, mas que não são o local correto de deposição do anestésico. A pegadinha está em inverter a ordem das camadas: o oblíquo interno é superficial ao transverso, e o anestésico é depositado acima do transverso, não acima do oblíquo interno. Memorize a sequência: pele → oblíquo externo → oblíquo interno → plano fascial (acima do transverso) → transverso abdominal. Com treino, você identifica essa troca de camadas de longe 💪.