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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu092707
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Cirurgia Torácica
Em relação ao estadiamento do câncer de pulmão, com possível comprometimento linfonodal, é correto afirmar que os resultados da técnica empregando EBUS-TBNA quando comparados à mediastinoscopia (convencional ou vídeo) são:Dado: EBUS-TBNA-EndoBronchial UltraSound-guided TransBronchial Needle Aspiration (Biópsia por agulha guiada por ultrassom endobrônquico)
  1. Amelhores.
  2. Bpiores.
  3. Csemelhantes.
  4. Ddepende do tipo histológico do tumor.
  5. Edepende da realização de terapia neoadjuvante.
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GabaritoC — semelhantes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estadiamento do câncer de pulmão: EBUS-TBNA versus mediastinoscopia

Gabarito: letra C. A literatura médica demonstra que a EBUS-TBNA apresenta resultados semelhantes aos da mediastinoscopia (convencional ou vídeo) no estadiamento do câncer de pulmão com possível comprometimento linfonodal mediastinal. Essa equivalência é o que sustenta a utilização crescente da técnica endoscópica como alternativa menos invasiva à cirurgia.

A EBUS-TBNA (EndoBronchial UltraSound-guided TransBronchial Needle Aspiration) é uma técnica de estadiamento invasivo que combina a broncoscopia com um transdutor de ultrassom na ponta do aparelho, permitindo visualizar e aspirar linfonodos mediastinais e hilares. A mediastinoscopia, por sua vez, é o procedimento cirúrgico clássico para acessar o mediastino superior e amostrar linfonodos. A pergunta central é: qual técnica oferece melhor acurácia diagnóstica?

Estudos comparativos e metanálises robustas, incluindo o ensaio clínico randomizado ASTER (Assessment of Surgical Staging vs Endobronchial Ultrasound), demonstraram que a EBUS-TBNA tem sensibilidade e acurácia diagnóstica equivalentes à mediastinoscopia para o estadiamento mediastinal do câncer de pulmão. A principal vantagem da EBUS-TBNA é ser menos invasiva, podendo ser realizada em regime ambulatorial, com menor morbidade e custo, além de permitir a amostragem de linfonodos em estações que a mediastinoscopia convencional não alcança (como os linfonodos subcarinais posteriores e hilares). Por isso, as diretrizes atuais recomendam a EBUS-TBNA como método de escolha inicial para o estadiamento mediastinal, reservando a mediastinoscopia para casos em que a EBUS não é diagnóstica ou não está disponível.

A equivalência entre as técnicas não depende do tipo histológico do tumor (adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas, etc.) nem da realização de terapia neoadjuvante. Embora a histologia possa influenciar a probabilidade pré-teste de envolvimento linfonodal, a acurácia da EBUS-TBNA em detectar metástases linfonodais é consistente entre os diferentes tipos de câncer de pulmão. Da mesma forma, a realização de quimioterapia ou radioterapia neoadjuvante pode alterar a arquitetura linfonodal (fibrose, necrose), mas os estudos não demonstram superioridade de uma técnica sobre a outra nesse cenário específico.

A pegadinha desta questão está em considerar que a EBUS-TBNA, por ser mais moderna e menos invasiva, seria superior, ou que a mediastinoscopia, por ser o padrão-ouro histórico, seria melhor. A banca explora exatamente essa intuição, mas a evidência científica mostra que os resultados são semelhantes, tornando a EBUS-TBNA a opção preferencial na prática clínica atual.

1Resultado
Semelhantes (gabarito)
2Vantagens da EBUS
Menos invasiva
Ambulatorial
Menor morbidade e custo
Acessa estações que a mediastino não alcança
3Não depende
Tipo histológico
Terapia neoadjuvante
EBUS-TBNA vs Mediastinoscopia
LEVELsoulevel.com.br
EBUS-TBNA vs Mediastinoscopia: Resultado (Semelhantes (gabarito)); Vantagens da EBUS (Menos invasiva, Ambulatorial, Menor morbidade e custo, Acessa estações que a mediastino não alcança); Não depende (Tipo histológico, Terapia neoadjuvante)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os resultados da EBUS-TBNA são melhores que os da mediastinoscopia. Embora a EBUS-TBNA tenha vantagens em termos de invasividade, custo e acesso a determinadas estações linfonodais, a acurácia diagnóstica é equivalente, não superior. A literatura não demonstra superioridade da EBUS-TBNA sobre a mediastinoscopia em termos de sensibilidade ou especificidade para o estadiamento mediastinal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que os resultados da EBUS-TBNA são piores que os da mediastinoscopia. Essa afirmação contraria a evidência atual. A mediastinoscopia foi historicamente considerada o padrão-ouro, mas estudos comparativos, como o ASTER, mostraram que a EBUS-TBNA tem acurácia equivalente, não inferior. A ideia de que a técnica endoscópica seria pior é um equívoco que a banca explora.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que os resultados são semelhantes. Esta é a alternativa correta. A EBUS-TBNA e a mediastinoscopia apresentam acurácia diagnóstica equivalente no estadiamento do câncer de pulmão com possível comprometimento linfonodal. Essa equivalência é a base para a recomendação da EBUS-TBNA como método inicial de estadiamento mediastinal, por ser menos invasiva e igualmente eficaz.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que os resultados dependem do tipo histológico do tumor. A acurácia da EBUS-TBNA é consistente entre os diferentes tipos histológicos de câncer de pulmão (não pequenas células, pequenas células, etc.). Embora a histologia possa influenciar a probabilidade pré-teste de envolvimento linfonodal, não há evidência de que a técnica tenha desempenho diferente conforme o tipo histológico. A equivalência com a mediastinoscopia se mantém independentemente da histologia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que os resultados dependem da realização de terapia neoadjuvante. A terapia neoadjuvante (quimioterapia ou radioterapia) pode alterar a morfologia dos linfonodos (fibrose, necrose), mas os estudos não demonstram que isso afete de forma diferencial a acurácia da EBUS-TBNA em comparação com a mediastinoscopia. A equivalência entre as técnicas é mantida, e a escolha do método não é determinada pela realização de neoadjuvância.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a intuição de que a técnica mais moderna (EBUS-TBNA) seria superior, ou que o padrão-ouro histórico (mediastinoscopia) seria melhor. A evidência mostra equivalência — e é essa a resposta. Fique atento: quando a questão compara duas técnicas consagradas, a resposta costuma ser "semelhantes", a menos que haja evidência clara de superioridade de uma delas.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de estadiamento do câncer de pulmão, lembre-se: a EBUS-TBNA é a técnica de escolha inicial para amostragem mediastinal, com acurácia equivalente à mediastinoscopia, porém menos invasiva. A mediastinoscopia fica reservada para casos de EBUS não diagnóstica ou indisponível. Essa hierarquia é cobrada com frequência em provas de oncologia e cirurgia torácica.

Gabarito: letra C

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