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Questão de Medicina — Angiologia — VUNESP 2025

MedicinaAngiologia
Código
vu092744
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Cirurgia Vascular
Em relação aos linfedemas, assinale a alternativa correta.
  1. AA causa mais comum de linfedemas secundários é a neoplasia maligna.
  2. BLinfedemas congênitos surgem até os 5 anos de vida.
  3. CLinfedemas tardios acometem pacientes após os 60 anos de idade.
  4. DOs sinais do estágio III são edema depressível e pouca fibrose tecidual.
  5. EA terapia padrão de linfedema primário inclui o uso de diuréticos.
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GabaritoA — A causa mais comum de linfedemas secundários é a neoplasia maligna.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Linfedema: conceitos, classificação e tratamento

Gabarito: letra A. A causa mais comum de linfedema secundário é a neoplasia maligna, que obstrui ou comprime os vasos linfáticos, superando causas como infecções e iatrogenias. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre a classificação etária, os estágios clínicos e o tratamento da doença.

O linfedema é uma doença crônica e progressiva caracterizada pelo acúmulo de líquido rico em proteínas no interstício, decorrente de uma falência do sistema linfático em drenar a linfa. Essa falência pode ser primária, quando há uma alteração congênita ou genética dos vasos linfáticos, ou secundária, quando o sistema linfático é lesado por um fator externo. A distinção entre essas duas categorias é fundamental para o raciocínio clínico e para a escolha terapêutica.

Nos linfedemas secundários, a causa mais frequente é a neoplasia maligna. Isso ocorre porque o tumor pode invadir diretamente os vasos linfáticos, comprimi-los externamente ou metastatizar para os linfonodos regionais, obstruindo o fluxo da linfa. Essa obstrução leva ao acúmulo de líquido a montante, clinicamente manifestado como edema no membro afetado. Outras causas comuns incluem a filariose (em áreas endêmicas), a cirurgia com linfadenectomia (como no tratamento do câncer de mama), a radioterapia e os traumatismos. A compreensão dessa epidemiologia é essencial, pois direciona a investigação diagnóstica e o manejo do paciente.

A classificação dos linfedemas também é um ponto de confusão frequente. Os linfedemas primários são subdivididos em congênitos, quando se manifestam ao nascimento ou até os 2 anos de idade; praecox, quando surgem na puberdade ou até os 35 anos; e tardios, quando aparecem após os 35 anos. Já os linfedemas secundários podem ocorrer em qualquer idade, dependendo do fator causal. A banca explora exatamente essa fronteira etária, trocando as idades de cada subtipo.

O estadiamento clínico do linfedema é outra ferramenta importante. No estágio I, o edema é depressível e melhora com a elevação do membro, sem fibrose tecidual significativa. No estágio II, o edema não é mais depressível e há presença de fibrose. No estágio III, também chamado de elefantíase, há fibrose intensa, alterações cutâneas e deformidade do membro. A alternativa que descreve o estágio III como edema depressível e pouca fibrose está claramente invertida, pois essas são características do estágio inicial.

O tratamento do linfedema é multimodal e baseia-se na Terapia Física Complexa (TFC), que inclui drenagem linfática manual, uso de contenção elástica (enfaixamento ou meias de compressão), cuidados com a pele e exercícios específicos. O uso de diuréticos não é recomendado como terapia padrão, pois o linfedema é um problema de drenagem, não de sobrecarga de volume, e os diuréticos podem até piorar o quadro ao aumentar a concentração de proteínas no interstício. A alternativa que sugere diuréticos como terapia padrão está incorreta.

Guarde a fronteira entre a classificação etária, os estágios clínicos e a terapia padrão: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

Critério

Linfedema Primário

Linfedema Secundário

Causa

Alteração congênita/genética dos vasos linfáticos

Fator externo (neoplasia, filariose, cirurgia, radioterapia, trauma)

Causa mais comum

—

Neoplasia maligna

Faixa etária de início

Congênito (0–2 anos); praecox (puberdade–35 anos); tardio (>35 anos)

Qualquer idade, dependendo do fator causal

Tratamento padrão

Terapia Física Complexa (TFC)

Terapia Física Complexa (TFC)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A neoplasia maligna é, de fato, a causa mais comum de linfedema secundário. O tumor pode obstruir os vasos linfáticos por invasão direta, compressão extrínseca ou metástase linfonodal, comprometendo a drenagem da linfa. Essa é uma informação amplamente aceita na literatura médica e na prática clínica, sendo um dos pilares do raciocínio diagnóstico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O linfedema congênito surge ao nascimento ou até os 2 anos de vida, não até os 5 anos. A banca troca a faixa etária do subtipo congênito, que é o mais precoce. O linfedema praecox, por sua vez, manifesta-se na puberdade ou até os 35 anos, e o tardio, após os 35 anos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O linfedema tardio acomete pacientes após os 35 anos de idade, não após os 60 anos. A banca desloca a idade de início do subtipo tardio, confundindo-o com uma condição geriátrica. O linfedema tardio é um subtipo de linfedema primário, não uma consequência do envelhecimento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os sinais do estágio III são edema não depressível, fibrose tecidual intensa e alterações cutâneas, como hiperqueratose e papilomatose. A alternativa inverte as características do estágio I, que apresenta edema depressível e pouca fibrose. No estágio III, o membro é endurecido e deformado, configurando a elefantíase.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A terapia padrão do linfedema primário é a Terapia Física Complexa (TFC), que inclui drenagem linfática manual, contenção elástica, cuidados com a pele e exercícios. O uso de diuréticos não é recomendado, pois o linfedema é uma falência do sistema linfático, não um edema por sobrecarga de volume. Diuréticos podem até agravar o quadro ao concentrar as proteínas no interstício.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as faixas etárias dos subtipos de linfedema primário e as características dos estágios clínicos. No estágio I, o edema é depressível e sem fibrose; no estágio III, é não depressível e com fibrose intensa. Memorize essas fronteiras e você elimina as alternativas B, C e D de imediato. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental com os subtipos de linfedema primário (congênito: 0–2 anos; praecox: puberdade–35 anos; tardio: >35 anos) e os estágios (I: depressível, sem fibrose; II: não depressível, com fibrose; III: elefantíase). Na prova, qualquer desvio desses números é distrator.

Gabarito: letra A

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