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Questão de Medicina — Oncologia — VUNESP 2025

MedicinaOncologia
Código
vu092768
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Homem de 49 anos, fototipo II, sem comorbidades, com histórico de exposição solar recreacional, conta com lesão cutânea malar, pigmentada, com bordas irregulares, ulceração central, 2,1 cm no maior diâmetro, e surgimento há cerca de 6 meses. Foi submetido a uma biopsia excisional com diagnóstico de melanoma invasivo, com 1,8 mm de espessura e identificação de figuras de mitose > 1/mm² . A tomografia computadorizada de face e pescoço não demonstra lesões linfonodais suspeitas para acometimento metastático.Considerando o exposto, assinale a alternativa correta.
  1. AÀ suspeita de um melanoma em território de cabeça e pescoço, o paciente deveria ter sido submetido a uma dermatoscopia para diagnóstico e definição de conduta definitiva, uma vez que a biopsia excisional poderá comprometer seu prognóstico.
  2. BComplementar o tratamento com ampliação de margem radial de 3 mm e realizar parotidectomia superficial.
  3. CComplementar o tratamento com margem radial de 20 mm e realizar a pesquisa e biopsia de linfonodo sentinela.
  4. DComplementar o tratamento com margem radial de 10 mm, realizar parotidectomia parcial e esvaziamento supra-omohioideo ipsilateral.
  5. ERealizar ressecção da cicatriz com margem de 10 mm e realizar a pesquisa e biopsia de linfonodo sentinela.
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GabaritoE — Realizar ressecção da cicatriz com margem de 10 mm e realizar a pesquisa e biopsia de linfonodo sentinela.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Melanoma cutâneo: margens cirúrgicas e linfonodo sentinela

Gabarito: letra E. Para melanoma invasivo com 1,8 mm de espessura (T2a), a conduta é ampliar a margem cirúrgica para 10 mm e realizar a pesquisa do linfonodo sentinela, conforme as diretrizes de tratamento do melanoma (NCCN e literatura médica). As demais alternativas erram na margem, no procedimento linfonodal ou na sequência diagnóstica.

O melanoma é uma neoplasia maligna derivada dos melanócitos, células produtoras de pigmento. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia excisional, que permite avaliar a espessura de Breslow — o fator prognóstico mais importante. A espessura de 1,8 mm classifica o tumor como T2a (entre 1,01 e 2,0 mm, sem ulceração), o que o coloca na faixa de espessura intermediária (1 a 4 mm). Para esses tumores, a recomendação é clara: margem cirúrgica de 1 a 2 cm (sendo 1 cm aceitável para lesões de 1 a 2 mm) e pesquisa de linfonodo sentinela, pois o risco de micrometástases linfonodais é significativo.

A margem cirúrgica é definida pela espessura de Breslow, não pelo tamanho clínico da lesão. Para melanomas in situ, margem de 5 mm; para espessura até 1 mm, margem de 1 cm; para 1,01 a 2 mm, margem de 1 a 2 cm; para 2,01 a 4 mm, margem de 2 cm; e para > 4 mm, margem de 2 cm. No caso apresentado, com 1,8 mm, a margem de 10 mm (1 cm) é adequada. A pesquisa do linfonodo sentinela é indicada para todos os pacientes com melanoma de espessura intermediária (1 a 4 mm), como é o caso.

A biópsia excisional é o padrão-ouro diagnóstico e não compromete o prognóstico; pelo contrário, é o procedimento correto. A dermatoscopia é um exame complementar que auxilia na suspeição clínica, mas não substitui a biópsia para diagnóstico definitivo. A parotidectomia e o esvaziamento cervical são procedimentos para doença linfonodal clinicamente evidente, o que não é o caso (TC sem linfonodos suspeitos).

A pegadinha da banca está em confundir a margem cirúrgica (que depende da espessura de Breslow) com o tamanho clínico da lesão, e em propor procedimentos linfonodais agressivos (parotidectomia, esvaziamento) que só se aplicam quando há metástase linfonodal comprovada. A alternativa correta combina a margem adequada (10 mm) com a pesquisa do linfonodo sentinela, que é o padrão para melanomas de espessura intermediária.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A dermatoscopia é um exame complementar que aumenta a acurácia diagnóstica, mas não define conduta definitiva. A biópsia excisional é o padrão-ouro e não compromete o prognóstico; pelo contrário, é essencial para o diagnóstico e estadiamento. A alternativa inverte o papel dos métodos diagnósticos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A margem de 3 mm é insuficiente para melanoma invasivo de 1,8 mm (o mínimo seria 1 cm). A parotidectomia superficial é um procedimento para doença linfonodal metastática na parótida, não indicada sem evidência de acometimento. A conduta é desproporcional e subtrata o tumor primário.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A margem de 20 mm (2 cm) é excessiva para um melanoma de 1,8 mm, cuja margem recomendada é de 1 a 2 cm (sendo 1 cm suficiente). Embora a pesquisa do linfonodo sentinela esteja correta, a margem de 2 cm não é a mais adequada para essa espessura, tornando a alternativa incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A margem de 10 mm está correta, mas a parotidectomia parcial e o esvaziamento supra-omohioideo ipsilateral são procedimentos para doença linfonodal clinicamente evidente, o que não é o caso (TC sem linfonodos suspeitos). A pesquisa do linfonodo sentinela é o procedimento indicado, não o esvaziamento cervical.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Para melanoma de 1,8 mm (T2a), a margem cirúrgica recomendada é de 1 cm (10 mm), e a pesquisa do linfonodo sentinela é indicada para todos os pacientes com melanoma de espessura intermediária (1 a 4 mm). A alternativa combina corretamente a margem adequada com o procedimento linfonodal apropriado.

Gabarito: letra E

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