Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
vu092842
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Endocrinologia e Metabologia
Mulher de 70 anos, aposentada, relata fratura na vigência de tratamento com risedronato (150 mg ao mês). A densitometria óssea indica T-score igual a –3,5 DP na coluna e igual a –3,0 DP no fêmur.Qual a conduta terapêutica adequada a esse caso?
  1. ARomosozumabe, que é um anticorpo antiosteocalcina e exerce ação osteoformadora e antirreabsortiva.
  2. BRomosozumabe durante dois anos; após esse período, deve-se iniciar o uso de bifosfonato oral ou injetável.
  3. CTeriparatida por três anos; após esse período, deve-se iniciar o uso de antirreabsortivo oral ou injetável.
  4. DDenosumabe associado ao ácido zoledrônico durante seis anos.
  5. ERomosozumabe durante um ano, seguido por denosumabe ou outro antirreabsortivo oral ou injetável.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Romosozumabe durante um ano, seguido por denosumabe ou outro antirreabsortivo oral ou injetável.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose: tratamento sequencial com romosozumabe

Gabarito: letra E. A paciente apresenta osteoporose grave (T-score ≤ –3,5 DP) e fratura por fragilidade em vigência de tratamento com bisfosfonato oral (risedronato), configurando falha terapêutica. Nesse cenário, a conduta adequada é o romosozumabe por 12 meses, seguido de antirreabsortivo (denosumabe ou bisfosfonato oral/injetável) — sequência que preserva o ganho de massa óssea obtido pelo anabólico. A alternativa E reproduz exatamente essa recomendação.

O romosozumabe é um anticorpo monoclonal que inibe a esclerostina, proteína que inibe a formação óssea. Ao bloqueá-la, o fármaco exerce dupla ação: estimula a formação óssea e, simultaneamente, inibe a reabsorção. É indicado para mulheres na pós-menopausa com osteoporose grave e alto risco de fratura, especialmente aquelas que falharam ao tratamento inicial com bisfosfonatos. O esquema aprovado é de 210 mg por via subcutânea, uma vez ao mês, por 12 meses. Após esse período, o tratamento deve ser continuado com um antirreabsortivo (denosumabe, bisfosfonato oral ou injetável) para consolidar e manter o ganho de densidade mineral óssea alcançado. Essa sequência é fundamental: o efeito anabólico do romosozumabe é transitório e, sem a manutenção antirreabsortiva, o osso recém-formado pode ser perdido.

A paciente do caso tem 70 anos, fratura em uso de risedronato e T-score de –3,5 na coluna e –3,0 no fêmur. Esses dados a enquadram como portadora de osteoporose grave com falha terapêutica, critério de indicação do romosozumabe. A alternativa E é a única que combina corretamente o fármaco, a duração do tratamento (1 ano) e a necessidade de sequência com antirreabsortivo.

A banca explora a confusão entre os agentes anabólicos (teriparatida, abaloparatida) e o romosozumabe, bem como entre as durações de tratamento e os esquemas de sequência. É essencial memorizar as características de cada classe e os protocolos de transição.

  1. 1Romosozumabe (12 meses)
  2. 2Antirreabsortivo (denosumabe ou bisfosfonato)
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O romosozumabe não é um anticorpo antiosteocalcina. Ele é um anticorpo monoclonal anti-esclerostina. A osteocalcina é uma proteína não colágena do osso, marcadora de formação óssea, mas não é o alvo do fármaco. Além disso, a alternativa omite a duração do tratamento e a necessidade de sequência com antirreabsortivo, elementos essenciais da conduta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O romosozumabe deve ser usado por 12 meses (1 ano), não por dois anos. Após esse período, a recomendação é iniciar um antirreabsortivo (denosumabe ou bisfosfonato), e não outro ciclo de romosozumabe. A alternativa erra tanto na duração quanto na sequência.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A teriparatida é um agente anabólico (PTH 1-34) indicado para osteoporose grave, mas não é a primeira escolha neste caso. A paciente tem falha terapêutica com bisfosfonato oral, e o romosozumabe é o agente de dupla ação que oferece ganho mais rápido de densidade óssea e redução de fraturas, sendo preferido em cenários de alto risco. Além disso, a duração da teriparatida é de até 2 anos, não 3, e a sequência com antirreabsortivo é recomendada, mas a alternativa não reflete a conduta mais adequada para o caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A associação de denosumabe com ácido zoledrônico não é recomendada na prática clínica. Ambos são potentes antirreabsortivos, e a combinação não oferece benefício adicional e aumenta o risco de efeitos adversos, como hipocalcemia e osteonecrose de mandíbula. A conduta correta seria o uso sequencial, não concomitante, e com um agente anabólico inicial.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve exatamente o protocolo recomendado: romosozumabe por 12 meses (1 ano), seguido de denosumabe ou outro antirreabsortivo oral ou injetável. A paciente, com osteoporose grave e falha terapêutica, é candidata ideal a essa sequência, que maximiza o ganho de massa óssea e o mantém com o antirreabsortivo.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de tratamento da osteoporose, memorize o esquema de cada fármaco:

Fármaco

Classe

Dose

Duração

Sequência

Romosozumabe

Dupla ação (anabólico + antirreabsortivo)

210 mg SC/mês

12 meses

Antirreabsortivo (denosumabe ou bisfosfonato)

Teriparatida

Anabólico (PTH 1-34)

20 µg SC/dia

Até 24 meses

Antirreabsortivo

Denosumabe

Antirreabsortivo (anti-RANKL)

60 mg SC/6 meses

Contínuo

—

Bisfosfonatos

Antirreabsortivo

VO ou IV

3-5 anos (oral) / 3 anos (IV)

—

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/vu092842