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Questão de Medicina — Endocrinologia — VUNESP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
vu092849
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Endocrinologia e Metabologia
Qual a melhor estatina a ser indicada para pacientes de muito alto risco cardiovascular em uso de medicamentos que interferem no CYP3A4?
  1. ASinvastatina.
  2. BRosuvastatina.
  3. CLovastatina.
  4. DAtorvastatina.
  5. EPravastatina.
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GabaritoB — Rosuvastatina.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estatinas e interações medicamentosas: escolha em pacientes de muito alto risco cardiovascular

Gabarito: letra B. Para pacientes de muito alto risco cardiovascular em uso de medicamentos que interferem no CYP3A4, a rosuvastatina é a melhor escolha entre as opções, pois, diferentemente da sinvastatina, lovastatina e atorvastatina, ela não é metabolizada de forma significativa por essa via do citocromo P450, reduzindo o risco de interações medicamentosas e de miotoxicidade. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 recomenda optar por estatinas com vias metabólicas diferentes (pravastatina, rosuvastatina e fluvastatina) quando a interação for inevitável.

O citocromo P450 é uma família de enzimas responsável pelo metabolismo de diversos fármacos, e a isoenzima CYP3A4 é a mais importante, metabolizando cerca de 50% dos medicamentos. Quando um fármaco inibe ou induz essa enzima, ele pode alterar a concentração plasmática de outros medicamentos que também são metabolizados por ela, aumentando o risco de toxicidade ou reduzindo a eficácia. No caso das estatinas, a sinvastatina, a lovastatina e a atorvastatina são metabolizadas pelo CYP3A4, enquanto a pravastatina, a rosuvastatina e a fluvastatina utilizam outras vias metabólicas, como o CYP2C9 ou a glucuronidação, o que as torna menos suscetíveis a interações por essa via.

A escolha da estatina em pacientes de muito alto risco cardiovascular deve considerar não apenas a potência de redução do LDL-c, mas também o perfil de interações medicamentosas. A rosuvastatina é uma estatina de alta intensidade, capaz de reduzir o LDL-c em mais de 50% nas doses de 20 a 40 mg/dia, sendo uma opção adequada para atingir a meta de LDL-c < 50 mg/dL nesses pacientes. Além disso, por não ser metabolizada pelo CYP3A4, ela pode ser usada com mais segurança em pacientes que utilizam medicamentos que interferem nessa via, como antifúngicos azólicos, macrolídeos, inibidores de protease e alguns imunossupressores.

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 traz uma tabela de interações medicamentosas das estatinas, na qual recomenda, para pacientes em uso de medicamentos que inibem o CYP3A4, optar por estatinas com vias metabólicas diferentes, como pravastatina, rosuvastatina e fluvastatina. A tabela também destaca que, com antifúngicos azólicos, a sinvastatina e a lovastatina são contraindicadas, e a atorvastatina deve ser usada com cautela, enquanto a rosuvastatina pode ser usada com monitoramento. Da mesma forma, com inibidores de protease, a sinvastatina e a lovastatina devem ser evitadas, e a atorvastatina é desaconselhada com IPs potentes, enquanto a rosuvastatina pode ser usada com cautela.

A pegadinha desta questão está em considerar que todas as estatinas de alta intensidade são metabolizadas pelo CYP3A4. A atorvastatina, embora seja uma estatina de alta intensidade, é metabolizada por essa via, o que a torna uma opção menos segura em pacientes que usam medicamentos que interferem no CYP3A4. A rosuvastatina, por outro lado, é uma estatina de alta intensidade que não é metabolizada pelo CYP3A4, sendo a escolha mais adequada nesse cenário. A pravastatina também não é metabolizada pelo CYP3A4, mas é uma estatina de intensidade moderada, menos potente que a rosuvastatina, o que pode não ser suficiente para atingir a meta de LDL-c < 50 mg/dL em pacientes de muito alto risco.

Guarde a distinção entre as estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 (sinvastatina, lovastatina, atorvastatina) e as que não são (pravastatina, rosuvastatina, fluvastatina): é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Estatinas
  • 1Metabolizadas pelo CYP3A4
    • Sinvastatina
    • Lovastatina
    • Atorvastatina
    • Risco de interação e miopatia
  • 2Não metabolizadas pelo CYP3A4
    • Pravastatina
    • Rosuvastatina
    • Fluvastatina
    • Menos interações
  • 3Intensidade
    • Alta (redução ≥ 50% do LDL)
      • Atorvastatina
      • Rosuvastatina
    • Moderada
      • Pravastatina
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sinvastatina é metabolizada pelo CYP3A4, portanto, em pacientes que usam medicamentos que interferem nessa via, há risco aumentado de miopatia e rabdomiólise. A Diretriz de 2025 recomenda evitar a sinvastatina com inibidores potentes do CYP3A4, como antifúngicos azólicos e inibidores de protease.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A rosuvastatina é uma estatina de alta intensidade que não é metabolizada pelo CYP3A4, sendo uma opção segura e eficaz para pacientes de muito alto risco cardiovascular em uso de medicamentos que interferem nessa via. A Diretriz de 2025 a lista entre as estatinas com vias metabólicas diferentes, recomendadas quando a interação é inevitável.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A lovastatina é metabolizada pelo CYP3A4, assim como a sinvastatina, e seu uso com inibidores dessa via é contraindicado ou requer redução de dose, devido ao risco elevado de miopatia. A Diretriz de 2025 recomenda evitar a lovastatina com inibidores potentes do CYP3A4.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A atorvastatina, embora seja uma estatina de alta intensidade, é metabolizada pelo CYP3A4. Com inibidores potentes dessa via, como alguns antifúngicos e inibidores de protease, seu uso é desaconselhado ou requer monitoramento rigoroso, o que a torna uma opção menos segura que a rosuvastatina nesse cenário.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A pravastatina não é metabolizada pelo CYP3A4, sendo uma opção segura quanto a interações, mas é uma estatina de intensidade moderada, com menor potência de redução do LDL-c. Para pacientes de muito alto risco cardiovascular, que necessitam de redução ≥ 50% do LDL-c, a rosuvastatina é mais adequada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre potência da estatina e via metabólica. A atorvastatina é de alta intensidade, mas é metabolizada pelo CYP3A4; a rosuvastatina também é de alta intensidade, mas não é metabolizada por essa via. O candidato que pensa apenas na potência pode marcar a letra D, esquecendo da interação medicamentosa.

PEGA ESSA DICA!

Memorize as estatinas por via metabólica: metabolizadas pelo CYP3A4 (sinvastatina, lovastatina, atorvastatina) e não metabolizadas (pravastatina, rosuvastatina, fluvastatina). Em questões de interação medicamentosa, a resposta quase sempre será uma das que não usam o CYP3A4.

Gabarito: letra B

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