Em relação à coleta e preparação de hemocomponentes, é correto afirmar:
Aaté a produção de Concentrado de Hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC), e concentrado de plaquetas as bolsas de sangue total, serão acondicionadas o mais brevemente possível, após a coleta entre 4+/-2ºC.
Bindependentemente da endemicidade da área, será considerado apto o candidato que teve infecção por Plasmodium malariae (Febre Quartã),12 meses após o tratamento e comprovação de cura.
Co sangue total coletado em solução CPDA-1 terá validade de 42 (quarenta e dois) dias, contados a partir da coleta e de 21 (vinte e um) dias quando coletado em ACD, CPD e CP2D, sempre devendo ser armazenado a 4 ± 2 ºC.
Dos concentrados de plaquetas irradiados podem ser utilizados como alternativa para a redução da transmissão de citomegalovírus (CMV) em substituição a componentes soronegativos para CMV.
Eo concentrado de hemácias irradiado deve, preferencialmente, ser produzido até 14 (quatorze) dias após a coleta e, obrigatoriamente, armazenado até, no máximo, 28 (vinte oito) dias após a irradiação observando a data de validade original do componente.
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GabaritoE — o concentrado de hemácias irradiado deve, preferencialmente, ser produzido até 14 (quatorze) dias após a coleta e, obrigatoriamente, armazenado até, no máximo, 28 (vinte oito) dias após a irradiação observando a data de validade original do componente.
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Coleta e preparação de hemocomponentes: irradiação e validade
Gabarito: letra E. O concentrado de hemácias irradiado deve, preferencialmente, ser produzido até 14 dias após a coleta e, obrigatoriamente, armazenado até, no máximo, 28 dias após a irradiação, respeitando a validade original do componente — exatamente o que afirma a alternativa E. As demais alternativas contêm erros técnicos em relação à temperatura de acondicionamento, ao prazo de validade do sangue total e à aptidão de candidatos com histórico de malária.
A hemoterapia moderna se baseia na separação do sangue total em componentes específicos — concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC), concentrado de plaquetas e crioprecipitado — cada um com indicações, condições de armazenamento e prazos de validade próprios. O sangue total coletado em solução CPDA-1 tem validade de 35 dias, e não 42, quando armazenado a 4 ± 2 °C; já as soluções ACD, CPD e CP2D conferem validade de 21 dias. A temperatura de acondicionamento das bolsas após a coleta, antes da centrifugação para produção de hemocomponentes, deve ser entre 20 e 24 °C (temperatura ambiente controlada), e não entre 4 ± 2 °C, pois a refrigeração imediata prejudica a viabilidade plaquetária e a qualidade do plasma.
A irradiação de hemocomponentes é uma técnica utilizada para inativar linfócitos T do doador, prevenindo a doença do enxerto contra hospedeiro associada à transfusão (DECH-TA). O concentrado de hemácias irradiado deve ser produzido preferencialmente até 14 dias após a coleta, pois a irradiação acelera a lesão de armazenamento das hemácias, reduzindo sua sobrevida pós-transfusional. Após a irradiação, o componente deve ser armazenado por, no máximo, 28 dias, sempre respeitando a data de validade original — ou seja, o prazo de 28 dias pós-irradiação não pode ultrapassar a validade original do CH. Essa regra é fundamental para garantir a qualidade e a segurança do componente transfundido.
A alternativa D aborda a redução da transmissão de citomegalovírus (CMV). A irradiação NÃO é uma alternativa à seleção de componentes soronegativos para CMV, pois a radiação ionizante inativa linfócitos, mas não elimina o vírus presente no plasma ou nas células. A estratégia para reduzir a transmissão de CMV é o uso de componentes leucorreduzidos (filtrados) ou soronegativos para CMV, especialmente em pacientes imunocomprometidos, como receptores de transplante de medula óssea.
A alternativa B trata da aptidão de candidatos com histórico de malária. A regra geral é que candidatos com infecção por Plasmodium spp. são considerados inaptos temporariamente, com prazos que variam conforme a espécie e a endemicidade da área. Para Plasmodium malariae (febre quartã), o prazo de inaptidão é de 3 anos após o tratamento e comprovação de cura, e não 12 meses. A banca explora a confusão entre os prazos de inaptidão para diferentes espécies de Plasmodium e a endemicidade da área.
A alternativa C contém dois erros: o prazo de validade do sangue total em CPDA-1 é de 35 dias, e não 42, e a temperatura de armazenamento do sangue total é de 4 ± 2 °C, mas a alternativa afirma que o sangue total coletado em ACD, CPD e CP2D tem validade de 21 dias, o que está correto, porém o prazo de 42 dias para CPDA-1 está incorreto. A banca troca o prazo de validade do CH (que pode ser de 42 dias em soluções aditivas) pelo do sangue total em CPDA-1.
A alternativa A afirma que as bolsas de sangue total serão acondicionadas a 4 ± 2 °C após a coleta, até a produção de hemocomponentes. Isso está incorreto, pois a refrigeração imediata prejudica a viabilidade plaquetária e a qualidade do plasma. O sangue total deve ser mantido em temperatura ambiente controlada (20-24 °C) até o processamento, que deve ocorrer em até 8 horas para produção de PFC e em até 24 horas para produção de CH.
Hemocomponente
Prazo de validade
Condição de armazenamento
Sangue total (CPDA-1)
35 dias
4 ± 2 °C
Sangue total (ACD, CPD, CP2D)
21 dias
4 ± 2 °C
Concentrado de hemácias (solução aditiva)
42 dias
4 ± 2 °C
Concentrado de hemácias irradiado
Produzir até 14 dias pós-coleta; armazenar até 28 dias pós-irradiação (respeitando validade original)
4 ± 2 °C
Plasma fresco congelado (PFC)
1 ano
-18 °C ou menos
Irradiação de hemocomponentes: Concentrado de hemácias (Produzir até 14 dias pós-coleta, Armazenar até 28 dias pós-irradiação, Respeitar validade original); Previne DECH-TA (Inativa linfócitos T); Não previne CMV (Usar leucorreduzidos, Ou soronegativos)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está na temperatura de acondicionamento: as bolsas de sangue total, após a coleta e até a produção dos hemocomponentes, devem ser mantidas em temperatura ambiente controlada (20–24 °C), e não a 4 ± 2 °C. A refrigeração imediata compromete a viabilidade plaquetária (lesão de estocagem plaquetária) e a qualidade do plasma fresco congelado, que precisa ser processado em até 8 horas. A temperatura de 4 ± 2 °C é a de armazenamento do sangue total e do CH após o processamento, não a de acondicionamento pré-processamento.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O prazo de inaptidão para candidatos com infecção por Plasmodium malariae (febre quartã) é de 3 anos após o tratamento e comprovação de cura, e não 12 meses. A banca troca o prazo de inaptidão para malária por Plasmodium vivax ou falciparum (que é de 12 meses em áreas não endêmicas) pelo da espécie malariae. Além disso, a endemicidade da área influencia os critérios de aptidão, mas o prazo de 12 meses não se aplica à espécie malariae.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O sangue total coletado em solução CPDA-1 tem validade de 35 dias, e não 42, quando armazenado a 4 ± 2 °C. O prazo de 42 dias é válido para o concentrado de hemácias em soluções aditivas (como SAG-M), não para o sangue total em CPDA-1. A alternativa acerta ao afirmar que o sangue total em ACD, CPD e CP2D tem validade de 21 dias, mas erra ao atribuir 42 dias ao CPDA-1. A banca explora a confusão entre a validade do sangue total e a do CH.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A irradiação de concentrados de plaquetas NÃO é alternativa à seleção de componentes soronegativos para CMV. A irradiação inativa linfócitos T, prevenindo a DECH-TA, mas não elimina o citomegalovírus, que pode estar presente no plasma ou em células infectadas. A redução da transmissão de CMV é feita por leucorredução (filtração) ou pelo uso de componentes soronegativos para CMV, especialmente em pacientes imunocomprometidos. A banca troca o mecanismo de ação da irradiação (inativação linfocitária) pela redução de transmissão viral.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta e reflete a regra vigente para irradiação de concentrado de hemácias: o CH irradiado deve ser produzido preferencialmente até 14 dias após a coleta, pois a irradiação acelera a lesão de armazenamento, e deve ser armazenado por, no máximo, 28 dias após a irradiação, sempre respeitando a data de validade original do componente. Isso significa que, se o CH foi coletado há 20 dias e irradiado, ele pode ser armazenado por até 28 dias após a irradiação, desde que não ultrapasse a validade original (35 dias em CPDA-1). A regra garante a qualidade do componente e a segurança do paciente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os prazos de validade do sangue total e do concentrado de hemácias, e entre a temperatura de acondicionamento pré-processamento e a de armazenamento pós-processamento. Na alternativa C, o prazo de 42 dias é do CH em solução aditiva, não do sangue total em CPDA-1 (35 dias). Na alternativa A, a temperatura de 4 ± 2 °C é a de armazenamento, não a de acondicionamento pré-processamento (20–24 °C). Fique atento a essas trocas clássicas.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os prazos, monte uma tabela: sangue total em CPDA-1 = 35 dias; CH em solução aditiva = 42 dias; CH irradiado = produzir até 14 dias pós-coleta e armazenar até 28 dias pós-irradiação; PFC = 1 ano congelado a -18 °C ou menos. A irradiação não reduz transmissão de CMV — isso é feito por leucorredução ou soronegativos.