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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
vu092948
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Infectologia
Em relação ao diagnóstico de filariose, é correto afirmar que
  1. Ao ELISA IgM do sangue periférico é o teste preferencial para o diagnóstico.
  2. Ba biópsia e o anatomopatológico são essenciais para o diagnóstico de certeza.
  3. Ca pesquisa da filária é possível na hemocultura.
  4. Do teste universal para a pesquisa da microfilária no sangue periférico é o teste de gota espessa.
  5. Eo teste deve ser colhido no horário entre 1 e 6 horas da manhã.
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GabaritoD — o teste universal para a pesquisa da microfilária no sangue periférico é o teste de gota espessa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diagnóstico laboratorial da filariose

Gabarito: letra D. O teste universal para a pesquisa da microfilária no sangue periférico é a gota espessa, método de baixo custo e alta sensibilidade que permite a visualização direta do parasita. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre os métodos diagnósticos da filariose, confundindo técnicas sorológicas, histopatológicas e de coleta.

A filariose linfática é uma doença parasitária causada por nematoides do gênero Wuchereria bancrofti (o principal no Brasil), transmitida pela picada de mosquitos do gênero Culex. O diagnóstico laboratorial baseia-se na demonstração da microfilária no sangue periférico, sendo a gota espessa o método de escolha por sua simplicidade, baixo custo e capacidade de detectar baixas parasitemias. A coleta deve ser realizada em horário específico, geralmente entre 23h e 1h da manhã, pois a microfilária apresenta periodicidade noturna, coincidindo com o horário de maior atividade do vetor.

A gota espessa consiste em uma gota de sangue colocada sobre lâmina, corada com Giemsa ou hematoxilina, e examinada ao microscópio. Diferente do esfregaço delgado, a gota espessa concentra um maior volume de sangue, aumentando a sensibilidade do exame. É o método padrão-ouro para o diagnóstico da filariose, sendo amplamente utilizado em programas de vigilância epidemiológica.

A alternativa E menciona o horário entre 1 e 6 horas da manhã, o que está incorreto. O horário ideal para a coleta é entre 23h e 1h, pois é quando a microfilária atinge sua maior concentração no sangue periférico. A alternativa A sugere o ELISA IgM como teste preferencial, mas a sorologia não é o método de primeira escolha, sendo utilizada apenas em situações específicas, como na fase aguda ou em casos de baixa parasitemia. A alternativa B propõe biópsia e anatomopatológico, que não são essenciais para o diagnóstico de certeza, sendo reservados para casos de dúvida ou complicações. A alternativa C menciona a hemocultura, que não é um método utilizado para pesquisa de microfilárias, pois o parasita não cresce em meios de cultura convencionais.

A distinção fundamental é entre os métodos parasitológicos diretos (gota espessa, esfregaço delgado) e os métodos indiretos (sorologia, PCR). A gota espessa é o método de escolha para o diagnóstico de rotina, enquanto a sorologia é utilizada em situações específicas, como na fase aguda ou em pacientes com baixa parasitemia. A biópsia e o anatomopatológico são reservados para casos de dúvida diagnóstica ou para avaliação de complicações, como a elefantíase.

A pegadinha da banca está em confundir o horário de coleta (alternativa E) e em sugerir métodos que não são os de primeira escolha (alternativas A, B e C). O candidato deve lembrar que a gota espessa é o método universal para a pesquisa da microfilária no sangue periférico, e que a coleta deve ser feita no horário de maior parasitemia, que é entre 23h e 1h da manhã.

  1. 1Coleta entre 23h e 1h
  2. 2Gota espessa (padrão-ouro)
  3. 3Visualização da microfilária
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

O ELISA IgM não é o teste preferencial para o diagnóstico da filariose. A sorologia é um método indireto, utilizado apenas em situações específicas, como na fase aguda ou em casos de baixa parasitemia, quando a pesquisa direta é negativa. O método de escolha é a gota espessa, que permite a visualização direta da microfilária no sangue periférico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A biópsia e o anatomopatológico não são essenciais para o diagnóstico de certeza da filariose. Esses métodos são reservados para casos de dúvida diagnóstica ou para avaliação de complicações, como a elefantíase. O diagnóstico de certeza é feito pela demonstração da microfilária no sangue periférico, através da gota espessa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pesquisa da filária não é possível na hemocultura. A hemocultura é um método utilizado para o isolamento de bactérias e fungos, não sendo adequado para a pesquisa de parasitas como a microfilária. O método de escolha é a gota espessa, que permite a visualização direta do parasita no sangue periférico.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A gota espessa é o teste universal para a pesquisa da microfilária no sangue periférico. É um método simples, de baixo custo e alta sensibilidade, que permite a visualização direta do parasita. A coleta deve ser realizada em horário específico, geralmente entre 23h e 1h da manhã, pois a microfilária apresenta periodicidade noturna.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O horário entre 1 e 6 horas da manhã está incorreto. O horário ideal para a coleta é entre 23h e 1h, pois é quando a microfilária atinge sua maior concentração no sangue periférico. A coleta em horário inadequado pode levar a resultados falso-negativos.

Gabarito: letra D

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