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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
vu092953
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Infectologia
Está indicada a quimioprofilaxia para comunicantes de coqueluche para
  1. Acrianças com idade inferior a 1 ano, independentemente da situação vacinal.
  2. Bgestantes em todos os trimestres.
  3. Cidosos acima de 65 anos.
  4. Dadultos com esquema vacinal incompleto.
  5. Emulheres que estão amamentando.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — crianças com idade inferior a 1 ano, independentemente da situação vacinal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Quimioprofilaxia da coqueluche em comunicantes

Gabarito: letra A. A quimioprofilaxia para comunicantes de coqueluche está indicada, prioritariamente, para crianças com idade inferior a 1 ano, independentemente da situação vacinal, pois são o grupo de maior risco para formas graves e complicações da doença. Essa recomendação baseia-se no fato de que lactentes menores de 1 ano ainda não completaram o esquema vacinal primário (que confere proteção adequada apenas após as três doses iniciais) e, portanto, são extremamente vulneráveis à infecção por Bordetella pertussis.

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, causada pela bactéria Bordetella pertussis, altamente transmissível e que pode evoluir com complicações graves, especialmente em lactentes jovens. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e o período de transmissibilidade se estende desde o início do quadro catarral até cerca de três semanas após o início da tosse, podendo ser reduzido para cinco dias com antibioticoterapia adequada. A quimioprofilaxia tem como objetivo prevenir a doença em contatos suscetíveis, especialmente aqueles com maior risco de desenvolver formas graves, como os lactentes menores de 1 ano.

A indicação da quimioprofilaxia para comunicantes de coqueluche segue critérios específicos, priorizando os grupos de maior vulnerabilidade. O principal grupo-alvo são os lactentes com menos de 1 ano de idade, independentemente do estado vacinal, pois mesmo aqueles que já receberam algumas doses da vacina podem não ter proteção completa. Além disso, a quimioprofilaxia é recomendada para gestantes no terceiro trimestre (próximas ao parto), para proteger o recém-nascido, e para pessoas com condições de risco, como imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas. A estratégia de vacinar os contatos próximos de lactentes (estratégia do casulo) também é importante, mas a quimioprofilaxia medicamentosa é específica para os grupos de maior risco.

Os antibióticos utilizados na quimioprofilaxia são os macrolídeos, como azitromicina, claritromicina e eritromicina. A azitromicina é frequentemente preferida pela posologia mais simples (dose única diária por 5 dias) e melhor tolerabilidade. A escolha do antibiótico e a duração do tratamento devem ser individualizadas, considerando a idade do paciente, possíveis contraindicações e a situação clínica. É fundamental que a quimioprofilaxia seja iniciada o mais precocemente possível após a exposição, idealmente dentro de 21 dias do início da tosse no caso índice, para ser eficaz.

A banca explora a confusão entre os grupos que se beneficiam da quimioprofilaxia e aqueles que se beneficiam da vacinação. Enquanto a vacinação (estratégia do casulo) é recomendada para todos os contatos próximos de lactentes, a quimioprofilaxia medicamentosa é mais seletiva, priorizando os grupos de maior risco de complicações. É essencial distinguir essas duas estratégias para responder corretamente a questões sobre o manejo de comunicantes de coqueluche.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta. Crianças com idade inferior a 1 ano são o grupo de maior risco para formas graves e complicações da coqueluche, como pneumonia, convulsões, encefalopatia e óbito. Por isso, a quimioprofilaxia é indicada para todos os lactentes menores de 1 ano que tiveram contato com caso de coqueluche, independentemente da situação vacinal, pois mesmo aqueles que já receberam algumas doses da vacina podem não ter proteção completa. Essa recomendação visa proteger os lactentes que ainda não completaram o esquema vacinal primário (que confere proteção adequada apenas após as três doses iniciais, aos 2, 4 e 6 meses).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. A quimioprofilaxia para gestantes não é indicada em todos os trimestres. A recomendação é específica para o terceiro trimestre (a partir da 20ª semana de gestação), com o objetivo de transferir anticorpos protetores para o recém-nascido. A vacinação com dTpa é recomendada em cada gestação, a partir da 20ª semana, mas a quimioprofilaxia medicamentosa para gestantes comunicantes de coqueluche é indicada principalmente no final da gestação, para proteger o recém-nascido. A alternativa generaliza a indicação para todos os trimestres, o que não corresponde à recomendação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Idosos acima de 65 anos não são um grupo prioritário para quimioprofilaxia de coqueluche, a menos que apresentem condições de risco específicas, como imunossupressão ou doenças crônicas debilitantes. Embora a coqueluche possa ser grave em qualquer idade, o maior risco de complicações e óbito concentra-se em lactentes menores de 1 ano. A recomendação de quimioprofilaxia para idosos não é universal, sendo reservada para situações especiais, como surtos em instituições de longa permanência ou quando o idoso tem contato próximo com lactentes.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Adultos com esquema vacinal incompleto não são, por si só, um grupo prioritário para quimioprofilaxia. A recomendação para adultos é a atualização do esquema vacinal com dTpa, especialmente se tiverem contato próximo com lactentes (estratégia do casulo). A quimioprofilaxia medicamentosa para adultos é indicada em situações específicas, como quando o adulto é imunossuprimido ou tem contato íntimo com lactentes menores de 1 ano. A alternativa confunde a indicação de vacinação (casulo) com a indicação de quimioprofilaxia medicamentosa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta. Mulheres que estão amamentando não são, por si só, um grupo prioritário para quimioprofilaxia de coqueluche. A recomendação para puérperas é a vacinação com dTpa, caso não tenham sido vacinadas durante a gestação, para proteger o recém-nascido por meio da transferência de anticorpos pelo leite materno. A quimioprofilaxia medicamentosa para puérperas é indicada em situações específicas, como quando a mãe é imunossuprimida ou quando há risco elevado de transmissão para o lactente. A alternativa generaliza a indicação para todas as mulheres que amamentam, o que não corresponde à recomendação.

Gabarito: letra A

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