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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — VUNESP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
vu092956
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Infectologia
Paciente de 32 anos, pedreiro, apresenta quadro de febre alta e mialgia iniciada há 5 dias. Evoluiu com dor abdominal intensa e contínua, acompanhada de vômitos persistentes. Apresenta aumento progressivo do hematócrito e, ao exame físico, apresenta hepatomegalia de 4 cm e hipotensão postural. Procurou a unidade básica de saúde, onde recebeu o diagnóstico de dengue.Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada para este paciente.
  1. AAcompanhamento ambulatorial com hidratação oral e orientação; em caso de piora, procurar o serviço de saúde.
  2. BRetorno diário para reavaliação do hematócrito e hidratação oral.
  3. CInternação para hidratação endovenosa por, pelo menos, 48 horas.
  4. DInternação em leito de unidade de terapia intensiva por, pelo menos, 48 horas.
  5. EInternação em leito de unidade de terapia intensiva e introdução de albumina endovenosa.
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GabaritoC — Internação para hidratação endovenosa por, pelo menos, 48 horas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dengue: classificação de risco e conduta

Gabarito: letra C. O paciente apresenta sinais de alarme (dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia, hipotensão postural e aumento do hematócrito), o que o classifica como Grupo C — conduta é internação para hidratação endovenosa por, pelo menos, 48 horas, conforme o protocolo do Ministério da Saúde. A alternativa D (UTI) seria para o Grupo D (choque franco), e a E (albumina) apenas se houver choque refratário à reposição volêmica.

A dengue é uma arbovirose que pode evoluir com extravasamento plasmático, levando a hemoconcentração e, nos casos graves, ao choque. A classificação de risco em grupos (A, B, C e D) orienta a conduta. O paciente do caso tem sinais de alarme — dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia dolorosa, hipotensão postural e aumento repentino do hematócrito —, mas não apresenta choque franco (hipotensão arterial com pressão arterial convergente, extremidades frias, cianose). Portanto, ele se enquadra no Grupo C, cuja conduta é a internação em enfermaria para hidratação venosa.

A hidratação endovenosa no Grupo C deve ser feita com soro fisiológico 0,9% ou ringer lactato, na fase de expansão, com 20 mL/kg em 2 horas (adultos), seguida de avaliação clínica e do hematócrito. Se houver melhora, mantém-se a hidratação venosa por 48 horas, com reavaliação clínica e laboratorial periódica. A internação é necessária porque o paciente pode evoluir rapidamente para o choque, e a hidratação venosa precoce é a medida que reduz a mortalidade.

A alternativa D (UTI) seria indicada para o Grupo D, que apresenta choque franco (hipotensão arterial com pressão arterial convergente ou ausente, extremidades frias, cianose, pulso rápido e fraco). A alternativa E (albumina) é reservada para choque refratário à reposição volêmica inicial, quando o hematócrito continua em ascensão após a expansão com cristaloides. A alternativa A (ambulatorial) e B (retorno diário) seriam para os Grupos A e B, que não apresentam sinais de alarme.

A pegadinha da questão está em não confundir os grupos C e D: o paciente tem sinais de alarme, mas não está em choque. A presença de hipotensão postural é um sinal de alarme, não de choque franco. O choque é definido por hipotensão arterial (PA < 90/60 mmHg em adultos) com sinais de má perfusão periférica. Portanto, a conduta correta é a internação em enfermaria para hidratação venosa, não em UTI.

1Grupo A
Sem sinais de alarme
Hidratação oral + ambulatorial
2Grupo B
Sem sinais de alarme
Hidratação oral + retorno diário
3Grupo C
Sinais de alarme
Internação + hidratação EV 48h
4Grupo D
Choque franco
UTI
Albumina se choque refratário
Dengue: classificação de risco
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Dengue: classificação de risco: Grupo A (Sem sinais de alarme, Hidratação oral + ambulatorial); Grupo B (Sem sinais de alarme, Hidratação oral + retorno diário); Grupo C (Sinais de alarme, Internação + hidratação EV 48h); Grupo D (Choque franco, UTI, Albumina se choque refratário)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O paciente tem sinais de alarme, o que contraindica o acompanhamento ambulatorial. A conduta para o Grupo C é a internação para hidratação venosa, não hidratação oral. A hidratação oral é indicada para os Grupos A e B, sem sinais de alarme.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O retorno diário para reavaliação do hematócrito e hidratação oral é conduta para o Grupo B (pacientes com manifestações hemorrágicas, mas sem sinais de alarme). O paciente do caso tem sinais de alarme, exigindo internação e hidratação venosa.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O paciente tem sinais de alarme (dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia, hipotensão postural e aumento do hematócrito), classificando-o como Grupo C. A conduta é internação para hidratação endovenosa por, pelo menos, 48 horas, com reavaliação clínica e laboratorial periódica. A hidratação venosa é a medida que previne a progressão para o choque.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A internação em UTI é indicada para o Grupo D, que apresenta choque franco (hipotensão arterial com PA < 90/60 mmHg, extremidades frias, cianose, pulso rápido e fraco). O paciente do caso tem hipotensão postural, que é um sinal de alarme, mas não está em choque franco. Portanto, a internação em enfermaria é suficiente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A albumina endovenosa é indicada apenas para choque refratário à reposição volêmica inicial, quando o hematócrito continua em ascensão após a expansão com cristaloides. O paciente do caso não está em choque, portanto não há indicação de albumina. Além disso, a internação em UTI não é necessária para o Grupo C.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato entre os Grupos C e D. O paciente tem hipotensão postural, que é um sinal de alarme, mas não é choque franco. O choque é definido por hipotensão arterial (PA < 90/60 mmHg) com sinais de má perfusão periférica. A presença de hipotensão postural indica a necessidade de internação para hidratação venosa, mas não de UTI. Fique atento: a palavra "postural" é o diferencial.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar a conduta, use a regra: Grupo A (sem sinais de alarme) → hidratação oral e acompanhamento ambulatorial; Grupo B (sangramento sem repercussão hemodinâmica) → hidratação oral e retorno diário; Grupo C (sinais de alarme) → internação para hidratação venosa por 48 horas; Grupo D (choque franco) → UTI. A presença de sinais de alarme é o gatilho para a internação.

Gabarito: letra C

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