Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — VUNESP 2025
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
vu092965
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Infectologia
A pesquisa e a confirmação do diagnóstico de infecção tuberculose latente (ILTB) em pacientes que iniciarão drogas imunossupressoras é obrigatória e realizada de rotina.A esse respeito, assinale a alternativa correta.
AO esquema preferencial é a rifapentina associada a isoniazida por 12 semanas, dose semanal.
BO esquema preferencial para as gestantes é com a rifapentina por 8 semanas, dose semanal.
CO uso de rifampicina por 4 meses é o esquema preferencial nos pacientes que vivem com HIV/AIDS.
DRecomenda-se repetir o tratamento da ILTB anualmente, enquanto o paciente estiver imunossuprimido, em pessoas que já trataram a tuberculose.
EÉ considerado critério de abandono do tratamento da ILTB duas semanas consecutivas sem a medicação.
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GabaritoA — O esquema preferencial é a rifapentina associada a isoniazida por 12 semanas, dose semanal.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB)
Gabarito: letra A. O esquema preferencial para o tratamento da ILTB no Brasil é a associação de isoniazida + rifapentina (3HP), administrada em dose semanal por 12 semanas (3 meses), conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. As demais alternativas apresentam erros quanto ao esquema, à população-alvo ou aos critérios de abandono.
A infecção latente da tuberculose (ILTB) é um estado de infecção pelo Mycobacterium tuberculosis sem doença ativa, ou seja, o bacilo está presente no organismo, mas em estado de dormência, sem causar sintomas e sem transmissibilidade. O diagnóstico é feito por meio da prova tuberculínica (PT) ou do teste de liberação de interferon-gama (IGRA), e o tratamento é essencial para prevenir a progressão para tuberculose ativa, especialmente em pacientes imunossuprimidos, como aqueles que iniciarão drogas imunossupressoras ou pessoas vivendo com HIV (PVHIV).
O Ministério da Saúde, por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), estabelece os esquemas terapêuticos para a ILTB. O esquema preferencial é o 3HP, composto por isoniazida e rifapentina, administrado uma vez por semana durante 3 meses (12 doses). Esse esquema é preferido por sua maior comodidade posológica, o que favorece a adesão ao tratamento. Outros esquemas disponíveis incluem a isoniazida isolada por 6 a 9 meses (6H/9H) e a rifampicina isolada por 4 meses (4R), sendo este último indicado em situações específicas, como em pacientes com doença hepática ou contatos de monorresistentes à isoniazida.
A escolha do esquema deve considerar a população-alvo. Para gestantes vivendo com HIV, o esquema preferencial é a isoniazida isolada, na dose de 300 mg/dia, por 6 a 9 meses, suplementada com piridoxina (vitamina B6) para prevenir neuropatia periférica. A rifapentina não é recomendada nesse grupo, pois não há dados suficientes de segurança na gestação. Já para pacientes vivendo com HIV/AIDS, o esquema preferencial é o 3HP, desde que não haja contraindicações, como interações medicamentosas com antirretrovirais (inibidores de protease ou dolutegravir).
É importante destacar que o tratamento da ILTB não deve ser repetido anualmente em pacientes imunossuprimidos que já foram tratados, a menos que haja nova exposição de risco, como contato com caso de TB ativa. Nesse caso, o tratamento é indicado independentemente do resultado da PT ou IGRA. O critério de abandono do tratamento da ILTB é definido como a interrupção da medicação por mais de 30 dias consecutivos, e não apenas duas semanas.
A banca explora a confusão entre os esquemas terapêuticos e as populações-alvo, além de critérios de abandono. O candidato deve memorizar os esquemas disponíveis, suas indicações e contraindicações, bem como os critérios de abandono, para responder corretamente a questões sobre ILTB.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta, pois o esquema preferencial para o tratamento da ILTB é a associação de isoniazida + rifapentina (3HP), administrada em dose semanal por 12 semanas (3 meses). Esse esquema é o preferencial no Brasil, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, por oferecer maior comodidade posológica e melhor adesão ao tratamento. O quadro de esquemas terapêuticos do PCDT confirma que o 3HP é o esquema preferencial, com 12 doses semanais entre 12 a 15 semanas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta, pois o esquema preferencial para gestantes vivendo com HIV é a isoniazida isolada, na dose de 300 mg/dia, por 6 a 9 meses, suplementada com piridoxina. A rifapentina não é recomendada na gestação, pois não há dados suficientes de segurança. A banca troca o esquema preferencial da gestante (isoniazida) pelo esquema com rifapentina, que não é indicado nesse grupo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta, pois o esquema preferencial para pacientes vivendo com HIV/AIDS é o 3HP (isoniazida + rifapentina), e não a rifampicina por 4 meses. A rifampicina por 4 meses (4R) é indicada em situações específicas, como em pacientes com doença hepática ou contatos de monorresistentes à isoniazida, mas não é o esquema preferencial para PVHIV. Além disso, a rifampicina não é recomendada em PVHIV em uso de inibidores de protease ou dolutegravir, devido a interações medicamentosas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta, pois não se recomenda repetir o tratamento da ILTB anualmente em pacientes imunossuprimidos que já foram tratados. O tratamento só deve ser repetido se houver nova exposição de risco, como contato com caso de TB ativa. Nesse caso, o tratamento é indicado independentemente do resultado da PT ou IGRA. A repetição anual não é recomendada, pois o tratamento prévio confere proteção, e a reexposição é o único critério para novo tratamento.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta, pois o critério de abandono do tratamento da ILTB é a interrupção da medicação por mais de 30 dias consecutivos, e não apenas duas semanas. O abandono é definido como a não adesão ao tratamento por um período prolongado, o que compromete a eficácia do esquema. A banca troca o prazo correto (30 dias) por um prazo menor (duas semanas), o que caracteriza uma pegadinha clássica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os esquemas terapêuticos e os prazos. Nesta questão, ela troca o esquema preferencial da gestante (isoniazida) pela rifapentina, o esquema preferencial para PVHIV (3HP) pela rifampicina, e o critério de abandono (30 dias) por duas semanas. Fique atento a essas inversões, pois elas são recorrentes em provas de infectologia. 💪
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar os esquemas de tratamento da ILTB, lembre-se: 3HP (isoniazida + rifapentina) é o preferencial, com 12 doses semanais; isoniazida isolada é alternativa, com 180 ou 270 doses diárias; rifampicina é usada em casos específicos, como hepatopatas. Para gestantes, o esquema é isoniazida + piridoxina. E o abandono é definido por mais de 30 dias sem medicação.