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Questão de Medicina — Nefrologia — VUNESP 2025

MedicinaNefrologia
Código
vu093085
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Nefrologia Pediátrica
Novas medicações para diabetes tipo II, como a empagliflozina e a dapagliflozina, agem bloqueando no receptor SGLT2 a reabsorção de glicose. Em qual segmento tubular está localizado o receptor de SGLT2?
  1. ARamo descendente fino da alça de Henle.
  2. BTúbulo convoluto distal.
  3. CRamo ascendente espesso da alça de Henle.
  4. DMembrana apical do ducto coletor.
  5. ETúbulo proximal e membrana apical.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Túbulo proximal e membrana apical.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Localização do receptor SGLT2 no néfron

Gabarito: letra E. O receptor SGLT2 está localizado na membrana apical do túbulo proximal, onde realiza a reabsorção de mais de 90% da glicose filtrada — é exatamente esse segmento que os inibidores de SGLT2 (empagliflozina, dapagliflozina) bloqueiam para promover glicosúria. A alternativa E é a única que nomeia corretamente o segmento tubular e a membrana específica.

O néfron é a unidade funcional do rim, e cada segmento tubular tem funções distintas na formação da urina. O túbulo proximal é o primeiro segmento após o glomérulo e é o principal local de reabsorção de glicose, aminoácidos, sódio e água. A glicose filtrada no glomérulo é quase totalmente reabsorvida no túbulo proximal por dois cotransportadores: o SGLT2 (sódio-glicose tipo 2), localizado na membrana apical (voltada para o lúmen tubular) do segmento inicial do túbulo proximal, responsável por mais de 90% da reabsorção; e o SGLT1, localizado mais distalmente no túbulo proximal, responsável pelos ~10% restantes. Os inibidores de SGLT2 bloqueiam seletivamente o SGLT2, reduzindo a reabsorção de glicose e sódio, o que leva à glicosúria e natriurese, com consequente redução da glicemia, perda de peso modesta e redução da pressão arterial.

A compreensão da localização exata é essencial para entender o mecanismo de ação desses fármacos. O SGLT2 é uma proteína transmembrana que acopla o transporte de sódio e glicose contra o gradiente de concentração, utilizando a energia do gradiente eletroquímico de sódio. Ao inibir esse cotransportador, a glicose permanece no lúmen tubular e é excretada na urina. Esse efeito é independente da insulina, o que explica por que esses medicamentos não causam hipoglicemia e são eficazes mesmo em pacientes com resistência insulínica.

A banca explora a confusão entre os segmentos do néfron. É comum o candidato confundir o local de ação dos inibidores de SGLT2 com outros segmentos, como a alça de Henle (onde atuam os diuréticos de alça, como furosemida) ou o túbulo distal (onde atuam os tiazídicos). A pegadinha está em associar o SGLT2 a segmentos onde há reabsorção de sódio, mas não de glicose. A glicose só é reabsorvida no túbulo proximal, e é lá que o SGLT2 exerce sua função.

Guarde a sequência do néfron e a função de cada segmento: é exatamente essa localização que separa as alternativas corretas das incorretas.

  1. 1Filtração glomerular
  2. 2SGLT2 no túbulo proximal (90%)
  3. 3SGLT1 no túbulo proximal (10%)
  4. 4Glicosúria se inibido
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O ramo descendente fino da alça de Henle é permeável à água, mas não possui transportadores de glicose. A reabsorção de glicose não ocorre nesse segmento, que tem função principalmente de concentração do filtrado por reabsorção de água. O SGLT2 não está presente aqui.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O túbulo convoluto distal é o local de ação dos diuréticos tiazídicos, que bloqueiam o cotransportador de sódio-cloreto (NCC). Não há reabsorção de glicose nesse segmento, e o SGLT2 não está localizado ali. A confusão pode surgir porque o túbulo distal também reabsorve sódio, mas por mecanismos diferentes.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O ramo ascendente espesso da alça de Henle é o local de ação dos diuréticos de alça (como furosemida), que bloqueiam o cotransportador NKCC2 (sódio-potássio-2cloretos). Não há reabsorção de glicose nesse segmento, e o SGLT2 não está presente. A banca pode tentar confundir com o fato de que a alça de Henle reabsorve sódio, mas não glicose.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O ducto coletor é o segmento final do néfron, onde ocorre a reabsorção de água regulada pelo hormônio antidiurético (ADH) e a secreção de potássio e hidrogênio. Não há reabsorção de glicose nesse segmento, e o SGLT2 não está localizado na membrana apical do ducto coletor. A glicose já foi totalmente reabsorvida no túbulo proximal antes de chegar ao ducto coletor.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O SGLT2 está localizado na membrana apical do túbulo proximal, onde realiza a reabsorção de mais de 90% da glicose filtrada. A alternativa E é a única que nomeia corretamente o segmento tubular (túbulo proximal) e a membrana específica (apical). Os inibidores de SGLT2, como empagliflozina e dapagliflozina, bloqueiam esse receptor, reduzindo a reabsorção de glicose e promovendo glicosúria, o que diminui a glicemia.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar a localização do SGLT2, lembre-se: SGLT2 = Túbulo Proximal (90%), SGLT1 = Túbulo Proximal (10%). A glicose só é reabsorvida no túbulo proximal — nenhum outro segmento do néfron possui transportadores de glicose. Se a alternativa mencionar alça de Henle, túbulo distal ou ducto coletor, está incorreta.

Gabarito: letra E

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