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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu093108
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Neonatologia
O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em lactentes, com maior risco de complicações graves em populações vulneráveis.Em relação à profilaxia da infecção pelo VSR e ao uso de palivizumabe, qual das seguintes alternativas está correta?
  1. AO palivizumabe é indicado para crianças prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e 6 dias, lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças com cardiopatias congênitas de repercussão hemodinâmica.
  2. BA imunização passiva com palivizumabe deve ser iniciada somente após a confirmação laboratorial de circulação do VSR na região, pois a administração antes da detecção do vírus reduz sua eficácia.
  3. CO uso de palivizumabe previne contra bronquiolite causada pelo VSR até 6 meses de idade e contra pneumonia pelo VSR até 18 meses de idade.
  4. DO uso de palivizumabe confere imunidade ativa contra o VSR e deve ser incluído no calendário vacinal de todas as crianças com menos de dois anos de idade para garantir proteção de longo prazo.
  5. EO VSR apresenta um padrão sazonal variável no Brasil, com pico de circulação em períodos diferentes dependendo da região, razão pela qual a administração do palivizumabe deve começar um mês antes do início da sazonalidade regional, seguindo critérios de elegibilidade.
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GabaritoA — O palivizumabe é indicado para crianças prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e 6 dias, lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças com cardiopatias congênitas de repercussão hemodinâmica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Profilaxia da infecção pelo VSR: palivizumabe

Gabarito: letra A. O palivizumabe é um anticorpo monoclonal indicado para profilaxia da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em grupos de alto risco, incluindo prematuros com idade gestacional ≤ 28 semanas e 6 dias, lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças com cardiopatias congênitas de repercussão hemodinâmica — exatamente o que a alternativa A descreve. A base dessa indicação está no Protocolo de Uso do Palivizumabe do Ministério da Saúde (Portaria Conjunta nº 23/2018), que define os critérios de elegibilidade para a profilaxia.

O VSR é o principal agente etiológico da bronquiolite e da pneumonia em lactentes, causando doença grave especialmente em prematuros, portadores de doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) e cardiopatas congênitos com repercussão hemodinâmica. A profilaxia com palivizumabe é uma estratégia de imunização passiva: o medicamento é um anticorpo monoclonal humanizado que neutraliza o vírus, conferindo proteção temporária enquanto o anticorpo circula no organismo. Não se trata de vacina — não estimula o sistema imunológico do paciente a produzir seus próprios anticorpos, e por isso a proteção dura apenas enquanto o medicamento é administrado (tipicamente durante a sazonalidade do vírus).

A administração do palivizumabe segue um esquema de doses mensais durante o período de maior circulação do VSR. No Brasil, a sazonalidade varia conforme a região: nas regiões Sul e Sudeste, o pico ocorre geralmente entre março e julho; no Norte e Nordeste, a circulação é mais intensa entre fevereiro e junho, com variações. Por isso, o início da profilaxia deve ser planejado para antes do início da sazonalidade regional, garantindo que o lactente esteja protegido quando o vírus começar a circular. A decisão de iniciar a profilaxia não depende da confirmação laboratorial da circulação do VSR na região — ela se baseia no calendário sazonal conhecido e nos critérios de elegibilidade clínica.

Os critérios de elegibilidade para o palivizumabe no Brasil, conforme o Protocolo do Ministério da Saúde, incluem:

  • Prematuros com idade gestacional ≤ 28 semanas e 6 dias, com menos de 1 ano de idade no início da sazonalidade;

  • Lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) com menos de 1 ano de idade no início da sazonalidade;

  • Crianças com cardiopatias congênitas de repercussão hemodinâmica (cianóticas ou com insuficiência cardíaca) com menos de 1 ano de idade no início da sazonalidade.

A alternativa A resume corretamente esses três grupos, sendo a única que espelha fielmente o protocolo vigente. As demais alternativas contêm erros conceituais importantes: confundem imunização passiva com ativa, atribuem eficácia por faixa etária que não existe, ou condicionam o início da profilaxia à confirmação laboratorial da circulação viral — o que contraria a lógica da prevenção sazonal.

A pegadinha central desta questão está na distinção entre imunização passiva (palivizumabe — anticorpo pronto, proteção temporária) e imunização ativa (vacina — estimula a resposta imune própria, proteção duradoura). O palivizumabe não é vacina e não confere imunidade de longo prazo; ele protege apenas durante o período em que é administrado. Além disso, a banca explora a confusão sobre o momento de início da profilaxia: muitos candidatos podem pensar que é preciso esperar a confirmação da circulação viral, quando na verdade a profilaxia deve começar antes da sazonalidade, com base no calendário epidemiológico regional.

Guarde esses dois critérios — quem recebe (os três grupos de risco) e quando começa (antes da sazonalidade regional) — pois são exatamente eles que separam a alternativa correta das incorretas.

Palivizumabe (profilaxia VSR)
  • 1Quem recebe (grupos de risco)
    • Prematuros ≤ 28 sem e 6 dias
    • Doença pulmonar crônica da prematuridade
    • Cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica
  • 2Quando começa
    • Antes da sazonalidade regional
    • Base: calendário epidemiológico
  • 3Natureza
    • Imunização passiva (anticorpo monoclonal)
    • Proteção temporária
    • Não é vacina (imunidade ativa)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta porque descreve com precisão os três grupos de elegibilidade para o palivizumabe conforme o Protocolo de Uso do Ministério da Saúde: prematuros com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e 6 dias, lactentes com doença pulmonar crônica da prematuridade e crianças com cardiopatias congênitas de repercussão hemodinâmica. Esses são exatamente os grupos com maior risco de doença grave pelo VSR, para os quais a profilaxia com anticorpo monoclonal está indicada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B está incorreta ao afirmar que a imunização passiva deve ser iniciada somente após a confirmação laboratorial da circulação do VSR na região. A profilaxia com palivizumabe é planejada com base no calendário sazonal conhecido de cada região, e deve ser iniciada antes do início da sazonalidade, para que o lactente esteja protegido quando o vírus começar a circular. Esperar a confirmação laboratorial atrasaria o início da proteção, deixando o paciente vulnerável no período de maior risco. Além disso, a afirmação de que a administração antes da detecção do vírus reduz a eficácia é falsa — a eficácia depende da presença de anticorpos neutralizantes circulantes no momento da exposição, e não da detecção prévia do vírus.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C está incorreta ao atribuir ao palivizumabe uma proteção por faixas etárias específicas (até 6 meses contra bronquiolite e até 18 meses contra pneumonia). O palivizumabe protege contra a infecção pelo VSR como um todo — tanto bronquiolite quanto pneumonia — enquanto estiver sendo administrado, independentemente de a criança ter 6 ou 18 meses. A proteção é temporária e dura apenas durante o período de administração (doses mensais durante a sazonalidade), não havendo essa distinção por tipo de manifestação clínica ou por idade. A banca inventou uma divisão que não existe no protocolo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D está incorreta por dois motivos. Primeiro, o palivizumabe confere imunidade passiva, não ativa: ele fornece anticorpos prontos que neutralizam o vírus, sem estimular o sistema imunológico do paciente a produzir seus próprios anticorpos. Segundo, não deve ser incluído no calendário vacinal de todas as crianças com menos de dois anos — ele é indicado apenas para grupos de risco específicos (prematuros, doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica), e não para toda a população infantil. A confusão entre imunização passiva e ativa é a pegadinha central desta alternativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E está parcialmente correta ao afirmar que o VSR apresenta padrão sazonal variável no Brasil, com picos diferentes conforme a região — isso é verdade. No entanto, o erro está na afirmação de que a administração do palivizumabe deve começar um mês antes do início da sazonalidade regional. O protocolo do Ministério da Saúde não estabelece esse prazo fixo de um mês; a profilaxia deve ser iniciada antes do início da sazonalidade, mas o intervalo exato não é padronizado como "um mês". A alternativa mistura uma informação correta (sazonalidade variável) com um detalhe inventado (o prazo de um mês), tornando-a incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre imunização passiva (palivizumabe — anticorpo pronto, proteção temporária) e imunização ativa (vacina — estimula resposta imune própria, proteção duradoura). O palivizumabe não é vacina e não confere imunidade de longo prazo; ele protege apenas enquanto é administrado. Além disso, a alternativa E tenta enganar com uma informação verdadeira (sazonalidade variável) para introduzir um detalhe falso (prazo de um mês). Fique atento: a profilaxia começa antes da sazonalidade, mas o protocolo não fixa um intervalo de um mês.

NÃO CAIA NESSA!

Para questões sobre palivizumabe, memorize os três grupos de elegibilidade (prematuro ≤ 28 semanas e 6 dias, doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica) e o princípio da imunização passiva (anticorpo monoclonal, proteção temporária, não é vacina). Esses dois pontos resolvem a maioria das questões sobre o tema. Na dúvida entre alternativas, elimine as que mencionam "imunidade ativa", "calendário vacinal" ou "confirmação laboratorial" — todas são pegadinhas clássicas.

Gabarito: letra A

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