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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu093114
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Neonatologia
Assinale a alternativa correta em relação à indicação de transfusão de concentrado de plaquetas em recém-nascidos (RN).
  1. AEm RN < 72 horas com plaquetas inferiores a 200.000/mcL e hemorragias significativas (sistema nervoso central, pulmões, enterorragia, com necessidade de reposição volumétrica ou transfusão de hemácias).
  2. BEm RN a termo e RN pré-termo acima de 1 kg, sem sangramentos ou complicações, com plaquetas inferiores a 20.000 – 25.000/mcL.
  3. CEm RN com instabilidade hemodinâmica, comprometimento do estado geral, apneias e plaquetas menores de 80.000/mcL.
  4. DEm RN pré-termo extremos (< 1 kg ou idade gestacional inferior a 28 semanas sem evidências de sangramentos), com plaquetas entre 50.000/mcL e 80.000 mcL nas primeiras 24 horas de vida.
  5. EEm RN submetidos a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) e com plaquetas abaixo de 150.000/mcL.
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GabaritoB — Em RN a termo e RN pré-termo acima de 1 kg, sem sangramentos ou complicações, com plaquetas inferiores a 20.000 – 25.000/mcL.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transfusão de plaquetas em recém-nascidos: indicações e limiares

Gabarito: letra B. Em RN a termo e pré-termo acima de 1 kg, sem sangramentos ou complicações, a transfusão profilática de plaquetas é indicada quando a contagem é inferior a 20.000–25.000/mcL — exatamente o que a alternativa B afirma. As demais alternativas trazem limiares incorretos, seja por serem altos demais para a situação descrita (A, C, D, E), seja por não corresponderem às diretrizes de transfusão neonatal.

A transfusão de plaquetas em recém-nascidos é um procedimento que exige critérios rigorosos, pois o RN tem particularidades fisiológicas que o tornam mais vulnerável a complicações transfusionais. A decisão de transfundir plaquetas deve levar em conta não apenas o número absoluto de plaquetas, mas também a presença de sangramento ativo, a estabilidade clínica, a idade gestacional e o peso do paciente. Em neonatologia, os limiares transfusionais são mais conservadores do que em adultos, justamente porque o sistema hemostático do RN é imaturo e o risco de hemorragia intracraniana é maior, especialmente em prematuros extremos.

A principal diretriz que orienta a prática clínica é a de que, em RN estáveis, sem sangramento e sem outras complicações, a transfusão profilática é indicada apenas quando a contagem de plaquetas cai abaixo de 20.000–25.000/mcL. Esse limiar é mais baixo do que o utilizado em adultos (10.000/mcL para profilaxia em pacientes hipoproliferativos), refletindo a preocupação com os riscos da transfusão em neonatos, como a sobrecarga volêmica, a reação transfusional e a exposição a múltiplos doadores. Em contrapartida, quando há sangramento ativo, instabilidade hemodinâmica ou necessidade de procedimentos invasivos, os limiares são mais altos, pois o objetivo é manter uma hemostasia adequada.

A banca explora justamente a confusão entre os limiares profiláticos e terapêuticos, e entre as situações de RN estável e RN instável. A alternativa B é a única que descreve corretamente a indicação profilática em RN sem complicações, com o limiar adequado de 20.000–25.000/mcL. As demais alternativas apresentam limiares que seriam corretos em outros contextos, mas não na situação descrita, ou valores que não correspondem a nenhuma indicação estabelecida. Para acertar a questão, é essencial dominar a tabela de limiares transfusionais em neonatologia e saber diferenciar quando a transfusão é profilática (RN estável) e quando é terapêutica (RN com sangramento ou instabilidade).

Situação clínica do RN

Limiar de plaquetas para transfusão (correto)

Limiar apresentado na alternativa (incorreto)

RN a termo/pré-termo > 1 kg, estável, sem sangramento (profilático)

< 20.000–25.000/mcL (B)

RN < 72h com hemorragia significativa

50.000/mcL (ou 100.000/mcL em SNC)

200.000/mcL (A)

RN com instabilidade hemodinâmica/comprometimento geral

50.000/mcL (ou 100.000/mcL em SNC)

80.000/mcL (C)

RN pré-termo extremo (< 1 kg ou IG < 28 sem), estável, sem sangramento

< 20.000–25.000/mcL

50.000–80.000/mcL (D)

RN em ECMO

50.000–100.000/mcL

150.000/mcL (E)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Esta alternativa afirma que RN < 72 horas com plaquetas < 200.000/mcL e hemorragias significativas devem receber transfusão. O erro está no limiar de 200.000/mcL, que é extremamente alto e não corresponde a nenhuma indicação transfusional em neonatologia. Mesmo em sangramentos significativos, o limiar para transfusão é de 50.000/mcL (ou 100.000/mcL em sangramento de SNC), nunca 200.000/mcL. A banca troca o limiar por um valor que seria considerado normal para um RN, induzindo o candidato a pensar que qualquer sangramento com plaquetas abaixo de 200.000 exige transfusão — o que não é verdade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a alternativa correta. Em RN a termo e pré-termo acima de 1 kg, sem sangramentos ou complicações, a transfusão profilática de plaquetas é indicada quando a contagem é inferior a 20.000–25.000/mcL. Esse é o limiar estabelecido pelas diretrizes de neonatologia para RN estáveis, sem outras comorbidades. A alternativa espelha exatamente a recomendação: RN sem sangramento, sem instabilidade, com plaquetas abaixo de 20.000–25.000/mcL, devem receber transfusão profilática para prevenir hemorragia espontânea.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Esta alternativa afirma que RN com instabilidade hemodinâmica, comprometimento do estado geral, apneias e plaquetas < 80.000/mcL devem receber transfusão. O erro está no limiar de 80.000/mcL, que é alto demais para essa situação. Em RN com instabilidade clínica, o limiar para transfusão é de 50.000/mcL (ou 100.000/mcL em sangramento de SNC), não 80.000/mcL. A banca troca o limiar por um valor intermediário que não corresponde a nenhuma indicação específica, confundindo o candidato que não domina a tabela de limiares.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Esta alternativa afirma que RN pré-termo extremos (< 1 kg ou IG < 28 semanas) sem evidências de sangramento, com plaquetas entre 50.000 e 80.000/mcL nas primeiras 24 horas de vida, devem receber transfusão. O erro está no limiar: em RN prematuros extremos sem sangramento, a transfusão profilática é indicada apenas quando as plaquetas estão abaixo de 20.000–25.000/mcL, não entre 50.000 e 80.000/mcL. A banca apresenta um limiar que seria adequado para RN com sangramento ou instabilidade, mas não para RN estáveis, mesmo sendo prematuros extremos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Esta alternativa afirma que RN submetidos a ECMO com plaquetas abaixo de 150.000/mcL devem receber transfusão. O erro está no limiar de 150.000/mcL, que é alto demais. Em RN em ECMO, o limiar para transfusão de plaquetas é de 50.000–100.000/mcL, dependendo da presença de sangramento. O valor de 150.000/mcL não corresponde a nenhuma indicação estabelecida, sendo um distrator que confunde o candidato ao apresentar um número próximo do normal.

Gabarito: letra B

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