Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — VUNESP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
vu093115
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Neonatologia
Um recém-nascido apresenta dismorfismos faciais leves (prega epicântica, orelhas de baixa implantação, hemangioma frontal) e assimetria de membros. O exame físico não evidencia sinais clínicos de comprometimento funcional evidente. A equipe considera alta hospitalar, mas o geneticista solicita investigação complementar.Qual das condutas a seguir é mais adequada e justificada, segundo as diretrizes apresentadas?
  1. AComo não há comprometimento funcional, as alterações são consideradas menores e não justificam investigação adicional.
  2. BRealizar apenas ecocardiograma, pois alterações externas menores não estão relacionadas com malformações internas.
  3. CSolicitar cariótipo apenas se houver história familiar de malformações ou abortos recorrentes.
  4. DAguardar o acompanhamento ambulatorial para decidir sobre exames complementares, evitando intervenções invasivas precoces.
  5. ERealizar triagem complementar com exames de imagem e cariótipo, pois a presença de três ou mais sinais menores pode indicar malformação maior ou síndrome genética subjacente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Realizar triagem complementar com exames de imagem e cariótipo, pois a presença de três ou mais sinais menores pode indicar malformação maior ou síndrome genética subjacente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Anomalias menores e investigação de síndromes genéticas no recém-nascido

Gabarito: letra E. A presença de três ou mais anomalias menores (prega epicântica, orelhas de baixa implantação, hemangioma frontal) em um recém-nascido é um sinal de alerta para a possibilidade de malformação maior ou síndrome genética subjacente, justificando a realização de triagem complementar com exames de imagem e cariótipo. Essa conduta está alinhada com os princípios da Genética Clínica, que orientam a investigação diante do acúmulo de sinais dismórficos, mesmo na ausência de comprometimento funcional evidente.

O exame dismorfológico é uma ferramenta essencial na avaliação do recém-nascido, pois permite identificar anomalias menores — alterações estruturais que, isoladamente, têm pouca repercussão funcional ou estética, mas que, quando presentes em número igual ou superior a três, podem indicar a existência de uma síndrome ou de anomalias maiores associadas. A literatura médica estima que aproximadamente 15% dos recém-nascidos aparentemente saudáveis apresentam uma ou duas anomalias menores, mas a maioria daqueles que exibem três ou mais dessas alterações possui alguma malformação interna significativa. Por isso, a presença de múltiplos sinais dismórficos não deve ser subestimada, mesmo que o exame físico inicial não revele comprometimento funcional evidente.

A investigação complementar, nesses casos, deve incluir exames de imagem (como ecocardiograma e ultrassonografia de vias urinárias) para rastrear malformações internas, e o cariótipo para avaliar alterações cromossômicas. Essa abordagem é justificada porque muitas síndromes genéticas cursam com anomalias menores características e malformações maiores que podem ser assintomáticas ao nascimento, mas que trazem riscos significativos à saúde se não forem diagnosticadas e manejadas precocemente. A decisão de investigar não deve ser adiada para o acompanhamento ambulatorial, pois o diagnóstico precoce pode alterar o prognóstico e orientar o aconselhamento genético da família.

A conduta correta, portanto, é a descrita na alternativa E: realizar triagem complementar com exames de imagem e cariótipo, pois a presença de três ou mais sinais menores pode indicar malformação maior ou síndrome genética subjacente. Essa é a recomendação mais adequada e justificada, pois reconhece o valor preditivo das anomalias menores e a necessidade de investigação ativa diante de um quadro dismórfico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tendência de subestimar sinais dismórficos quando não há comprometimento funcional evidente. O candidato pode ser levado a escolher a alternativa A, que sugere não investigar, ou a D, que adia a investigação. No entanto, a presença de três ou mais anomalias menores é um critério clássico para indicar investigação complementar, independentemente da ausência de sintomas funcionais. Lembre-se: o acúmulo de sinais menores é um sinal de alerta, não um achado benigno.

Anomalias menores no RN
  • 1Isoladas (1 ou 2)
    • Sem investigação adicional
  • 2Múltiplas (3 ou mais)
    • Sinal de alerta
    • Pode indicar malformação maior ou síndrome
    • Investigação complementar
      • Exames de imagem
      • Cariótipo
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, como não há comprometimento funcional, as alterações são consideradas menores e não justificam investigação adicional. Erro: a ausência de comprometimento funcional evidente não exclui a possibilidade de malformações internas ou síndromes genéticas. A presença de três ou mais anomalias menores é um indicador de risco que justifica investigação, mesmo sem sintomas funcionais aparentes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Propõe realizar apenas ecocardiograma, pois alterações externas menores não estariam relacionadas com malformações internas. Erro: essa afirmação é falsa, pois anomalias menores frequentemente estão associadas a malformações internas. Além disso, a investigação não deve se limitar ao ecocardiograma; é necessário um rastreamento mais amplo, incluindo outros exames de imagem e o cariótipo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sugere solicitar cariótipo apenas se houver história familiar de malformações ou abortos recorrentes. Erro: a indicação do cariótipo não depende exclusivamente da história familiar. A presença de múltiplas anomalias menores no próprio paciente é uma indicação suficiente para a realização do exame, independentemente do histórico familiar.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Recomenda aguardar o acompanhamento ambulatorial para decidir sobre exames complementares, evitando intervenções invasivas precoces. Erro: adiar a investigação pode atrasar o diagnóstico de condições que exigem intervenção precoce. A presença de três ou mais anomalias menores justifica a investigação imediata, pois o diagnóstico precoce pode melhorar o prognóstico e orientar o manejo adequado.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa correta reconhece que a presença de três ou mais sinais menores (prega epicântica, orelhas de baixa implantação, hemangioma frontal) pode indicar malformação maior ou síndrome genética subjacente, justificando a realização de triagem complementar com exames de imagem e cariótipo. Essa conduta está alinhada com os princípios da Genética Clínica, que orientam a investigação diante do acúmulo de anomalias menores, mesmo na ausência de comprometimento funcional evidente.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/vu093115