Em relação à prevenção secundária do AVC isquêmico, assinale a alternativa que corresponde a estratégia baseada nas diretrizes mais recentes.
APara pacientes com AVC de etiologia cardioembólica por fibrilação atrial, o uso de antiagregantes plaquetários é preferível à anticoagulação.
BEm pacientes com AVC aterotrombótico de grande artéria, a dupla antiagregação plaquetária (DAPT) deve ser mantida indefinidamente.
CA abordagem inclui controle rigoroso dos fatores de risco como hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, além de terapia individualizada conforme a etiologia do AVC.
DEm pacientes com AVC de etiologia indefinida, a anticoagulação empírica com varfarina é recomendada para reduzir recorrências.
EO fechamento do forame oval patente (FOP) deve ser indicado para todos os pacientes com AVC criptogênico, independentemente da idade e do grau de shunt.
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GabaritoC — A abordagem inclui controle rigoroso dos fatores de risco como hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, além de terapia individualizada conforme a etiologia do AVC.
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Prevenção secundária do AVC isquêmico
Gabarito: letra C. A prevenção secundária do AVC isquêmico, segundo as diretrizes mais recentes, baseia-se no controle rigoroso dos fatores de risco (hipertensão, dislipidemia, diabetes) e na terapia individualizada conforme a etiologia do AVC. As demais alternativas apresentam condutas incorretas ou desatualizadas, como o uso de antiagregantes em vez de anticoagulantes na fibrilação atrial, a manutenção indefinida da dupla antiagregação, a anticoagulação empírica em AVC de etiologia indefinida e o fechamento indiscriminado do forame oval patente.
A prevenção secundária do AVC isquêmico visa reduzir o risco de recorrência, que é de aproximadamente 8% ao ano, e envolve duas grandes frentes: o controle agressivo dos fatores de risco modificáveis e a terapia antitrombótica específica para a etiologia do evento. A hipertensão arterial é o principal fator de risco modificável, e seu controle rigoroso é fundamental. Além disso, o tratamento da dislipidemia com estatinas e o controle glicêmico no diabetes mellitus são pilares da prevenção secundária. A individualização da terapia antitrombótica é crucial: pacientes com AVC cardioembólico por fibrilação atrial devem receber anticoagulação oral (preferencialmente anticoagulantes orais diretos, exceto em casos de FA valvular, onde a varfarina é o fármaco de escolha), enquanto pacientes com AVC aterotrombótico de grandes artérias podem se beneficiar de dupla antiagregação plaquetária por tempo limitado (geralmente 21 a 90 dias), e não indefinidamente. Em pacientes com AVC criptogênico e forame oval patente, o fechamento percutâneo é indicado apenas em casos selecionados, como em pacientes jovens (<60 anos) com shunt de alto grau e sem outra causa identificada, não sendo recomendado de forma indiscriminada.
A diretriz mais recente (AHA/ASA 2021) reforça a importância da terapia individualizada baseada na etiologia do AVC, com controle rigoroso dos fatores de risco e uso de antitrombóticos específicos. A alternativa C resume essa abordagem de forma correta e abrangente, sendo a única que reflete a estratégia atual de prevenção secundária.
A banca explora a confusão entre as diferentes etiologias do AVC e as terapias antitrombóticas correspondentes. É essencial memorizar que: cardioembólico → anticoagulação; aterotrombótico → antiagregação (DAPT por tempo limitado); criptogênico → investigação e tratamento individualizado; FOP → fechamento seletivo. A alternativa C é a única que não comete erro de generalização ou de indicação terapêutica.
Prevenção secundária do AVC isquêmico
1Controle de fatores de risco
Hipertensão
Dislipidemia
Diabetes
2Terapia conforme etiologia
Cardioembólico (FA)
Anticoagulação
Aterotrombótico
DAPT por tempo limitado (21–90 dias)
Criptogênico
Investigar causa
Antiagregação inicial
FOP
Fechamento seletivo (jovem, shunt alto grau)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que, em pacientes com AVC cardioembólico por fibrilação atrial, o uso de antiagregantes plaquetários é preferível à anticoagulação. Isso é incorreto: a anticoagulação oral é a terapia de escolha para prevenção de eventos tromboembólicos na fibrilação atrial, reduzindo em 64% a ocorrência de AVC. Os antiagregantes plaquetários vêm sendo cada vez menos recomendados, sendo uma opção apenas para pacientes com contraindicação formal à anticoagulação. A banca inverte a hierarquia terapêutica, fazendo o candidato acreditar que antiagregantes seriam superiores.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que, em pacientes com AVC aterotrombótico de grande artéria, a dupla antiagregação plaquetária (DAPT) deve ser mantida indefinidamente. Isso é incorreto: a DAPT (AAS + clopidogrel) é recomendada por tempo limitado, geralmente 21 a 90 dias, conforme estudos como CHANCE, POINT e INSPIRES. A manutenção indefinida aumenta o risco de sangramento sem benefício adicional. A banca troca o tempo de duração da terapia, fazendo o candidato acreditar que a DAPT seria crônica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa C está correta ao afirmar que a prevenção secundária do AVC isquêmico inclui controle rigoroso dos fatores de risco (hipertensão, dislipidemia, diabetes) e terapia individualizada conforme a etiologia. Essa é a abordagem recomendada pelas diretrizes mais recentes, que enfatizam a importância do controle dos fatores de risco modificáveis e da escolha da terapia antitrombótica baseada na causa do AVC. A alternativa resume de forma correta e abrangente a estratégia atual de prevenção secundária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que, em pacientes com AVC de etiologia indefinida, a anticoagulação empírica com varfarina é recomendada para reduzir recorrências. Isso é incorreto: em AVC criptogênico, a anticoagulação empírica não é recomendada, pois não há evidência de benefício e aumenta o risco de sangramento. A conduta é investigar a causa e tratar fatores de risco, com antiagregação plaquetária como opção inicial. A banca sugere uma conduta sem embasamento científico, fazendo o candidato acreditar que a anticoagulação seria benéfica mesmo sem indicação clara.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o fechamento do forame oval patente (FOP) deve ser indicado para todos os pacientes com AVC criptogênico, independentemente da idade e do grau de shunt. Isso é incorreto: o fechamento percutâneo do FOP é indicado apenas em casos selecionados, como em pacientes jovens (<60 anos) com shunt de alto grau e sem outra causa identificada. A decisão deve ser individualizada, considerando risco-benefício. A banca generaliza a indicação, fazendo o candidato acreditar que todos os pacientes com AVC criptogênico e FOP se beneficiariam do fechamento.