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Questão de Medicina — Neurologia — VUNESP 2025

MedicinaNeurologia
Código
vu093127
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Neurologia
A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune da junção neuromuscular associada a autoanticorpos que interferem na transmissão colinérgica.Com base nos diferentes subtipos da doença e nos anticorpos detectados, assinale a alternativa correta.
  1. AA presença de anticorpos contra o receptor de acetilcolina (anti-AChR) é altamente específica para MG, e está presente em mais de 95% dos pacientes com a forma generalizada da doença.
  2. BOs anticorpos anti-MuSK estão mais frequentemente associados a um fenótipo clínico caracterizado por fraqueza bulbar proeminente, fraqueza respiratória e envolvimento ocular.
  3. CA detecção de anticorpos anti-LRP4 não tem relevância clínica, pois os pacientes com esse subtipo apresentam sintomas indistinguíveis de outras formas de MG.
  4. DPacientes com MG e anticorpos anti-MuSK têm alta taxa de resposta à timectomia, sendo este o tratamento de escolha na maioria dos casos.
  5. EA ausência de anticorpos anti-AChR exclui o diagnóstico de MG, sendo necessário investigar outras causas de fraqueza neuromuscular, como a Síndrome de Lambert-Eaton.
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GabaritoB — Os anticorpos anti-MuSK estão mais frequentemente associados a um fenótipo clínico caracterizado por fraqueza bulbar proeminente, fraqueza respiratória e envolvimento ocular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Miastenia Gravis: subtipos e anticorpos

Gabarito: letra B. Os anticorpos anti-MuSK estão de fato associados a um fenótipo clínico com fraqueza bulbar proeminente, fraqueza respiratória e envolvimento ocular, conforme a literatura médica. As demais alternativas contêm erros conceituais: a alternativa A superestima a prevalência do anti-AChR, a C subestima a relevância do anti-LRP4, a D inverte a indicação de timectomia e a E ignora a existência de MG soronegativa.

A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune da junção neuromuscular, caracterizada por fraqueza muscular flutuante que piora com o exercício e melhora com o repouso. A base fisiopatológica é a presença de autoanticorpos que interferem na transmissão colinérgica, principalmente contra o receptor de acetilcolina (AChR), mas também contra outras proteínas da junção, como a MuSK (tirosinoquinase músculo-específica) e a LRP4. O conhecimento desses subtipos é essencial para o diagnóstico e manejo, pois cada um tem características clínicas e respostas terapêuticas distintas.

A distribuição dos anticorpos é um ponto central: cerca de 85% dos pacientes com MG generalizada têm anticorpos anti-AChR, enquanto o anti-MuSK está presente em aproximadamente 7% dos casos. Os pacientes com anti-MuSK frequentemente apresentam um fenótipo mais grave, com fraqueza bulbar proeminente (disfagia, disartria, disfonia), fraqueza respiratória e envolvimento ocular, além de uma resposta menos previsível aos anticolinesterásicos. Já os anticorpos anti-LRP4 são encontrados em uma parcela menor de pacientes e têm relevância clínica, pois ajudam a confirmar o diagnóstico em casos soronegativos para AChR e MuSK.

A timectomia é uma opção terapêutica importante, mas sua indicação é mais clara em pacientes com anticorpos anti-AChR e timoma, ou em pacientes jovens sem timoma, com menos de 60 anos. Em pacientes com anti-MuSK, a resposta à timectomia é menos previsível e não é considerada o tratamento de escolha na maioria dos casos. A ausência de anticorpos anti-AChR não exclui o diagnóstico de MG, pois existem formas soronegativas e outros anticorpos associados, como anti-MuSK e anti-LRP4.

A banca explora a confusão entre os subtipos e suas características clínicas e terapêuticas. É fundamental memorizar a prevalência de cada anticorpo, o fenótipo associado e as indicações de timectomia para responder corretamente. A alternativa B é a única que descreve com precisão o fenótipo clínico dos pacientes com anti-MuSK.

Subtipo de MG

Anticorpo associado

Prevalência

Fenótipo clínico

Resposta à timectomia

MG generalizada

Anti-AChR

~85%

Fraqueza flutuante generalizada

Boa resposta (principalmente com timoma ou <60 anos)

MG anti-MuSK

Anti-MuSK

~7%

Fraqueza bulbar proeminente, respiratória e ocular

Resposta menos previsível; não é tratamento de escolha

MG soronegativa (anti-LRP4)

Anti-LRP4

Parcela menor

Semelhante a outras formas; relevância diagnóstica

Não especificada como indicação principal

1Anti-AChR (~85% generalizada)
Timectomia: boa resposta
Timoma: indicação clara
2Anti-MuSK (~7%)
Fenótipo: bulbar + respiratório
Timectomia: resposta imprevisível
3Anti-LRP4
Soronegativos p/ AChR e MuSK
Confirma diagnóstico
4Soronegativa
Ausência de anti-AChR não exclui
Miastenia Gravis (autoimune)
LEVELsoulevel.com.br
Miastenia Gravis (autoimune): Anti-AChR (~85% generalizada) (Timectomia: boa resposta, Timoma: indicação clara); Anti-MuSK (~7%) (Fenótipo: bulbar + respiratório, Timectomia: resposta imprevisível); Anti-LRP4 (Soronegativos p/ AChR e MuSK, Confirma diagnóstico); Soronegativa (Ausência de anti-AChR não exclui)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o anti-AChR está presente em mais de 95% dos pacientes com MG generalizada. Isso é um erro de prevalência: o anti-AChR está presente em cerca de 85% dos pacientes com MG generalizada, não em mais de 95%. A superestimativa é um distrator comum, pois a banca tenta fazer o candidato acreditar que a positividade é quase universal, quando na verdade há uma parcela significativa de pacientes soronegativos ou com outros anticorpos.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve corretamente o fenótipo clínico associado aos anticorpos anti-MuSK. Pacientes com anti-MuSK frequentemente apresentam fraqueza bulbar proeminente (disfagia, disartria, disfonia), fraqueza respiratória e envolvimento ocular. Esse subtipo tende a ser mais grave e com resposta variável aos anticolinesterásicos, sendo um marcador importante para o diagnóstico e manejo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a detecção de anticorpos anti-LRP4 não tem relevância clínica. Isso é falso: a presença de anti-LRP4 é clinicamente relevante, pois ajuda a confirmar o diagnóstico de MG em pacientes soronegativos para AChR e MuSK. Embora o fenótipo possa ser semelhante a outras formas, a detecção desses anticorpos tem valor diagnóstico e pode orientar o tratamento.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que pacientes com MG e anticorpos anti-MuSK têm alta taxa de resposta à timectomia, sendo este o tratamento de escolha. Isso é incorreto: a timectomia é mais indicada em pacientes com anti-AChR, especialmente na presença de timoma, ou em pacientes jovens sem timoma. Em pacientes com anti-MuSK, a resposta à timectomia é menos previsível e não é considerada o tratamento de escolha na maioria dos casos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a ausência de anticorpos anti-AChR exclui o diagnóstico de MG. Isso é falso: existem formas soronegativas de MG, nas quais não se detecta anti-AChR, mas podem estar presentes outros anticorpos, como anti-MuSK e anti-LRP4. A ausência de anti-AChR não exclui o diagnóstico, sendo necessário investigar outros subtipos e causas de fraqueza neuromuscular.

Gabarito: letra B

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