Paciente de 34 anos foi admitido no pronto-socorro após sofrer um acidente automobilístico. No exame inicial, apresentava abertura ocular apenas ao estímulo doloroso, respostas verbais incompreensíveis e localizava o estímulo doloroso com os membros superiores.Com base na Escala de Coma de Glasgow (ECG), qual é a pontuação desse paciente e sua classificação do Traumatismo Cranioencefálico (TCE)?
A7 pontos – TCE leve.
B9 pontos – TCE moderado.
C10 pontos – TCE moderado.
D12 pontos – TCE leve.
E8 pontos – TCE grave.
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GabaritoB — 9 pontos – TCE moderado.
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Escala de Coma de Glasgow e classificação do TCE
Gabarito: letra B — o paciente pontua 9 na Escala de Coma de Glasgow (ECG), o que o classifica como TCE moderado. A pontuação é obtida somando-se os três componentes: abertura ocular à dor (2 pontos) + resposta verbal com sons incompreensíveis (2 pontos) + resposta motora que localiza o estímulo doloroso (5 pontos) = 9 pontos. Pela classificação tradicional, escores de 9 a 12 são considerados TCE moderado.
A Escala de Coma de Glasgow é a ferramenta mais utilizada mundialmente para avaliar o nível de consciência e classificar a gravidade do traumatismo cranioencefálico. Ela avalia três parâmetros independentes: abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. Cada parâmetro recebe uma pontuação específica, e a soma total varia de 3 (pior prognóstico) a 15 (melhor prognóstico). A resposta motora é considerada o componente mais robusto e com maior valor prognóstico, especialmente em pacientes intubados ou com trauma facial, onde a avaliação ocular e verbal pode ser comprometida.
A classificação do TCE pela ECG é tradicionalmente dividida em três categorias: leve (13 a 15 pontos), moderado (9 a 12 pontos) e grave (8 pontos ou menos). Essa divisão orienta a conduta inicial, a necessidade de exames de imagem, a indicação de internação em UTI e até mesmo o uso de terapias específicas, como o ácido tranexâmico, que é recomendado para pacientes com TCE moderado (ECG entre 9 e 12) dentro de três horas após a lesão.
É importante destacar que a ECG, apesar de amplamente utilizada, possui limitações. Fatores como sedação, intoxicação, intubação, déficits neurológicos prévios ou trauma facial podem interferir na avaliação. Por isso, a escala deve ser aplicada com cautela e o exame neurológico seriado é fundamental, pois a deterioração clínica é mais comum nas primeiras horas após o trauma. Recentemente, foi proposta a inclusão da avaliação pupilar na ECG (ECG revisada), subtraindo pontos do escore final conforme a reatividade pupilar, mas essa atualização ainda não foi incorporada à última versão do ATLS.
A pegadinha desta questão está na soma dos pontos e na correta classificação. O candidato pode errar ao somar incorretamente os componentes ou ao confundir os intervalos de classificação, especialmente o limite entre TCE moderado e grave (8 pontos ou menos = grave). Guarde bem a fronteira: 9 a 12 = moderado; ≤ 8 = grave — é exatamente nela que as alternativas se dividem.
1Abertura ocular à dor (2)
2Verbal: sons incompreensíveis (2)
3Motora: localiza dor (5)
4Total: 9 pontos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o paciente tem 7 pontos e TCE leve. O erro é duplo: a pontuação correta é 9, não 7, e 7 pontos classificaria o TCE como grave (≤ 8), não leve. A banca provavelmente tentou confundir com uma soma incorreta dos componentes (por exemplo, atribuindo 2 à abertura ocular, 2 à verbal e 3 à motora, em vez de 5).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pontuação é 9: abertura ocular à dor (2) + sons incompreensíveis (2) + localiza estímulo doloroso (5) = 9. Pela classificação, escores de 9 a 12 são TCE moderado. A alternativa espelha exatamente o cálculo e a classificação corretos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma 10 pontos e TCE moderado. Embora a classificação esteja correta (10 está no intervalo de 9 a 12), a pontuação está errada. O erro está na soma: provavelmente o candidato atribuiu 3 pontos à abertura ocular (ao som) em vez de 2 (à dor), ou 3 pontos à resposta verbal (palavras inapropriadas) em vez de 2 (sons incompreensíveis).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma 12 pontos e TCE leve. O erro está na classificação: 12 pontos é TCE moderado (9 a 12), não leve (13 a 15). A pontuação também está incorreta, pois o paciente pontua 9, não 12. A banca explora a confusão entre os limites das categorias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma 8 pontos e TCE grave. Embora a classificação esteja correta (8 pontos ou menos = grave), a pontuação está errada. O paciente pontua 9, não 8. A banca tenta induzir o candidato a errar na soma, atribuindo, por exemplo, 1 ponto à abertura ocular (sem resposta) em vez de 2 (à dor).