Na cirurgia de trabeculectomia (TREC), os dois antimetabólitos mais utilizados no intraoperatório para redução da taxa de insucesso cirúrgico são
Ao 5-FU e a mitomicina C.
Bo 5-FU e o metotrexato
Ca azatioprina e a mitomicina C.
Do metotrexato e a fluxoridina.
Ea azatioprina e a mercaptopurina.
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GabaritoA — o 5-FU e a mitomicina C.
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Trabeculectomia e antimetabólitos: 5-FU e mitomicina C
Gabarito: letra A. Na cirurgia de trabeculectomia (TREC), os dois antimetabólitos mais utilizados no intraoperatório para reduzir a taxa de insucesso cirúrgico são o 5-fluorouracil (5-FU) e a mitomicina C (MMC). Esses agentes atuam inibindo a proliferação de fibroblastos, prevenindo a cicatrização excessiva da bolha filtrante, que é a principal causa de falência do procedimento.
A trabeculectomia é o procedimento cirúrgico de referência para o tratamento do glaucoma, criando uma via alternativa de drenagem do humor aquoso do interior do olho para o espaço subconjuntival, formando uma bolha filtrante. O sucesso do procedimento depende da manutenção dessa bolha, que pode ser comprometida pela cicatrização normal do tecido. É exatamente aí que entram os antimetabólitos: eles são aplicados no intraoperatório, sobre a região da esclerotomia e da conjuntiva, para inibir a resposta proliferativa dos fibroblastos e, assim, reduzir a taxa de insucesso cirúrgico.
O 5-fluorouracil (5-FU) é um análogo de pirimidina que inibe a enzima timidilato sintetase, bloqueando a síntese de DNA e, consequentemente, a proliferação celular. A mitomicina C (MMC) é um antibiótico alquilante que inibe a síntese de DNA de forma mais potente e prolongada. Ambos são amplamente utilizados na prática oftalmológica, sendo a MMC considerada mais potente e com efeito mais duradouro, enquanto o 5-FU é mais utilizado em casos de menor risco de cicatrização ou como reforço no pós-operatório.
A escolha entre 5-FU e MMC depende de fatores como o risco de falência da bolha (idade, etnia, uso prévio de drogas hipotensoras tópicas, inflamação ocular prévia) e a experiência do cirurgião. A MMC é geralmente preferida em casos de maior risco, enquanto o 5-FU pode ser usado em casos de menor risco ou como injeção subconjuntival no pós-operatório. É importante destacar que o uso desses agentes não é isento de riscos: podem causar vazamento da bolha, hipotonia ocular, endoftalmite e toxicidade corneana, especialmente com o 5-FU.
A banca explora a confusão entre os antimetabólitos utilizados na trabeculectomia e outros imunossupressores ou quimioterápicos usados em outras especialidades, como a azatioprina, o metotrexato e a mercaptopurina, que não têm papel estabelecido no intraoperatório da cirurgia de glaucoma. O conhecimento específico da oftalmologia é essencial para distinguir esses agentes.
Guarde o par 5-FU e mitomicina C como os antimetabólitos de escolha na trabeculectomia: é exatamente essa combinação que as alternativas corretas devem trazer, e as demais opções misturam fármacos de outras áreas.
Antimetabólitos na trabeculectomia: 5-FU (5-fluorouracil) (Análogo de pirimidina, Inibe timidilato sintetase, Menor risco / reforço pós-op); Mitomicina C (MMC) (Antibiótico alquilante, Mais potente e duradoura, Maior risco de falência); Mecanismo comum (Inibem proliferação de fibroblastos, Previnem cicatrização da bolha filtrante); Riscos (Vazamento da bolha, Hipotonia ocular, Endoftalmite, Toxicidade corneana (5-FU))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa correta é a letra A, pois o 5-fluorouracil (5-FU) e a mitomicina C (MMC) são, de fato, os dois antimetabólitos mais utilizados no intraoperatório da trabeculectomia para reduzir a taxa de insucesso cirúrgico. Ambos atuam inibindo a proliferação de fibroblastos, prevenindo a cicatrização excessiva da bolha filtrante.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta porque o metotrexato não é utilizado no intraoperatório da trabeculectomia. O metotrexato é um antimetabólito usado em outras condições, como artrite reumatoide e alguns tipos de câncer, mas não tem papel estabelecido na cirurgia de glaucoma. O 5-FU é correto, mas a combinação com metotrexato não é a padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta porque a azatioprina não é utilizada no intraoperatório da trabeculectomia. A azatioprina é um imunossupressor usado em doenças autoimunes e transplantes, mas não é um antimetabólito aplicado na cirurgia de glaucoma. A mitomicina C é correta, mas a combinação com azatioprina não é a padrão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta porque o metotrexato e a fluxoridina não são os antimetabólitos utilizados na trabeculectomia. A fluxoridina (floxuridina) é um análogo de pirimidina usado em quimioterapia, mas não tem papel no intraoperatório da cirurgia de glaucoma. Nenhum dos dois fármacos é o padrão.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta porque a azatioprina e a mercaptopurina não são utilizadas no intraoperatório da trabeculectomia. A azatioprina e a mercaptopurina são imunossupressores usados em doenças autoimunes e transplantes, mas não são antimetabólitos aplicados na cirurgia de glaucoma.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os antimetabólitos específicos da oftalmologia (5-FU e mitomicina C) por imunossupressores de uso sistêmico, como azatioprina, metotrexato e mercaptopurina, que são comuns em outras áreas da medicina. O candidato que não domina a cirurgia de glaucoma pode confundir esses fármacos. Lembre-se: na trabeculectomia, o par clássico é 5-FU e MMC.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, associe a trabeculectomia à bolha filtrante e à cicatrização: os antimetabólitos são usados para impedir a cicatrização da bolha. O 5-FU e a mitomicina C são os dois agentes que fazem isso no intraoperatório. Se a alternativa trouxer qualquer outro fármaco, elimine-a.