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Questão de Medicina — Oftalmologia — VUNESP 2025

MedicinaOftalmologia
Código
vu093166
Banca
VUNESP
Órgão
FAMEMA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico I - Especialidade: Oftalmologista
A avaliação da flutuação da pressão intraocular pode ser realizada pela curva tensional diária. Porém, por ser um método que exige uma disponibilidade de horário muito grande para o paciente, um exame que tem sido utilizado por muitos oftalmologistas para essa finalidade, ainda que não seja aceito por todos os especialistas, é
  1. Aa paquimetria corneana.
  2. Bo teste de sobrecarga hídrica.
  3. Ca medida da pressão de perfusão ocular.
  4. Da tonometria de contorno dinâmico (Pascal).
  5. Eo ocular response analyzer (ORA).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — o teste de sobrecarga hídrica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação da flutuação da pressão intraocular: curva tensional diária e testes provocativos

Gabarito: letra B. O teste de sobrecarga hídrica é o exame utilizado por muitos oftalmologistas para avaliar a flutuação da pressão intraocular (PIO) como alternativa à curva tensional diária, embora não seja aceito por todos os especialistas. Trata-se de um teste provocativo que consiste na ingestão rápida de um volume de água (geralmente 1 litro em 5 minutos) e na medição da PIO em intervalos, buscando identificar picos tensionais que a curva diária poderia captar, mas de forma mais rápida e prática.

A curva tensional diária é o método clássico para avaliar a variação da PIO ao longo do dia, exigindo múltiplas medições (geralmente a cada 3 horas, das 7h às 21h ou até mais tarde). Por ser um método que demanda grande disponibilidade de horário do paciente, os oftalmologistas buscam alternativas mais práticas. O teste de sobrecarga hídrica é um teste provocativo que visa estimular a produção de humor aquoso e, consequentemente, elevar a PIO, permitindo observar a resposta tensional do olho em um período curto. A lógica é que, se o olho tem dificuldade de drenar o humor aquoso, o aumento da produção causado pela ingestão de água resultará em um pico de PIO mais acentuado, revelando a flutuação que a curva diária captaria.

A controvérsia sobre o teste de sobrecarga hídrica reside na sua reprodutibilidade e na correlação com a curva tensional diária. Estudos mostram que o teste pode ter baixa sensibilidade e especificidade, com resultados que nem sempre se correlacionam bem com a variação espontânea da PIO. Por isso, não é aceito por todos os especialistas como substituto fiel da curva diária, sendo considerado por muitos como um método auxiliar ou de triagem. Apesar disso, sua praticidade (pode ser realizado em uma única consulta, em cerca de 30 a 60 minutos) o torna atraente na rotina clínica.

É importante distinguir o teste de sobrecarga hídrica de outros métodos de avaliação da PIO. A paquimetria corneana mede a espessura da córnea, que influencia a aferição da PIO pela tonometria de aplanação, mas não avalia a flutuação tensional. A pressão de perfusão ocular é um cálculo derivado da PIO e da pressão arterial, refletindo a perfusão do nervo óptico, não a variação da PIO. A tonometria de contorno dinâmico (Pascal) e o ocular response analyzer (ORA) são tonômetros que medem a PIO de forma mais precisa ou com correção para propriedades biomecânicas da córnea, mas não são testes provocativos para avaliar a flutuação. A pegadinha da banca está em confundir métodos de medição da PIO (tonometria) com métodos de avaliação da sua variação (testes provocativos).

Guarde a distinção entre medir a PIO (tonometria, em um momento) e avaliar a variação da PIO (curva diária, testes provocativos): é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Avaliação da flutuação da PIO
  • 1Método clássico
    • Curva tensional diária
    • Múltiplas medidas ao longo do dia
    • Exige muito tempo do paciente
  • 2Teste provocativo (alternativa prática)
    • Sobrecarga hídrica
      • Ingestão rápida de água
      • Mede PIO em intervalos
      • Detecta picos tensionais
      • Baixa reprodutibilidade (controvérsia)
  • 3Métodos de medição (não avaliam variação)
    • Paquimetria corneana
    • Pressão de perfusão ocular
    • Tonometria de contorno dinâmico (Pascal)
    • Ocular response analyzer (ORA)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A paquimetria corneana mede a espessura da córnea. Sua importância está na correção da medida da PIO pela tonometria de aplanação (córneas mais espessas superestimam a PIO, e córneas mais finas subestimam). No entanto, ela não avalia a flutuação da PIO ao longo do dia, sendo um exame estático que não provoca variação tensional.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O teste de sobrecarga hídrica é um teste provocativo que avalia a resposta da PIO a um estímulo (ingestão de água), sendo utilizado como alternativa prática à curva tensional diária para avaliar a flutuação da PIO. Apesar de não ser universalmente aceito, é o exame que se encaixa na descrição do enunciado: um método que exige menos tempo do paciente e é usado por muitos oftalmologistas para essa finalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A pressão de perfusão ocular (PPO) é um valor calculado, geralmente como a diferença entre a pressão arterial média e a PIO (PPO = PAM − PIO). Ela reflete a perfusão sanguínea do nervo óptico e é um parâmetro importante na avaliação de glaucoma, mas não é um exame que avalia a flutuação da PIO ao longo do dia. É um cálculo derivado, não um teste provocativo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A tonometria de contorno dinâmico (Pascal) é um tipo de tonômetro que mede a PIO de forma contínua e é menos influenciado pela espessura corneana. Embora possa registrar variações da PIO durante o exame, não é um teste provocativo padronizado para avaliar a flutuação diária da PIO como a curva tensional ou o teste de sobrecarga hídrica. É um método de medição, não de provocação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O ocular response analyzer (ORA) é um tonômetro que mede a PIO e também avalia propriedades biomecânicas da córnea (histerese corneana e fator de resistência corneana). Ele fornece uma medida de PIO corrigida, mas não é um teste provocativo para avaliar a flutuação da PIO. É um método de medição que adiciona informações sobre a biomecânica corneana, não sobre a variação tensional ao longo do dia.

Gabarito: letra B

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