Na retinopexia pneumática, os gases mais utilizados para injeção intravítrea são:
Aóxido nitroso e hexafluoreto de enxofre.
Bdióxido de carbono e perfluoropropano.
Cnitrogênio e dióxido de carbono.
Dóxido nitroso e nitrogênio.
Ehexafluoreto de enxofre e perfluoropropano.
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GabaritoE — hexafluoreto de enxofre e perfluoropropano.
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Gabarito: letra E. Na retinopexia pneumática, os gases mais utilizados para injeção intravítrea são o hexafluoreto de enxofre (SF6) e o perfluoropropano (C3F8) — ambos são gases expansores, de baixa solubilidade, que formam uma bolha intravítrea capaz de tamponar a retina e promover sua reaplicação. A alternativa E é a única que traz exatamente esses dois gases.
A retinopexia pneumática é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva usada no tratamento de descolamento de retina regmatogênico selecionado. O princípio é simples: injeta-se um gás expansor dentro da cavidade vítrea; esse gás se expande, formando uma bolha que empurra a retina descolada de volta contra o epitélio pigmentar da retina, permitindo que a retinopexia (crioterapia ou laser) aplicada no momento da injeção cicatrize a lesão. Para que isso funcione, o gás precisa ser insolúvel em água (para não se dissolver rapidamente no vítreo) e expansível (para aumentar de volume após a injeção). Os dois gases que preenchem esses requisitos e são consagrados na prática oftalmológica são o SF6 e o C3F8.
O SF6 é um gás de expansão mais rápida e de menor duração (permanece no olho por cerca de 1 a 2 semanas), enquanto o C3F8 é um gás de expansão mais lenta e de maior duração (permanece por 6 a 8 semanas). Essa diferença de duração é clinicamente relevante: o C3F8 é preferido em descolamentos mais extensos ou quando se deseja um tamponamento mais prolongado, enquanto o SF6 é usado em casos mais simples. Ambos são chamados de gases expansores de longa duração, em contraste com o ar ambiente, que é rapidamente absorvido e não expande.
A banca explora aqui um erro clássico: o candidato confunde os gases usados na retinopexia pneumática com outros gases médicos. O óxido nitroso (N2O) é um anestésico inalatório, usado em procedimentos anestésicos, e não é injetado no olho — na verdade, o N2O é contraindicado em pacientes que receberam gás intravítreo, pois pode expandir a bolha de forma perigosa. O dióxido de carbono (CO2) e o nitrogênio (N2) são gases usados em outros contextos (laparoscopia, crioterapia, etc.), mas não na retinopexia pneumática. A pegadinha está em associar "gases" a qualquer gás médico, quando a questão pede especificamente os gases expansores intravítreos.
Guarde a fronteira: retinopexia pneumática = SF6 e C3F8. Qualquer alternativa que traga N2O, CO2 ou N2 está errada, pois esses gases não são usados para tamponamento retiniano.
Gases expansores intravítreos: Hexafluoreto de enxofre (SF6) (Expansão rápida, Dura 1–2 semanas); Perfluoropropano (C3F8) (Expansão lenta, Dura 6–8 semanas); Características (Insolúveis em água, Formam bolha que tampona a retina); Gases de outros usos (não servem) (Óxido nitroso (N2O) — anestésico, Dióxido de carbono (CO2) — laparoscopia, Nitrogênio (N2) — crioterapia)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O óxido nitroso (N2O) é um anestésico inalatório, não um gás intravítreo. Na verdade, o N2O é contraindicado em pacientes com gás intravítreo, pois pode causar expansão rápida da bolha e aumento da pressão intraocular. O hexafluoreto de enxofre (SF6) é correto, mas a presença do N2O torna a alternativa errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O dióxido de carbono (CO2) não é usado na retinopexia pneumática — é um gás usado em laparoscopia e em outros procedimentos, mas não tem aplicação como gás expansor intravítreo. O perfluoropropano (C3F8) é correto, mas a presença do CO2 invalida a alternativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O nitrogênio (N2) e o dióxido de carbono (CO2) são gases usados em outros contextos médicos (crioterapia, laparoscopia), mas não são os gases expansores utilizados na retinopexia pneumática. Nenhum dos dois é usado para tamponamento retiniano.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O óxido nitroso (N2O) é anestésico inalatório e o nitrogênio (N2) é usado em crioterapia, mas nenhum deles é gás expansor intravítreo. A alternativa mistura gases de outros usos médicos, mas não os da retinopexia pneumática.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O hexafluoreto de enxofre (SF6) e o perfluoropropano (C3F8) são exatamente os dois gases expansores mais utilizados na retinopexia pneumática. O SF6 expande mais rápido e dura menos (1–2 semanas); o C3F8 expande mais devagar e dura mais (6–8 semanas). Ambos são insolúveis em água, o que permite a formação da bolha intravítrea que tampona a retina.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os gases expansores intravítreos por gases de outros usos médicos — óxido nitroso (anestesia), dióxido de carbono (laparoscopia) e nitrogênio (crioterapia). O candidato que associa "gases" a qualquer gás hospitalar cai nas alternativas A, B, C ou D. A regra de ouro: retinopexia pneumática = SF6 e C3F8, sempre.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, lembre que os gases expansores são fluorados (hexafluoreto de enxofre e perfluoropropano) — a presença do flúor na molécula é o que confere a baixa solubilidade e a capacidade de expansão. Se a alternativa trouxer um gás sem flúor (N2O, CO2, N2), descarte na hora.