Um tratamento novo para a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) forma seca, aprovado pela FDA em novembro de 2024, que vem apresentando resultados bastante promissores é
Aa suplementação vitamínica com luteína e zeaxantina.
Ba injeção intravítrea de faricimabe (Vabysmo®, Roche).
Co implante intravítreo de axitinibe.
Da suplementação oral com pegcetacoplan.
Ea fotobiomodulação com Valeda®.
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GabaritoE — a fotobiomodulação com Valeda®.
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Tratamento da DMRI seca: fotobiomodulação com Valeda®
Gabarito: letra E. A fotobiomodulação com o dispositivo Valeda® (LumiThera) é o tratamento aprovado pela FDA em novembro de 2024 para a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) na forma seca, com resultados promissores. As demais alternativas referem-se a tratamentos para a forma neovascular (úmida) ou a suplementações sem aprovação específica para essa indicação.
A DMRI é uma doença degenerativa e progressiva que acomete a mácula, a área central da retina, levando à perda da visão central. Ela se classifica em duas formas principais: a seca (ou não neovascular), responsável por 85%–90% dos casos, caracterizada pela formação de drusas e alterações no epitélio pigmentar da retina (EPR), podendo evoluir para atrofia geográfica; e a úmida (ou neovascular/exsudativa), que corresponde a 10%–15% dos casos e é marcada pela formação de membrana neovascular (MNV), sendo responsável por 90% dos casos de cegueira legal (acuidade visual ≤ 20/200).
O tratamento da DMRI úmida é bem estabelecido e baseia-se em agentes antiangiogênicos (anti-VEGF) administrados por injeção intravítrea, como ranibizumabe, aflibercepte e bevacizumabe. Já a DMRI seca, por muito tempo, não teve tratamento específico aprovado, sendo a suplementação vitamínica (fórmula AREDS2) a única medida com algum benefício comprovado para retardar a progressão em estágios intermediários. A aprovação da fotobiomodulação pela FDA em novembro de 2024 representa um avanço significativo, oferecendo uma opção terapêutica não invasiva para a forma seca.
A fotobiomodulação (PBM) utiliza luz de baixa intensidade em comprimentos de onda específicos (geralmente no espectro vermelho e infravermelho próximo) para estimular a função mitocondrial, reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, e promover a sobrevivência celular. O dispositivo Valeda® (LumiThera) é um sistema que combina múltiplos comprimentos de onda e é aplicado externamente, sem procedimento invasivo. Os estudos clínicos (como o LIGHTSITE) demonstraram melhora ou estabilização da acuidade visual em pacientes com DMRI seca, incluindo aqueles com atrofia geográfica.
A pegadinha central desta questão é a distinção entre as formas seca e úmida da DMRI e seus respectivos tratamentos. O candidato que confunde as formas pode facilmente marcar uma alternativa referente ao tratamento da forma úmida (como faricimabe ou axitinibe) ou uma suplementação sem aprovação específica. A chave é identificar que a questão pede especificamente o tratamento aprovado para a forma seca.
A suplementação vitamínica com luteína e zeaxantina é um componente da fórmula AREDS2, recomendada para pacientes com DMRI intermediária para reduzir o risco de progressão. No entanto, não é um tratamento aprovado pela FDA em novembro de 2024, nem é considerada um tratamento curativo ou com resultados "bastante promissores" como o descrito no enunciado. Ela atua como medida preventiva, não como tratamento da doença estabelecida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O faricimabe (Vabysmo®, Roche) é um anticorpo biespecífico que inibe tanto o VEGF-A quanto a Ang-2, aprovado para o tratamento da DMRI neovascular (úmida). Ele é administrado por injeção intravítrea e não tem indicação para a forma seca da doença. A banca troca a forma da doença: o tratamento é real, mas para a forma errada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O implante intravítreo de axitinibe é uma terapia em investigação para a DMRI úmida, pois o axitinibe é um inibidor de tirosina quinase que bloqueia o VEGF. Embora seja uma via de administração inovadora (implante de liberação prolongada), não é aprovado para a forma seca e não foi o tratamento aprovado pela FDA em novembro de 2024.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O pegcetacoplan é um inibidor do complemento (fator C3) que foi estudado para o tratamento da atrofia geográfica, uma forma avançada de DMRI seca. No entanto, ele é administrado por injeção intravítrea, não por via oral. A alternativa erra na via de administração, além de não ser o tratamento aprovado pela FDA em novembro de 2024 (o pegcetacoplan recebeu aprovação da FDA em 2023, mas por via intravítrea, sob o nome comercial Syfovre®).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A fotobiomodulação com o dispositivo Valeda® (LumiThera) é o tratamento aprovado pela FDA em novembro de 2024 para a DMRI seca. O sistema utiliza luz de baixa intensidade em múltiplos comprimentos de onda para estimular a função mitocondrial e reduzir o estresse oxidativo e a inflamação na retina. Os resultados dos estudos clínicos (LIGHTSITE) mostraram melhora ou estabilização da acuidade visual, com perfil de segurança favorável, sendo uma opção não invasiva e promissora para a forma seca da doença.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as formas seca e úmida da DMRI. Faricimabe e axitinibe são tratamentos reais, mas para a forma úmida (neovascular). O pegcetacoplan é para a forma seca, mas a via de administração está errada (é intravítrea, não oral). A suplementação vitamínica é preventiva, não curativa. A única alternativa que corresponde exatamente ao tratamento aprovado em novembro de 2024 para a forma seca é a fotobiomodulação com Valeda®.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre DMRI, organize mentalmente os tratamentos por forma da doença: Forma úmida → anti-VEGF (ranibizumabe, aflibercepte, bevacizumabe, faricimabe) e inibidores de tirosina quinase (axitinibe); Forma seca → suplementação AREDS2 (preventiva), inibidores do complemento (pegcetacoplan, avacincaptad pegol — via intravítrea) e fotobiomodulação (Valeda®). Essa distinção é a chave para acertar questões que cobram a terapêutica da DMRI.