Em relação aos critérios de Sedlis para indicação de radioterapia adjuvante após histerectomia radical em pacientes com câncer de colo uterino estádio IB, assinale a alternativa correta.
AOs critérios de Sedlis são utilizados para indicar radioterapia em casos com margens positivas ou linfonodos comprometidos.
BA presença de invasão linfovascular isolada já é suficiente para indicação de radioterapia pélvica adjuvante.
CO sistema considera idade, subtipo histológico e mutação de p53 como critérios determinantes.
DA combinação de fatores como invasão estromal profunda, tamanho tumoral ≥ 4 cm e invasão linfovascular pode justificar radioterapia adjuvante mesmo com margens e linfonodos negativos.
EOs critérios de Sedlis aplicam-se exclusivamente a tumores localizados no terço superior do colo uterino.
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GabaritoD — A combinação de fatores como invasão estromal profunda, tamanho tumoral ≥ 4 cm e invasão linfovascular pode justificar radioterapia adjuvante mesmo com margens e linfonodos negativos.
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Critérios de Sedlis para Radioterapia Adjuvante no Câncer de Colo Uterino
Gabarito: letra D. Os critérios de Sedlis são um conjunto de fatores de risco patológicos que, mesmo na ausência de margens positivas ou linfonodos comprometidos, podem indicar radioterapia adjuvante após histerectomia radical em câncer de colo uterino estádio IB. A alternativa D descreve corretamente essa combinação de fatores: invasão estromal profunda, tamanho tumoral ≥ 4 cm e invasão linfovascular.
Os critérios de Sedlis, também conhecidos como critérios de GOG (Gynecologic Oncology Group), foram estabelecidos a partir do estudo GOG 92 e são utilizados para selecionar pacientes com carcinoma de colo uterino estádio IB submetidas à histerectomia radical que se beneficiariam de radioterapia pélvica adjuvante, mesmo quando as margens cirúrgicas e os linfonodos são negativos. A lógica por trás desses critérios é identificar tumores com maior risco de recorrência local, baseando-se em características histopatológicas específicas que, isoladamente ou em combinação, justificam o tratamento adjuvante.
Os fatores de risco considerados nos critérios de Sedlis incluem: invasão do espaço linfovascular (LVSI), invasão estromal profunda (geralmente definida como invasão do terço externo do estroma cervical) e tamanho tumoral (≥ 4 cm). A presença de um ou mais desses fatores, em combinações específicas, pode indicar radioterapia adjuvante. É importante notar que a invasão linfovascular isolada não é suficiente para indicar radioterapia; ela precisa estar associada a outros fatores, como profundidade de invasão estromal ou tamanho tumoral. Da mesma forma, margens positivas ou linfonodos comprometidos são indicações absolutas para tratamento adjuvante, mas não fazem parte dos critérios de Sedlis propriamente ditos — eles são critérios independentes que, quando presentes, já indicam radioterapia ou quimiorradioterapia adjuvante.
Na prática clínica, a decisão de indicar radioterapia adjuvante após histerectomia radical é baseada na avaliação anatomopatológica da peça cirúrgica. O patologista identifica os fatores de risco e o oncologista clínico, juntamente com o cirurgião, decide se a paciente se beneficiaria de radioterapia pélvica. Os critérios de Sedlis são particularmente úteis em pacientes com estádio IB que, apesar de terem sido submetidas a uma cirurgia adequada, apresentam características tumorais que aumentam o risco de recorrência local. A radioterapia adjuvante nesse contexto visa reduzir a taxa de recidiva pélvica e melhorar a sobrevida livre de doença.
A pegadinha desta questão está em confundir os critérios de Sedlis com outras indicações de radioterapia adjuvante, como margens positivas ou linfonodos comprometidos. A banca explora a confusão entre os fatores de risco que compõem os critérios de Sedlis e as indicações absolutas de tratamento adjuvante. É fundamental memorizar quais são os fatores que compõem os critérios de Sedlis e entender que eles se aplicam especificamente a pacientes com margens e linfonodos negativos, mas com características tumorais de alto risco.
Critério
Critérios de Sedlis (GOG 92)
Indicações Absolutas de Radioterapia Adjuvante
Margens cirúrgicas
Negativas (condição para aplicação)
Positivas (indicação independente)
Linfonodos
Negativos (condição para aplicação)
Comprometidos (indicação independente)
Fatores considerados
Invasão linfovascular, invasão estromal profunda, tamanho tumoral ≥ 4 cm
Critérios de Sedlis (GOG 92): Contexto (Câncer de colo IB, Pós-histerectomia radical, Margens e linfonodos negativos); Fatores de risco (Invasão linfovascular (LVSI), Invasão estromal profunda, Tamanho tumoral ≥ 4 cm); Indicação (Combinação de fatores, Radioterapia pélvica adjuvante)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Os critérios de Sedlis são utilizados para indicar radioterapia em casos com margens positivas ou linfonodos comprometidos. Esta alternativa está incorreta porque os critérios de Sedlis se aplicam justamente a pacientes com margens e linfonodos negativos. Margens positivas ou linfonodos comprometidos são indicações absolutas e independentes para radioterapia adjuvante, não fazendo parte dos critérios de Sedlis. A banca tenta confundir o candidato ao associar os critérios de Sedlis a essas situações, quando na verdade eles são utilizados em um contexto diferente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A presença de invasão linfovascular isolada já é suficiente para indicação de radioterapia pélvica adjuvante. Esta alternativa está incorreta porque a invasão linfovascular isolada não é suficiente para indicar radioterapia adjuvante. Nos critérios de Sedlis, a invasão linfovascular é um dos fatores considerados, mas precisa estar associada a outros fatores, como invasão estromal profunda ou tamanho tumoral ≥ 4 cm, para justificar o tratamento. A banca explora a confusão entre a presença isolada de um fator e a combinação de fatores necessária para a indicação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O sistema considera idade, subtipo histológico e mutação de p53 como critérios determinantes. Esta alternativa está incorreta porque os critérios de Sedlis não consideram idade, subtipo histológico ou mutação de p53. Esses fatores não fazem parte dos critérios de Sedlis, que se baseiam exclusivamente em características anatomopatológicas do tumor, como invasão linfovascular, profundidade de invasão estromal e tamanho tumoral. A banca tenta confundir o candidato ao incluir fatores que são relevantes em outros contextos oncológicos, mas não nos critérios de Sedlis.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A combinação de fatores como invasão estromal profunda, tamanho tumoral ≥ 4 cm e invasão linfovascular pode justificar radioterapia adjuvante mesmo com margens e linfonodos negativos. Esta alternativa está correta porque descreve exatamente o que são os critérios de Sedlis: uma combinação de fatores de risco patológicos que, mesmo na ausência de margens positivas ou linfonodos comprometidos, indicam radioterapia adjuvante. A invasão estromal profunda, o tamanho tumoral ≥ 4 cm e a invasão linfovascular são os principais fatores considerados, e sua combinação justifica o tratamento adjuvante.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os critérios de Sedlis aplicam-se exclusivamente a tumores localizados no terço superior do colo uterino. Esta alternativa está incorreta porque os critérios de Sedlis não se restringem à localização do tumor no colo uterino. Eles se aplicam a tumores em estádio IB, independentemente da localização exata no colo. A banca tenta confundir o candidato ao introduzir uma limitação geográfica que não existe nos critérios de Sedlis.